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Redu...quê?

por Catarina, em 30.06.17

Enquanto procurava no site da Visão informações sobre o artigo que saíu ontem e que aborda a alimentação biológica e eventuais fraudes com estes alimentos descobri que sou "Reducitarianista"; Ou seja, já há um nome para as pessoas que gostam de carne, mas evitam o seu consumo!

O fundador deste movimento tornou-se vegetariano no liceu, mas continua a comer perú no Thanksgiving! Gosto deste conceito porque nos dá liberdade para não sermos extremistas nas escolhas, mas tomar uma atitude que sabemos ter impacto na nossa saúde e no planeta. Se quiserem saber mais sobre isto podem ler aqui!

 

Eu vou direitinha ainda hoje comprar a Visão para ler o resto do estudo sobre os alimentos bio; Foram analisados e encontrados químicos, pesticidas, e mais um par de botas. Tendo em conta que pagamos mais por um alimento de qualidade supostamente superior isto é muito muito grave e põe em perigo todas as produções cuja qualidade pode começar a ser questionada. Dei uma vista de olhos em algumas conclusões do estudo (ler aqui) e digo já, é assustador.

 

 

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Cut the crap #3

por Catarina, em 28.06.17

No fim de semana comprei o meu primeiro livro de alimentação saudável e que tem receitas! Até agora uso sempre a net e o livro de receitas da minha mãe, mas esta mudança precisava de mais qualquer coisa. Acho que encontrei uma pequena bíblia: está organizado por grupos de alimentos (frutas, legumes, leguminosas, carne, peixe, lacticínios etc) e dentro de cada grupo aborda um alimento de cada vez; Por exemplo o abacate: começa por falar sobre o fruto, porque é bom, o que faz, o que ajuda, que nutrientes tem, etc, e depois apresenta uma receita com ele; Apaixonei-me logo pelo design, por algumas receitas e pela facilidade com que se usa. Ainda vou falar mais dele, e nessa altura aproveito para dizer o nome que me escapou agora....!

 

Isto para dizer que ando cheia de energia a experimentar receitas novas, alternativas ao habitual.

Ontem fiz duas inovações, nenhuma do livro, mas uma com inspiração de lá:

Cogumelos recheados com ricotta e espinafres que acompanhei com uma salada de abóbora com pêssegos!

 

Vamos por partes...

Eu sou maluca por queijos, e não vou acabar com eles na minha vida ou ficaria muito infeliz! 

Na verdade, a ricotta é um queijo fingido, feito a partir do soro do leite, e portanto considerada apenas um producto lácteo pelos entendidos. É um alimento nutritivo com baixo teor de gordura e rico em proteínas e que permite que se reaproveite o soro do leite reduzindo o desperdício.

Os espinafres são os meus melhores amigos de momento, ricos em tudo de bom, vitamínas, minerais, proteínas, enfim é só procurar, e a parte que mais me interessa, em ferro! Tenho feito trinta por uma linha com eles;

Os cogumelos são a minha eterna paixão; Usei os portobello pequeninos, mas também consumo dos grandes ou os paris que são os brancos; São um fungo e não um legume como por vezes catalogamos e é rico em minerais como o potássio, cálcio, selénio e fósforo. A abóbora é sobretudo rica em vitaminas.

O melhor disto tudo é que se faz enquanto o diabo esfrega um olho!

Salteei os espinafres em azeite e com dois dentes de alho (que só serviram para isso!); Depois de arrefecer misturei com a ricotta e juntei coentros picados para dar mais sabor. Lavei e limpei os cogumelos, retirei o pé, e na "cova" coloquei a pasta que fiz. Polvilhei com um pouco de pão ralado e levei ao forno...uns 30 minutos no máximo e estava pronto, e super saboroso!

 

A salada foi feita com a abóbora que sobrou da sopa, e uns pêssegos amarelos muito maus que trouxe da praça! Nem sempre o bom aspecto é sinónimo de sabor, nem o cheiro, por isso me enganaram tão bem. Cortei tudo aos cubinhos e salteei numa frigideira com óleo de coco porque queria mesmo um sabor adocicado. Os pêssegos ficaram bem melhores, ganharam sabor que não tinham, e a abóbora também estava boa, embora acho que a prefiro grelhada. É um sabor que é preciso estranhar antes de entranhar, nem sempre é agradável comida assim;

Acabei por fazer uma refeição sem usar uma única pedra de sal o que foi uma conquista!

 

Com estas ementas acho que um dia destes o M. me troca por uma roulote de bifanas!!!

 

 

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Constatação

por Catarina, em 28.06.17

Até acho que esta chuva veio em boa altura para arrefecer os ânimos e a terra; Com o que passámos nas últimas semanas, até eu, fiquei a torcer para que caísse uma bela carga de água... mas depois penso que andar de chapéu de chuva quase em Julho não é bem a ideia que tenho de Verão, mas vá, ficamos assim, amigos como antes, que neste momento estou com quem diz "faz sempre falta"!

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Cut the crap #2

por Catarina, em 27.06.17

Os Pequenos Almoços

 

Há mais de dez anos que retirei o leite da minha alimentação; Não sei se tenho alguma intolerância porque nunca investiguei, mas desconfio porque tinha sempre dificuldade em digerir o pequeno almoço e os iogurtes do lanche e tinha sempre a sensação de ter comido um boi. Mais do que isto chego a ter dores de estômago e a ficar inchada e com gases, por isso não aturo mais a lactose!

Andei a chá e torradas muito tempo, às vezes durante o verão optava por uma peça de fruta, mas ou tinha fome em pouco tempo ou acabava a exagerar e a enjoar o pão com manteiga.

Agora tenho novas rotinas e opto entre um batido, quando preciso de me despachar de manhã opto por fazer de véspera, ou uma taça de iogurte na hora, quando tenho tempo para comer com calma.

 

Para os batidos uso sempre 1 copo de leite de coco e amêndoa, 1 banana e 1 pitada de canela ou então apenas morangos; Não vario mais porque estes funcionam muito bem, ficam sempre bons e sei que me vai sempre apetecer de manhã. Quando quero reforçar a dose junto 1 colher de sopa de farinha de aveia e fica mais forte.

 

Para as taças tudo depende do que tenho em casa! 

Para base: iogurte bio sem açúcar, ou grego light do lydl ou skyr, de preferência sempre naturais e sem sabores a nada (iogurtes de aromas então sempre odiei!). Depois junto sempre flocos de aveia q.b., frutas (frutos vermelhos, banana ou abacate costumam ser as opções); Dependendo do iogurte posso ter de adoçar e então uso néctar de agave bio. Por vezes ainda junto umas sementes de chia ou papoila.

 

Quando estou em modo férias ou fim de semana então os pequenos almoços ganham vida! Faço panquecas de banana e aveia e como com fruta e iogurte.

A massa das panquecas leva mais ou menos por cada pessoa: um ovo, uma banana, uma chávena de farinha de aveia, ou flocos meio moídos, e uma chávena de leite de coco e amêndoa (ou outro vegetal). Bato à mão e faço as panquecas numa pitada de óleo de coco bio. Com um papel de cozinha humedeço no óleo e vou besuntando a frigideira no intervalo de cada panqueca para assim não ficarem com gordura agarrada.

Como "recheio" gosto de juntar rodelas de banana, morangos, ou pêra; A pêra tem que se lhe diga... inventei esta num dia em que não tinha mais fruta, mas as pêras estavam verdes e rijas; Descasquei-as e salteei ao lume com óleo de coco e canela...fizeram uma calda deliciosa.

Por vezes junto néctar de agave ou até mesmo iogurte natural.

 

Quanto maior for a diversidade melhor, porque não corro o risco de enjoar tão depressa o que me aconteceu sempre até hoje com as outras opções.

Agora quanto ao pão como-o quase como se fosse um bolo: de vez em quando, como se fosse uma pequena asneira! Sei que faz falta à alimentação e que há muitas versões saudáveis; Estou absolutamente fã da versão de alfarroba da padaria do jumbo mas já não é como rotina. Desta forma acabei por retirar a manteiga que também não fazia cá falta e ganhar energia para mais horas porque já não tenho fome tão depressa, apesar de gostar de trincar qualquer coisa a meio da manhã...acho que é mais por hábito!

 

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Obrigada J.K. Rowling

por Catarina, em 26.06.17

Faz hoje vinte anos que o primeiro livro da saga Harry Potter chegou ao público; Esse não foi o dia que mudou o fim da minha infância, mas foi quase! “A Pedra Filosofal” foi comprado lá para casa pela minha mãe, e por ela começou a ser lido enquanto eu evitava render-me… O título fazia-me pensar em filosofia, e por mais que não soubesse sequer o que isso era não me atraía; Ainda vivia agarrada aos livros dos Cinco e das Gémeas e achava que nada me ia fazer vibrar tanto. A minha mãe começou a ler e ia-me contando uma coisa aqui, outra ali, uma cena acolá; Por vezes ria-se sozinha e  dizia “Tens que ler isto!”. Quando me narrou a cena em que o Hagrid vai buscar o Harry aos tios e deixa o Dudley com um nariz e um rabo de porco eu percebi que tinha mesmo de ler aquilo tudo.

 
E assim foi, depois de um princípio pouco entusiasmado, que começou a minha relação eterna com a história do rapazinho de 11 anos, que afinal era feiticeiro e tinha um mundo novo na mão, em vez de viver no quartinho das escadas e ser vítima de bullying. A autora não só criou personagens incríveis mas apresentou-nos um mundo de magia como nunca tinha imaginado, contado ao mais ínfimo pormenor; Para tudo J.K. Rowling nos dava uma explicação, mais cedo ou mais tarde, e teve a capacidade incrível de construir uma mesma história em 7 livros sem esquecer nenhum detalhe ao longo dos anos, aguçando sempre a curiosidade do leitor, introduzindo novos temas e personagens quando necessário mas sempre tudo construído em grande dimensão; Não há nada “pequenino” em Harry Potter, nem personagens, nem cenários, nem histórias ou enredo; É tudo simplesmente avassalador! 
Durante muitos anos li a saga completa em loop, apenas intervalando de vez em quando. Ainda hoje se quiser ler um pouco que seja vou começar pelo menos a partir do terceiro livro (o meu preferido, cuja lombada já acusa bastante desgaste, e que guarda certamente areia de muitas praias!), e imagino-me a continuar assim por muitos e longos anos!
 
Ler é fantástico, mas ler algo assim, que nos puxa para outra realidade é brutal! Não há como explicar, só quem tem esta experiência de leitura sabe a que me refiro. A minha infância e juventude não teriam sido iguais sem Harry Potter, cresci com eles, partilhei as suas aventuras, medos, paixões; Estava com eles às compras no Inverno em Hogsmead, bebia cerveja de manteiga quando na realidade comia mentos em Tróia, estava nas mesmas aulas maçudas de História da Magia; Com eles, tinha uma outra “vida” clandestina, que era apenas possível quando abria um livro.
Esta sensação inexplicável é algo que se deseja a toda a gente, e que gostaria muito que um dia um filho meu vivesse, porque crescer assim é infinitamente melhor! Por isso guardo os meus livros com carinho, sei que nunca os vou perder de vista, e espero poder emprestá-los aos meus filhos...mas com carimbo de volta, porque nunca se sabe quando me apetecer ler a história, só mais uma vez!
 

Imagem daqui, via Pinterest

 

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Questão:

por Catarina, em 26.06.17

Como sobreviver ao "Cut the crap" quando os amigos me enfiam com petiscos à frente um fim de semana inteiro?!

Foi morcelas, alheiras, farinheiras, febras, entremeada, doces e mais doces, uma tarte de requeijão de chorar, salgadinhos caseiros....ai meu deus aqueles pastéis de bacalhau, e depois no domingo mais chouriço assado, mais tábua de queijos, mais ardósia de presunto, paio, salpicão e sabe-se lá mais o quê..... Acabei por me enterrar em húmus com chips de milho e focaccia de queijo de cabra, alecrim e mel! Não havia como escapar....

Mas pronto, já abasteci o frigorífico de verduras e frutas novamente e vou passar a semana a emendar as asneiras. Sabem aquelas dietas que têm o "dia da asneira"?

A minha pelos vistos teve direito a um fim de semana inteiro. 

 

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Cut the crap #1

por Catarina, em 24.06.17

Traduzido à letra lemos "Cortar a porcaria" e é nessa base que ando agora, a dispensar coisas que são no fundo dispensáveis ao meu corpo e à minha saúde.

Esta mudança era algo que já tinha pensado há muito tempo, mas dava apenas baby steps na direcção certa e não conseguia desligar-me de certas coisas: café sem açúcar nem pensar, cozido sem enchidos, favas sem enchidos, coisas que parecem o fim do mundo. Tenho um fraco muito forte pelos enchidos do cozido mas para já vou passar sem eles, e sem o cozido em si também.

Há decisões na vida que vamos adiando, e adiando, e protelando e empurrando até que um dia algo nos faz ver que a mudança é urgente. Pode ser uma doença, ou pode ser simplesmente o ganhar de consciência e perceber de uma vez por todas que o futuro que podemos ter está em parte nas nossas mãos no presente. Uma alimentação saudável é a base de uma vida saudável, com o peso que desejamos, com o corpo que gostaríamos, etc.

Não comecei hoje nem ontem, mas há umas semanas a mudar alguns hábitos. O ano passado praticava mais do dobro do exercício que pratiquei este ano (falo em ano escolar, Setembro a Junho sensivelmente porque as actividades acompanham esse calendário e também porque sendo filha de professora, para nós o ano começa em Setembro!!) e também o ano passado passei um Inverno mais controlado no que diz respeito às gulodices do que este. Deixei-me levar por coisas que já tinha eliminado como o chocolatinho à noite ou as batatas fritas e restante fast food. E não foi por ter ficado desinformada de repente, foi porque o desejo foi mais forte e escolhi ignorar as consequências. Agora estas estão bem à vista! Vou a uma loja e já levo o tamanho acima ao provador, porque sei que o que era o meu tamanho, e que ainda me serve, está a ficar muito difícil de fechar o fecho. A massa muscular que tinha ganho desfez-se em celulite provavelmente, e num espaço de meses dei por mim a entrar num corpo que não quero que seja o meu. E neste campo sabemos que não há milagres, há ajudinhas como cremes ou comprimidos, mas para esses terem algum efeito visível temos de trabalhar em três frentes: alimentação, exercício e hidratação. Se aos 27 anos já acho que reverter os excessos de uns meses é difícil, imaginem como será daqui por alguns anos? Quanto antes o paradigma mudar melhor e por isso vou aproveitar esta nova onda e mudar o caminho até aqui. Porque não é apenas pelo aspecto físico, mas porque todas sabemos como nos sentimos melhor e mais saudáveis, e como ficamos quando isso não acontece.

 

De forma genérica estou a cortar a carne (todas, mas a vermelha em particular), os alimentos processados, açúcares que não venham já na fruta, fast food, e basicamente tudo o que tenha demasiado açúcar e seja industrial.

Comecei por fazer uma lista de coisas que já aboli definitivamente e que vou evitar daqui para a frente:

- Enchidos, salsichas e charcutaria no geral

- Batatas fritas e fast food (hamburgueres, pizzas, etc)

- Refrigerantes com gás e sem gás que estão cheios de açúcar e sumos ou nectares que sofrem do mesmo problema

- Açúcar no café, no chá, nos sumos etc

- Sal (a reduzir devagarinho.....)

- Pão branco (há muitas opções saborosas de alfarroba, quinoa, sementes, cereais....enfim)

- Farinha de trigo 

- Sopa miso instantânea (tenho uma verdadeira adoração pela miso da Blue Dragon mas ia cainda para ao lado quando vi a quantidade de açúcares que aquilo tinha... ainda vou acabar o pacote, mas depois...finito)

- Gelatina (confesso que me custa porque é muito rápida e há muitas opções de sabores "light" mas a verdade é que aquilo é uma incógnita em pó e portanto está fora de combate)

- Bolachas industriais com açúcares (tenho de ter sempre bolachas de backup para os lanches da manhã e da tarde porque nem sempre tenho tempo para preparar snacks mais saudáveis por isso opto por ler os rótulos todos e escolher as que não têm açúcares adicionados, que tenham mais fibra e sejam confeccionadas com óleos saudáveis)

- Lactose (Fechei portas ao leite de vaca há mais de dez anos, até porque nunca gostei do sabor, e agora estou fã do leite de coco e amêndoa da Alpro. Sei que tem mais açúcares do que gostaria, mas ainda não o consegui substituir; De qualquer forma não uso todos os dias e é mais para dias com muita pressa e pouco tempo. Ainda não me aventurei a fazer estes leites sozinha...acho mesmo que vai dar m*"#$); Os iogurtes também estão com limitações: ando a preferir os skyr, grego light do lydl e os bio da alpro sem lactose; Ainda não aboli os corpos danone líquidos, mas como estou quase a enjoar todos os sabores estamos perto!

 

Nos próximos tempos vou partilhando as mudanças, as descobertas, as asneiras culinárias, o que for fazendo nesta fase "cut the crap" por aqui... assim fico com motivação extra! Portanto quem tiver ideias, receitas, conselhos, informações, etc..está convidado a partilhar!

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Um caminho mais saudável

por Catarina, em 23.06.17
Há umas semanas atrás, quando o calor começou a apertar que comecei a queixar-me de cansaço, sono, moleza, preguiça, fosse qual fosse o nome a questão é que me sentia de rastos! Levantar-me de manhã estava a custar bastante e sentia-me “mole”; Atribuí isso ao calor, falei com algumas pessoas que se queixavam do mesmo, e achei que era normal da época; Só depois comecei a pensar melhor no assunto e me lembrei de um pequeno problema que trago sempre comigo e que volta e meia deixo esquecido: talassemia. 
 
Este palavrão pouco conhecido traduz uma doença genética hereditária que faz a produção de glóbulos vermelhos ser insuficiente ou deficiente, não oxigenando devidamente.
No meu caso, é uma talassemia minor que gera uma leve anemia à qual se junta uma deficiência de ferro que não é no entanto constante. Esta talassemia é também conhecida por anemia mediterrânea e é muito comum em algumas zonas do país, principalmente na zona do Alentejo, onde a ocupação árabe permaneceu por mais tempo. No meu caso tendo um avô paterno do Alvito não deixou dúvidas da origem da doença que chegou até mim de forma muito suave. 
Tenho poucos sintomas dos muitos que se podem manifestar; Falta de resistência ao exercício físico: sempre fui muito “fraca” a exercícios de resistência como corridas prolongadas e mais de 3 minutos para mim começava a ser complicado, sendo que ao fim de 5 tinha mesmo de parar porque ficava com dificuldade em respirar e falta de ar; Hoje em dia faço exercício de forma moderada e aprendi que tipo de treinos são mais adequados; Caminhadas, passeios de bicicleta, estes sim podem ser de uma ou duas horas, e treino funcional para melhorar a postura e flexibilidade, e transformar alguma gordura em massa muscular.
 
A par disto noto muitas vezes os olhos pouco irrigados, mas nunca tive palidez, e tenho normalmente uma tensão arterial baixa e umas análises ao sangue assim para o fraquinho. Cheguei a tomar suplementos de ferro mas acho que odeio todos e têm o grande defeito de alterar o funcionamento regular do intestino.
 
Com a chegada do Verão e o ter-me recordado mais uma vez que é preciso perder os quilos que ganhei no inverno comecei a criar compromissos: fazer mais exercício, beber mais água, controlar melhor a alimentação, para além de fazer o check up anual que andava a protelar e agora já está em andamento! Mas voltando à alimentação, mais do que controlar, eu queria mesmo era melhorar a qualidade o mais possível; Hoje em dia é muito fácil ter acesso a informações sobre várias dietas, e sobre os alimentos em si, e não é preciso andar muito para saber que estamos rodeados de porcarias comestíveis.
Não estou a seguir nenhum regime em particular, mas estou a fazer mudanças que acho necessárias e que me ajudam a combater a pasmaceira que se apoderou de mim e a moderar a anemia e a falta de ferro. Tradicionalmente para este caso era recomendável comer fígado, mioleiras e beterraba, mas tirando o fígado, de vez em quando, o resto dá-me arrepios; Um dia destes ao pedir um sumo natural enganei-me e não reparei que um dos ingredientes era beterraba….foi um arrependimento do princípio ao fim e bebi-o com o mesmo prazer com que tomo xaropes.
Por agora estou a abolir o mais possível alimentos processados, carne vermelha e reduzir o consumo de carnes no geral, bebidas açucaradas, açúcar que não seja o que vem na fruta e por aí fora. Dá muito mais trabalho pensar e fazer refeições, mas com a prática tudo se consegue. A sensação depois de comer uma refeição mesmo boa é bem diferente, mas tenho mais preocupações com a confecção e o tempero para ser saboroso. Se é mais rápido atirar um bife para a grelha e umas batatas fritas vindas do pacote? É pois! Mas o corpo também se ressente disso em todos os sentidos, e por isso é uma questão sobre onde queremos investir: no mercado e em tempo ou no médico?
 
 
Termino com esta nota: a deficiência de ferro é a deficiência nutricional mais comum em todo o mundo e a anemia afecta um quinto da população portuguesa, por isso é importante estar informado, fazer os rastreios e saber como dar a volta ao assunto. Podem saber mais sobre estes temas nos sites DeficienciadeFerro.pt e no Anemia Working Group Portugal.

 

 

Ilustração de Robert-Sae-Heng aqui

 

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Aquele momento em que...

por Catarina, em 22.06.17

O nosso chefe mais lindo e fofinho nos pediu uns papéis e passado um bocado diz assim: "Não te esqueças de mim!" e a vontade é responder: "Como se isso fosse possível!!!!!"

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Destes dias

por Catarina, em 22.06.17

Esta semana que passou foi quente e dolorosa; Foi um arrastar de sofrimento do princípio ao fim. Um destes dias ao almoço, enquanto víamos as notícias percebi que há locais que entram para a história pelos acontecimentos mais infelizes, e assim, também Pedrógão entra nas nossas memórias para sempre, como um dos acontecimentos mais negros que teremos para contar.

Constantemente ficava com vontade de clicar no "STOP" desta vida; Parar tudo por momentos; Parar o fogo, a dor, a tristeza; Simplesmente parar. As histórias tristes atropelam-se umas às outras, e por vezes já não queria ouvir, nem saber de mais nada. Mas não é fácil criar o mesmo distanciamento do que de algo noutro país ou continente; Aqui, para além de estarmos mais perto temos pessoas, amigos e familiares de outras pessoas, e mais forte ou mais fraco todos conseguimos traçar um elo nosso até à tragédia, e por isso é impossível suceder no afastamento. É essencial continuar, é preciso saber, estar informado; De repente lembramo-nos daquela amiga da escola que tinha ali família e amigos, ou do nosso colega de trabalho que é bombeiro voluntário na Sertã, e sobre quem temos medo de perguntar, caso não o virmos na sua mesa por vários dias.

Nesta angústia tudo se dilui; sabemos que é preciso continuar, caminhar, mais torto ou mais direito, mas com que forças? Se nos colocarmos na "pele" de alguém, como é possível seguir com a vida? 

Uma destas noites estava tão quente que dei cinquenta voltas na cama. O ar pesava, o vento não corria apesar das janelas todas abertas; Custava-me respirar, bebia água para absorver o oxigénio que sentia que o ar não tinha. O calor envolveu-nos quase toda a noite. Às três e tal da manhã levantei-me e fui buscar água fria que a que tinha no quarto já estava morna; O chão estava quente, a água da torneira também, só me apetecia entrar dentro do frigorífico e dormir lá. Quando voltei para a cama continuava com a sensação de que o ar pesava muito e que não me chegava aos pulmões; Pensei no que estaria a acontecer no terreno por aquela hora, se eu ali em casa mal conseguia respirar, que inferno estariam bombeiros e populações a viver nesse momento? Às quatro da manhã senti finalmente o ar mais fresco, respirar ficou mais fácil e dormi umas 3 horas minimamente confortável; Levantei-me cedo, urgia correr para o escritório...pelo menos ali podia contar com ar condicionado todo o dia; Na véspera tinha lá ficado até às oito da noite, com receio da temperatura que teria de enfrentar.

Nesse dia quando saí para ir almoçar a casa senti-me mal com o golpe de calor e a diferença de temperatura; Dos 24º bastou-me chegar aos 34º apenas com o abrir e fechar de uma porta, e já perto de casa a sensação era de 44º. É nestas alturas que gostava de hibernar num sítio fresquinho, juntar lá a família para os saber bem e ficar num cantinho qualquer isolado até passar tudo, até acabar tudo.

 

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