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Nouvelle Vague

por Catarina, em 23.10.17

Gosto de música; gosto de ouvir cds e rádio no carro; gosto de cantar como se não houvesse amanhã, e gosto de o fazer apesar de saber que corro o risco de furar tímpanos alheios ou partir vidros.

 
Também gosto de ir a concertos… mas nos últimos anos cada vez gosto menos de algumas coisas.
 
Cortei relações com o Pavilhão Atlântico, ou o Meo Arena, ou como lhe queiram chamar… O último concerto que lá vi foi dos Scorpions, e apesar de saber que estavam velhinhos esperava melhor; Mas não é só por isso.
 
A acústica do espaço nunca foi famosa, a disposição faz com que vejamos um concerto ou com um torcicolo para a esquerda ou com um para a direita; Depois cabe lá muita gente, e fazem-me confusão estes espaços cheios; Depois, há quem fume cigarros electrónicos ali dentro… ou talvez dos outros quem sabe, e isto revolta-me até à espinha porque sou uma defensora acérrima dos direitos dos não fumadores; Claro que para uma pessoa se queixar disto tem que sair da sala, incomodar meio mundo na passagem, perder tempo de espetáculo, procurar alguém, queixar-se e esperar; Esperar que provavelmente nada se resolva porque há muita falta de respeito e bom senso por aí.
 
Se isto já não fosse suficiente tenho de acrescentar que a malta hoje em dia vive através dos ecrãs e não é raro ter 50 telefones no meu ângulo de visão até ao palco.
Quando saí do pavilhão no concerto dos Scorpions disse para quem ia comigo: “Não me apanham mais aqui”. E foi dito e feito.
 
A partir desse dia nunca mais me interessaram os concertos ali, e só tenho ido a espaços mais pequenos e fáceis de controlar: o Coliseu e o Tivoli, e dos dois gostei muito! São concertos em espaços mais pequenos (e com muito melhor acústica diga-se de passagem), e que tornam o ambiente mais intimista onde é possível desfrutar de tudo. Na maioria das vezes os bilhetes em si também são mais baratos o que é sempre bom!
 
Ando sempre atenta aos novos anúncios e Setembro é bom porque há muita novidade; Logo na primeira semana descobri que os Nouvelle Vague vinham cá em Outubro, e em menos de 24h comprei bilhetes…só para a primeira fila…chato isto! Desta vez vou conhecer a Aula Magna e cheira-me que vou gostar. 
 
Cada vez mais selecciono o que vou ver e deixei-me de coisas muito grandes, embora não trocasse os Simply Red nem os Supertramp que vi no pavilhão mas não há dúvida que ver Tiago Betencourt, Cock Robin ou Compay Segundo nestes espaços torna a experiência muito mais agradável; Já para não dizer que com lugares marcados não há complicações nem tem de se ir muito cedo, e ainda é relativamente fácil conseguir comprar bilhetes nas primeiras filas com a devida antecedência! 
 
Por isso...na quinta lá estaremos!
 

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Aprender com os erros?

por Catarina, em 17.10.17

Lembro-me há uns bons anos atrás quando António Costa era ministro da administração interna de termos tido um ano muito mau no tema dos incêndios. Não sei quantos anos passaram, mas foram muitos, dez, quinze?

Este ano temos assistido a um espectáculo infernal; depois de Pedrogão na minha inocência achei que o cenário era tão devastador que seria impossível repetir. Tão parva que me senti ontem ao ver finalmente as notícias à noite. Como é possível? Como? 

Não há palavras... mas se as houvesse se calhar seriam para atacar o governo, pois seriam; Para acusar quem andou a brincar estes últimos meses... quem não consegui apurar responsabilidades e andou a sacudir a água do capote de um lado para o outro; Seria para acusar quem não conseguiu num espaço de meses começar a criar soluções, enterrar finalmente os cabos, quem sabe se enterrar também o Siresp junto com eles..... Afinal quem ganha com isto? Numa terra de interesses e esquemas isto só pode estar a fazer alguém lucrar... 

Sinto um amargo na boca; Não sei o que é estar na pele de quem tudo perdeu para o fogo, e nesta última leva sei de muita gente, amigos, e amigos de amigos que foram vítimas de mais uma série de fogos, sim, porque agora um nunca vem só. Sinto que vivo numa terra de máfia, de criminosos e de impunidade. Que asco.

Quando foi Pedrógão fiz um donativo para uma da primeiras contas que foram criadas; Desta vez não o farei, porque até um acto tão simples de generosidade que tantos de nós tiveram foi misturado nesta imundice pública; Até com o dinheiro que o povo doou para o próprio povo, que não dependia do governo para nada, até isso já gerou problema na sua distribuição. Isto é o fim do mundo em cuecas, a pior república das bananas possível... Não há palavras. E não as há porque ainda não foram inventadas palavras que expliquem  esta "coisa", esta "geringonça". 

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Rescaldo do fim de semana

por Catarina, em 16.10.17

Dia de praia: 1, com muito céu nublado, meia dúzia de raios de sol, mas um calor abafado que nos fez desfrutar bastante das águas calmas de Sesimbra!

 

Uma ida ao Ikea, ultra frustrante com nada resolvido da lista.

 

Duas idas a centros comerciais.... um casaco de inverno comprado no outlet da Mango (muito fofinho) e que por pouco não conseguia entrar no roupeiro do ovo.

 

Discussões: uma, not funny.

 

O melhor do fim-de-semana ainda foi ter conseguido fazer um mega panelão de pipocas sem queimar o tacho! (e que ficaram, tão, mas tão boas com canela e cacau.)

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500 days of Summer

por Catarina, em 14.10.17

No campo dos filmes e música tenho sempre tantos favoritos que me é difícil escolher um... até me é difícil escolher dez! Mas 500 days of Summer é um dos meus preferidos, e tem para mim uma das melhores bandas sonoras de sempre. Cabe lá de tudo!

Gosto muito do filme e na quinta feira já era bem tarde quando fiz zapping e vi que estava a dar...apesar de ter o dvd não resisti a ficar a ver até quase à uma da manha.... Claro que no dia seguinte tinha umas olheiras até aos joelhos mas não faz mal... ver este filme para mim vale sempre a pena.

 

 

 

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Welcome to Yoga

por Catarina, em 13.10.17

Ontem experimentei yoga pela primeira vez, e gostei!

Já não ia completamente a zeros, fiz pilates durante alguns meses antes de mudar para barra de chão devido ao horário; Já conhecer alguns dos exercícios e estar minimamente familiarizada com a respiração ajuda muito, não é tudo tão estranho, e no geral consegui resultados bastante bons para uma primeira aula!
 
Escolhi um estúdio novo, o Flow Studio, que me fica relativamente perto de casa e do trabalho e portanto minimiza o meu drama com deslocações, horários e trânsito; Com a minha tendência para o stress o melhor é procurar sempre soluções o mais confortáveis possível, e este é perfeito, até estacionar é fácil e a zona, que já conhecia, é bem simpática!
 
Não me consigo lembrar do nome da professora de ontem (seria Ana?), eu costumo ser boa para nomes, mas dêem-me um desconto que eu vim de lá a flutuar completamente!
 
Como passo todo o dia sentada ao computador sinto sempre estas actividades como benéficas para aliviar a má postura e dores nas costas que por vezes atacam em força. Estava a espera de ficar mais dorida para o final da noite, ou mesmo hoje, mas talvez pelo facto do corpo já conhecer o tipo de esforço isso não aconteceu. Ao mesmo tempo esta é uma aula que permite descontrair tudo, ao máximo, libertar o pensamento e relaxar completamente dos problemas e stress do dia-a-dia, não sendo uma aula extremamente desgastante, pelo menos para já. 
 Do tempo em que fiz barra de chão lembro-me de sair de lá sempre a pingar e totalmente de rastos mas tenho de admitir que num só ano já estava a conseguir transformar o meu corpo em algo mais simpático para ver ao espelho!
 
Acabei por me inscrever antes de vir embora, e agora a minha agenda ganhou mais uma rotina, super saudável e que me incentiva na tarefa de viver melhor e de forma mais equilibrada.
 

Imagem daqui

 

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Aquele momento em que...

por Catarina, em 10.10.17

Achamos que a casa está mais larga e percebemos que falta a cesta da cadela...e a cadela também. 

Voltou à casa dela, e à dona original... e eu sinto a falta dela, a olhar para mim sempre a pedinchar alguma coisa, ou a dar à cauda e a fazer "toc-toc-toc" de castigo no chão da sala, ou a tentar subir para o sofá à socapa....

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Rotina, onde estás?

por Catarina, em 10.10.17

Cada vez mais me convenço que me dou bem com a rotina; faz sentido, sendo uma freak control da organização e planeamento de tudo e mais um par de botas, acho que faz mesmo sentido. Mas quando as semanas se sucedem sem rotina umas a seguir às outras o meu sistema baralha-se um bocadinho. Falta-me a cadência, o compasso marcado.

 

Segunda semana de aulas; um trabalho de casa (yeah!!); três vezes que a cabeça me ia caindo na mesa ao fim de uma hora de aula; não sei porquê, mas a primeira parte custa-me muito mais do que a segunda...

 

Os fins de semana não têm sido de grande descanso; sinto falta daqueles momentos de desligar a ficha por completo. 

 

Depois o trabalho chega de todos os lados; e eu até gosto disso. Gosto do meu trabalho, gosto de me sentir desafiada a superar os meus conhecimentos, a aprender mais e a fazer melhor. Mas também tenho momentos de insegurança, em que me sinto pequenina...em todos os sentidos.

 

Tudo isto pelo menos impede-me de pensar nas coisas que me atormentam; nas dúvidas existenciais que me perseguem, nas pseudo-decisões cíclicas que me assolam. Keeping busy.

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Sneak Peek

por Catarina, em 09.10.17

Há cinco anos atrás fiz uma escolha;

 

Não estava certa, mas tive a certeza de não conseguir escolher de outra maneira.
 
 
Foi naquele momento em que me puseram contra a parede, em que me senti pressionada a tomar uma decisão, a fazer uma escolha, foi esse o momento em que um lado perdeu e o outro ganhou. Eu perdi, e também ganhei.
 
 
Muitas vezes ao longo do tempo pensei sobre esse momento; Ora com a certeza da decisão, ora com a incerteza da mesma.
 
 
No outro fim de semana tive um vislumbre da que poderia ter sido a minha vida caso a escolha tivesse sido outra. Mais uma vez fiquei na mesma…. pensei nisso durante uns dias, cheguei a conclusão nenhuma.
 
 
A chatice da vida é que nunca podemos voltar atrás, nem fazer um sneak peek sobre as outras opções!
E o mais chato é quando elas continuam a passar por nós e a fazer parte da nossa vida.

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Loading....

por Catarina, em 09.10.17

And back!

Esta semana que passou foi o terror!

Eu sei que houve um feriado e tudo, mas tive tanto, mas tanto trabalho que os primeiros três dias pareceram a semana toda completa...e na sexta feira sentia-me completamente em coma.

Valeu o bom tempo do feriado, que deu para banhos de sol e um mergulho ultra rápido na água ultra gelada da piscina.

Valeu pela tarde de domingo passada na praia até quase ao pôr do sol, numa calma que só Outubro consegue trazer à praia.

No sábado houve casório; Em Sintra... um sítio que é conhecido pelo micro clima e pela humidade galopante. Estavam só trinta e tal graus. Para um casamento é mesmo aquilo que não se quer... Outra coisa que não se quer é relva.... molhada ainda por cima. E sapatos novos. Que lindos que são (eram). Agora têm manchas de água.... mal se notam quem vê de fora, mas eu sei que estão lá... Que ideia é esta das pessoas casarem na relva!?!?

Bom, vou só ali escrever os não-sei-quantos posts que tinha em mente (se ainda não me esqueci) a semana passada.

 

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This is us - the come back

por Catarina, em 29.09.17

Fico quase sempre meia muda no fim de cada episódio que vejo pela primeira vez. Desta não foi diferente;

Mas desta vez apesar da antecipação, do entusiasmo e das expectativas não senti a mesma empolgação que outras vezes durante o episódio; talvez já esteja a ficar mais "atenta"; a certa altura achei que estava a ver demasiados flashbacks repetidos, até ao choque do fim.

Fiquei sem perceber muito mas a achar outro tanto. E tenho a certeza que há muito mais por explicar. 

 

Mas é como ver os filmes do Poirot... nos primeiros ficamos sempre surpreendidos com as reviravoltas na história até chegar ao autor do crime;... ao fim de alguns episódios seguidos já vamos começando a pensar como o Poirot e vamos tirando cava vez mais ilacções, e fazendo ligações e colocando mais hipóteses. A experiência acaba por se alterar... passamos a ficar "à espera" de algo, e assim é mais fácil conseguir acompanhar, em vez de estar um passo atrás.

 

Com o This is us comecei a sentir isto no fim de alguns dos últimos episódios da primeira temporada; com o passar do tempo começo a a ficar habituada, e de certa forma "formatada" para ficar à espera disto ou daquilo... a "surpresa" acaba por ser diluída, e lá está, a experiência muda. Não é pior, nem é melhor, é só diferente!

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