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Autumn vibes

por Catarina, em 30.09.16

Adoro todas as mudanças de estação. Sentir os dias a ficarem maiores ou mais pequenos, a temperatura a mudar, sentir falta do casaco ou despir o casaco! E gosto muito do Outono. Gosto das cores, do friozinho suave que fica na superfície da pele quando saímos cedo de casa, e dos raios de sol, menos intensos que nos aquecem a alma antes das chuvas!

E gosto, mesmo, da sensação de ir burcar a colcha ou a manta durante a noite aos pés da cama, e descobrir um nicho para encaixar e ficar ali num abraço à procura de calor.

Gosto das cores das folhas, da luz do dia, de quando aparece um aroma de castanha assada no ar. Gosto de ir buscar as mantas e as malhas fininhas e de dar passeios no campo.

Sei que já começou à uns dias, mas ainda está calor e ainda não o sinto bem.. welcome back autumn!

 

DSCN3744.JPG

 

 

 

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Uma aventura nas Berlengas

por Catarina, em 29.09.16

Aviso à navegação: este post pode suscitar discórdia, e é um bocadinho spoiler!

 

Ontem estive finalmente a passar para o computador algumas fotos deste verão. Antigamente era mais expedita nestas coisas, mas como cada vez mais levo tudo até à última passar as fotos do cartão nem sempre é uma prioridade. Não é que não as queira ver, e editar, e escolher, etc, mas isso toma-me tempo, que às vezes não tenho ou prefiro empregar noutra actividade. Posto isto, ontem estive a ver as fotografias das Berlengas e lembrei-me que, tendo sido uma experiência e tanto, podia partilhar aqui!

 

Ir às Berlengas era algo que nos atraía desde há algum tempo, mas íamos adiando por vários motivos. Este Agosto, escolhemos uma data especial e resolvemos ir passar o dia. Tínhamos chegado a pensar em acampar, mas a informação era escassa e não sou pessoa de me arriscar assim tanto (especialmente após uma experiência francamente horrível) a ir acampar numa ilha de onde não possa fugir a correr no meu coche!

 

Escolhemos o dia, marquei os bilhetes por telefone, já a fazer um choradinho porque no site davam a data como esgotada. Conseguida a proeza apresentá-mo-nos em Peniche à hora estipulada, fizémos o pagamento, e de bilhete na mão aguardámos no porto para o embarque. Primeiro sinal de alerta do dia: o porto estava cheio de gente à espera do barco, e só aquela empresa tinha duas viagens por dia.

Não sabia se havia rede na ilha por isso tratei de avisar os pais de que havia o risco de não estar contactável; como apanhei o meu pai meio a dormir só balbuciou um "sim, sim, está bem" e desligou. Liga uns segundos depois a perguntar "ainda vais a tempo de tomar um comprimido para o enjoo?". A resposta era, "não!". Tinha pensado sobre isso e resolvi que não queria passar o dia meia grogue, porque aquilo dá um sono desgraçado, e optámos por controlar os líquidos, ou seja, desde o acordar até chegar à ilha ninguém bebia nada.

O barco veio, e optámos por nos sentar em cima, estava um sol bom e um ventinho agradável. Tinha escolhido um dos maiores para ser mais estável mas assim que passámos o farol e entrámos em mar aberto começou a diversão! Já tinha andado em barcos de recreio mais pequenos, e em ferrys maiores, até já estive a bordo de um petroleiro e sou filha e neta de homens da marinha, mas ninguém me preparou para aquela ondulação maluca!!!! Ao fim de 20 minutos estava pronta para voltar a nado até Peniche! Ainda por cima o vento vinha de norte, e eu estava precisamente desse lado, a levar com o vendaval nas fuças até a sinusite gritar, e sendo ocasionalmente banhada pela espuma das ondas qual borrifador. O solinho bom quase não aquecia tal era o vento, e mesmo com uma camisa de ganga por cima do top que levava estava gelada. Aguentei-me estoicamente até à ilha, mas juro que mais 10 minutos e alguma coisa me iria sair das entranhas, até porque atracar não foi propriamente opção e saímos do barco aos saltos com os solavancos que este dava contra o porto.

 

O primeiro impacto da ilha foi simpático (à parte dos caixotes do lixo no mesmo local onde saímos). Percebemos que a zona mais povoada era mesmo aquela, e era onde ficava também uma praia que parecia saída dum expositor de viagens! Depois de uma passagem pelas casas de banho, percebemos que as poucas casas que havia na ilha eram umas mini vivendas, minúsculas e tudo com um ar, como dizer, meio gasto! Iniciámos a nossa subida até ao farol da ilha que estava todo vedado e rapidamente nos apercebemos que a população de gaivotas era estrondosa, e o chão estava marcado por manchas brancas... (sim era mesmo caca de gaivota). (Este é o momento certo para dizer que até achei sempre muita piada a esta ave, farto-me de as fotografar e acho-as (ou achava) mesmo engraçadas.)

 

A descida até ao forte eram uns módicos 500 degraus ?!?!?! Não os contei, mas era infindável e como não tínhamos passeio de barco depois percebemos logo que para nós a descida incluía bilhete de...subida! A zona do forte é provavelmente a mais bonita da ilha! A água é límpida, de uma cor maravilhosa, e os peixes abundam. A vontade de mergulhar é imensa, mas a única enseada só é acessível de barco, está cheia de pedras e fica junto a uma "caverna" de gaivotas! As rochas pareceram-nos perigosas para descer até porque estava maré cheia, não havia onde pousar nada. A bem dizer da verdade, à parte de umas fotos bem giras que tirámos do topo, o forte não tem quase nada para se ver. É um alojamento meio campal e um pouco sujo, no centro tinha uma zona de comidas mas apenas para os amigos da ilha, ainda que tivéssemos pago bem por uma bifana, já que só levávamos umas sandes e fruta! Empreendemos na subida e resolvemos ir dar a volta à ilha pelos trilhos, mas acho que não andámos mais de um km. Basicamente os trilhos estão cheios de gaivotas, caca de gaivotas e carcaças de gaivota! E foi aqui que disse para mim "no way"!!! Pensámos o mesmo, não queríamos andar ali naquele cenário meio mórbido, qual perdidos na ilha, cheios de carcaças e com um som de fundo à lá "Pássaros" do Hitchcock!!!!

 

Voltámos ao "centro", e pensámos ir à praia. Outra má ideia. Àquela hora, de tão pequena que é, estava cheia, e havia pessoas em todo o caminho de pedra e rochas para lá chegar, sentadas e empoleiradas como podiam, e com gaivotas em volta delas. Como somos teimosos fomos até à areia, onde deveriam caber no máximo umas 8 pessoas, e estavam à vontade umas trinta! Arriscámos sentar na areia e tirar os sapatos até que 20 segundos depois uma onda vem e resolve encharcar-nos! Levantámos tudo e olhámos à volta a procurar um espaço para onde ir, as gaivotas passeavam por todo o lado e neste momento apercebi-me do cheiro a galinheiro que havia no ar. Desistimos, fomos para as rochas, encontrar um canto para colocar a roupa e os sapatos a secar! Como não nos chegava, e somos mesmo teimosos, ainda fomos só os dois, já de fato de banho, até à água, que para além de fria, estava a ficar suja e opaca! Não consegui entrar mais do que até à cintura, mas o homem deu lá uns mergulhos. A corrente estava a ficar forte, o que parecia estranho numa enseada daquelas, rodeada de rocha. Estivémos um bom tempo a secar tudo e resolvemos ir ao único restaurante/bar que havia fazer tempo. Faltavam quase duas horas para o barco sair e sinceramente estávamos mais do que fartos! A ilha tem gente a mais, diria que uma centena e meia, pelo menos, todos os sábados como aquele! Não há ambiente que sobreviva assim.

 

O homem emborcou finalmente a sua bifana e uma imperial, enquanto eu optei pela abstinência. Não estava capaz de colocar nada no estômago. Fomos para a fila do porto com alguma antecedência, mas já lá estavam outros tantos. Quando o barco finalmente conseguiu aproximar-se para entrarmos, desta vez já por baixo, resolvemos ficar em baixo na zona fechada porque estava a ficar um frio de morte e ele nem casaco nem nada! Foi provavelmente, a seguir à viagem em si, a pior ideia que tive. Esqueci-me que em baixo iria sentir a ondulação dez vezes mais e se não tivesse conseguido adormecer uns 20 minutos não teria suportado. O enjoo era de tal maneira que só queria fechar os olhos e aparecer em Peniche, já sentada no carro de preferência! A inclinação parecia uns 45 graus e lá pelo meio da viagem entram uns quantos que tinham ficado na parte de baixo exterior, espavoridos e encharcados até aos ossos porque as ondas lhes tinham passado por cima. Foi um pavor para o meu pobre estômago.

 

Chegados finalmente a terra só quisemos desaparecer de Peniche, bem bem depressa!!! E o pior, é que ficou aquela sensação de que tínhamos ido visitar uma ilha galinheiro sem nada de jeito. Não voltamos, certamente, nunca mais na vida! E se alguém me perguntar se deve ir eu digo que não! Nunca, jamais!

Ficam umas fotos, mas juro, que é a única coisa que se aproveita.... E não se deixem enganar pela paisagem.... é igualmente bonita em tantos outros sítios deste país, com menos caca e sem ser no meio do mar!

 

Berlengas

Berlengas

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Berlengas

Berlengas

Berlengas

Berlengas

PS: o veleiro Santa Maria Manuela não era o nosso barco, mas quem dera! Ah ah ah!

 

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Mixed doubts

por Catarina, em 29.09.16

Talvez as dúvidas não desapareçam nunca. Talvez seja normal, talvez seja suposto ser assim. Ficam adormecidas à espera do momento "certo" para espreitarem. Mas é tão bom quando temos aqueles momentos que nos aquecem o coração, e em que pensamos, "Porra, mas eu duvidei?".

Se calhar a dúvida é saudável, para que estas fracções de segundo signifiquem ainda mais. Mas é bom saber que tanto é possível duvidar por um motivo ridículo qualquer, como é possível ter certezas apenas num banal almoço de ovos mexidos.

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Dramas caseiros #3

por Catarina, em 29.09.16

Depois da desgraça do outro dia ontem a coisa correu bem melhor! 

O caos não se instalou por completo, a salada de legumes grelhados estava bem boa e ainda inventei um pseudo cheesecake com iogurte grego (assim do género do it yourself in five minutes!) que me deliciei a comer enquanto acabava, pela enésima vez, "O Diabo veste Prada". Enquanto não tratamos da chegada dessa maravilha chamada internet + televisão tenho aproveitado para papar série e filmes que andam lá por casa há anos. 

"O Diabo veste Prada" tenho a dizer que adoro e que me babo à grande com aquele guarda roupa. Eu adoro séries e filmes com bom guarda roupa, mas este, é top, top, top!

Nota mental ainda sobre o cozinhado...não grelhar seitã. A sério, não mesmo... Mesmo que a receita diga que sim, não voltar a fazer... para além do aspecto de sola, tenho para mim que o sabor é mesmo igual ao de sola..ainda que nunca tenha comido nenhuma a experiência deve ser bem parecida!

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Dramas caseiros #2

por Catarina, em 28.09.16

A minha mãe é a pessoa mais organizada que conheço na cozinha! Pode estar a fazer 3 ou 4 coisas ao mesmo tempo que consegue rentabilizar o tempo de utilização do forno, ir lavando a loiça suja, ir secando, ir guardando; Consegue tirar da despensa apenas o que precisa de cada vez e manter a mesa limpa e arrumada.

Eu por infelicidade saí neste aspecto à minha avó materna e qualquer coisa que faça vira um caos do princípio ao fim. Claro que também não ajuda a minha mãe ter uma cozinha inteira e eu apenas uma kitchnet com 10cm de bancada disponível, mas até eu me surpreendo por conseguir sujar tudo, de ponta a ponta, sujar toda a loiça e mais alguma, ao ponto de não ter talheres disponíveis quando quis finalmente ir comer! E tanto caos para fazer um arroz de bacalhau (arroz é a minha praia, faço quase de olhos fechados!) e umas bolachas no forno. 

E o pior é que o caos podia ter um bom resultado certo? Mas não... Como tentei fazer tudo ao mesmo tempo para rentabilizar a coisa, acabei por estragar o arroz deixando-o cozer com menos água do que devia enquanto tentava  despachar as bolachas para o forno. Acabei por fazer arroz suficiente para alimentar o Quénia num tacho demasiado pequeno e meter os pés pelas mãos com a receita das bolachas de tal forma que a massa não queria sair da picadora, estava quase impossível de esticar no papel vegetal, foi ao forno quase 40 minutos e ...não cozeu! Ainda as cortei e guardei no frasco mas no dia seguinte percebi que estavam de facto intragáveis e acabaram no balde do lixo. 

Nota mental para o futuro.... Desistir das bolacha... já as ia queimando da primeira vez e tinham um sabor mais ou menos carbonizado e a tentativa de repetição foi pior ainda. Outra nota, fazer uma coisa de cada vez, e só uma (!) a ver se depois evito ter de limpar a cozinha toda, de alto a baixo, lado a lado.

PS: eu até gosto de cozinhar umas coisas de vez em quando, mas hoje estou desanimada com estas incursões culinárias. E para culminar acho que este forno é uma real m***a, e já não estou habituada a cozinhar num fogão a gás... Hoje vai ser dia de take-away.

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<<“Oiço aí por vezes aquela pergunta muito interessante que é saber se Portugal, e Lisboa em particular, já tem turistas a mais. Pessoalmente, tenho de dizer que não sei que conceito é esse, não sei o que é ter turistas a mais”, afirmou o autarca na manhã desta terça-feira, na sessão de abertura da terceira Cimeira do Turismo Português.>>

<<“Para mim, esse conceito não existe. É um conceito sem sentido. Como de um conceito sem sentido, não ter solução para lidar com ele, mais vale não me preocupar com essa matéria”, afirmou ainda.>>

 

E pronto, é isto... Está uma nabiça com pernas sentada na CML, e nós a pagar as favas.

 

(citações do Público - https://www.publico.pt/local/noticia/medina-desconhece-a-ideia-de-que-lisboa-possa-ter-turistas-a-mais-sim-mas-1745405)

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Livro de Reclamações

por Catarina, em 27.09.16

Algum dia nos deixamos de queixar?

O que estava bem não dura, o que estava mal permanece, agora esta tudo resolvido, mas, há sempre um mas...

E há sempre alguém com mais problemas, e há sempre uma história pior que a nossa, um problema mais grave ou complicado. Ou um problema mesmo, porque na maioria dos dias os nossos problemas não passam de trivialidade do dia-a-dia. Mas saber que há algo ou alguém pior não desfaz o nosso "problema", nem ajuda em nada... Mas....

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Fim de semana na cidade

por Catarina, em 27.09.16

O outono chegou! Felizmente, estava cansada de andar por aqui com calor e gosto muito desta transição. Sábado foi dia de preguiça aguda mas acabei de ler um livro (yes! yes! yes!) e fiz uma incursão muito divertida à Feira da Luz, onde não ia desde pequena.

Domingo foi aproveitado com uma ida à Gulbenkian, um dos meus locais favoritos em Lisboa. 

No CAM estava uma exposição de António Ole, artista angolano, que queria muito ver, e depois o tempo ainda convidava a um passeio pelos jardins e muita risada com os patos de cabeça para baixo!

Dispensável mesmo era tropeçar em figuras demasiado jovens para estragarem a paisagem com litrosas de cerveja e charros mal cheirosos. A sério, não estão em Santos à porta do Vasco da Gama ou da Botica sim? Respeitem. A Gulbenkian para mim é tipo santuário, é sagrada, por isso ver lá estas coisas dá-me vontade de os afogar no lago...

Deixo umas fotografias da exposição. Para quem gosta acho que vale muito a pena. Adoro os materiais, principalmente as páginas antigas de registos de polícia e finanças. O trabalho dele está cheio de referências políticas e sociais e cruza a arte africana, europeia e americana. Tive pena de não ter aprofundado mais o contexto antes de ir ver a exposição e tenho a certeza que se ainda andasse na faculdade iria adorar fazer um trabalho sobre a série "Hidden Pages, Stolen Bodies".

 

 

 

 

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Se calhar já chega não?

por Catarina, em 23.09.16

E pararem de me estragar Lisboa? Dá? 

 

Sou Lisboeta, nascida e criada, filha de pais lisboetas, de avós (maternos lisboetas e paternos "migrados" para Lisboa), e de um bisavô (materno) lisboeta! Lisboa é a minha cidade, que amo de paixão, a Graça o nosso bairro de família.

Por isso, dói cada vez que ando pela cidade e vejo as atrocidades que andam a cometer. Esta herança deixada pelo PM não eleito António Costa (pausa para dizer que até hoje não sei como um troca tintas que nem eleito foi consegue chegar a PM, mas adiante) na câmara de Lisboa é a continuação da sua teoria de "vamos vender Lisboa aos turistas que isto nos salva da crise"!

 

Flash news!: o país não se salva assim! Já todos percebemos certo? Pouco me importa que a taxa de dormida em Lisboa até vai dar para as obras no palácio da ajuda, porque com os monos a que nos têm habituado (museu dos coches, hello?) já não sei se isso é bom, se é mau! 

 

A desgraça é tanta que nem sei por onde pegar primeiro! 

Mercado de arrendamento? Qual? Aonde? Centro de Lisboa? Esqueça, é pró turista, próoooximo! (um dia destes está a CML a contratar figurantes para por ali em Alfama a fazer de lisboetas)

Tuk-tuk? Ah essa coisa feia, foco de poluição (visual, auditiva e atmosférica) onde os turistas gostam de andar empoleirados aos saltinhos para cima e para baixo? Essa traquitana que até já tem "paragem" na Rua Garret? (minha rica rua..) Essa geringonça que anda por todo o lado enquanto o meu carro, que paga os impostos não pode pisar todas as ruas do centro!?

Praia no cais das colunas? Turista que se preze vai ao Tejo banhar-se, é que sabem, Oeiras e o Estoril ficavam longe, e uma praia aqui no meio da cidade dava um jeitaço para divulgar o turismo! Não tarda e fazemos concorrência a Benidorm! (Já não vamos falar daquela parte em que fizeram uma ponte de madeira para os carros que não aguentou com o peso dos mesmos ok?!)

2ª Circular? Sim, eu sei que o trambolho é feio, e logo ali em cima do aeroporto fica muito mal ao olho do turista! Caramba, Lisboa tem de ser aquela cidade onde se aterre em cima de uma árvore, de tão "verdes" que somos. Vá, vamos lá fazer uma avenida bonitinha, ate lhe pomos um chão empedrado e temos ali o novo calçadão! Carros? Quais carros? Mas ainda circulam em Lisboa? Não, vamos já fazer um decreto a dizer que só circulam no concelho de Lisboa carros com matrícula depois de 2020... Os táxis? Ah esses podem, sim, sim, até os de 1986, sim, então, se não os deixássemos quem levava os turistas? (mais uma pausa para dizer que como as obras tinham trafulhice já estão paradas e a sinalética toda largada ao ar para facilitar muito mais o trânsito....or not)

Depois parece que andam ali a querer cortar às fatias a Av. da República, e ouvi alguma coisa sobre um observatório de aviões...algures em Alvalade? Já não sei, confesso que prefiro não ouvir estas notícias.

E agora, chegaram à Graça. Agora sim é a desgraça! Vão mastigar o largo todo.... Quase que choro só de pensar...

Bom, há que esperar que estas soluções brilhantes salvem bem salva a nossa economia, porque quando acabarem com esta palhaçada não sei o que vai restar, mas acho que não vai haver Lisboa. Nessa altura já foi tudo de bandeja para o turista... sabem, se calhar já chegava de tanta asneira, não? Só naquela....

 

 

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As escolhas dos 15 anos

por Catarina, em 23.09.16

Não sei bem que voltas dava a coisa no tempo dos nossos pais, mas no meu tempo fazem-nos escolher as opções profissionais aos 15 ou 16 anos, e não faz muito sentido. É tudo demasiado jovem, solto e desprendido para isso, e sei que nos fazem os testes psicotécnicos (e que estes funcionam para uns mas não para todos), e que nos dizem que podemos sempre mudar quando e para onde quisermos, mas isso implica escolher, implica investir tempo e dinheiro e muitas vezes a pressão não deixa voltar atrás depois.

Conheço muitos casos que andaram aos saltos até chegar ao curso certo, e que depois não acabam, porque já passou tanto tempo desde que fizeram o primeiro primeiro ano que depois a vida acontece e acabam por arranjar emprego sem o curso, normalmente fora da área. E conheço casos que escolhem aos 15 uma área que deveriam ter deixado como hobbie e depois quando dão por si estão agarrados a um curso que não sabem bem se querem. 

Ignoram-se umas coisas, dão-se valor a outras e depois sai tudo uma embrulhada. Uma amiga minha, foi para artes tal como eu e seguiu para o curso de design. Acabámos a licenciatura juntas, nos três anos que era suposto, seguimos para mestrado separadas, e em menos de um ano ela não só desistiu como passou a odiar design ao ponto de não querer trabalhar na área. Foi trabalhar numa loja de animais, a sua grande paixão. Acho que perdemos uma fantástica veterinária, por ter achado que gostar de desenhar era mais forte. Não era. Já voltou a trabalhar como designer, num mix com outras funções tipo secretariado.

Outra colega de artes, aos 14 anos queria ser estilista, fomos para artes; aos 18 queria ser pintora ou ilustradora, ficou para trás um ano a fazer a cadeira de história de arte para subir a média e entrar em Belas Artes. Quando acabei o primeiro ano do meu curso ela ia finalmente começar o seu tão desejado curso de pintura. Ao fim de um ano desistiu... percebeu que não gostava assim tanto para fazer daquilo vida. Foi trabalhar, deu mais uns tropeções, até encontrar o curso que a fez feliz: acção social. Pois... nem sequer era perto... ainda não o acabou porque entretanto casou, embora esteja a trabalhar na mesma área, não se perde tudo!

Muitas vezes dizem-nos "sigam a vossa paixão, o que mais gostam de fazer!", mas alguém pensa que aos 15 ou 16 anos o que gostamos de fazer vai ser o mesmo que aos 20, ou aos 30? Muita coisa devia ficar na caixa dos hobbies ou das actividades de tempos livres.... pois quando não fica cria pessoas que andam aos saltos, que não sabem bem o que fazer, e que quando chega o dia de endireitarem a vida os outros todos já foram à frente. E este mundo é competitivo como o raio!! 

Depois há os que sempre gostaram de uma coisa, seja história ou carros, e foram estudar isso mesmo... e trabalham noutra coisa. Esses cujos testes psicotécnicos lhes davam tantas direcções que não souberam por onde escolher, que seguiram a paixão e lhe confirmam o gosto, mas não têm a sorte de conseguir trabalhar no que gostam.

E por fim, palmas para aqueles que sempre souberam o que queriam, tiveram a sorte de acertar à primeira, e com mais ou menos facilidade, chegaram aonde queriam. E porra, transpiram felicidade enquanto trabalham! Devia ser sempre assim.

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