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Arrabidar por aí

por Catarina, em 16.05.17

Depois da canseira do sábado passado resolvemos fazer gazeta no domingo. Dormir até tarde, tomar o pequeno almoço demoradamente (resolvi fazer panquecas de banana lindonas por isso ainda demorou mais) e sair de casa quando meio mundo estaria a tratar de almoçar!

Sabíamos o destino: a Arrábida, mas não definimos o percurso por isso acabámos a fazer um desvio pela Moita para abastecer e depois fomos trilhando nacionais até Palmela e depois rumo a Setúbal. Para o M. é tudo uma grande misturada mas para mim que cresci a passar férias por ali vai sendo mais fácil manter a orientação! 

Eram umas duas da tarde quando finalmente nos sentámos para almoçar num restaurante meio loja de artesanato em Setúbal. A comida estava razoável, não era espectacular mas já me serviram muito muito pior, os preços eram bem aceitáveis e o atendimento foi super simpático; disto tudo ficámos com um balanço positivo! 

A cidade já não é bem o que conheci há uns bons anos atrás, e desta vez olhei-a com alguma estranheza e uma certeza de que não a escolheria para viver de ânimo leve. Mas, haja vantagens e a Arrábida ali à porta é uma delas. 

Retomámos a viagem com a ideia de chegar a Galápos; Apesar dos Verões ali passados a minha praia era mais Tróia (a antiga, leia-se) e na Arrábida pouco mais conheci que a Figueirinha e Albarquel por isso já tínhamos em mente este passeio.

Sabíamos que antes do Portinho da Arrábida tínhamos Galápos e Galapinhos; E sabíamos que algures ali existiria a praia dos Coelhos. Quando lemos a placa de Galápos percebemos que o estacionamento estava de cortar os pulsos e fomos andando. Conseguimos estacionar numa zona onde se percebia que havia um acesso, mas não sabíamos aonde! Escolhemos arriscar a descida, primeiro mais ampla e pouco inclinada e depois, já quase no fim, o verdadeiro suplício! Tivemos de andar curvados, tropeçar em raízes, agarrar as pedras com as mãos para não descer o resto com o nariz e eu a rezar aos santinhos para não me espatifar ali toda. Ele é mais dado a estas aventuras do que eu que assim que começo a ouvir um besouro me passo logo da marmita e quanto a levar com as silvas e os ramos na cara nem vos digo. Pior ainda que ele é alto e eu sou baixinha, e as minhas pernas não conseguem as mesmas proezas que as dele. Sinto-me sempre um anãozinho nestas cenas. Quando finalmente chegámos à praia e acaba a descida numa pedra lisa ia-me estatelando toda e só pensei, ‘típico teu, passares o pior e vires escorregar na pedra lisa’. Enfim, a vista era brutal, a praia o paraíso, não propriamente escondido porque tinha alguns grupos. A água convidada mas o sol estava a jogar às escondidas e nós tínhamos o almoço no estômago. Estivemos a descansar na areia enquanto aqui a menina ganhava coragem para voltar pelo mesmo caminho. Depois de praguejar um pouco acabei por subir bastante bem e chegar ao carro com a sensação de dever cumprido! 

Como ainda era cedo e resolvemos continuar e descemos de carro ao Portinho; Aqui estava pior, tudo cheio, os carros engarrafados e uma enorme confusão. Não me encantou assim por aí além, e vejo-me mais depressa a descer a corta mato para aquela que pensamos ser Galapinhos do que a passar aquela selva de carros num domingo à tarde novamente.

E agora perguntem-me: paisagens incríveis viram? Sim!..E fotos? Eh…bem, a máquina ficou em casa, típico nosso.

No regresso a Lisboa tentámos comprar cerejas do Fundão na nacional... o senhor pediu-nos 15€ por uma caixa de 2kg. Viémos embora porque era um assalto e a cereja ainda nem sequer tinha aquele ar de docinha!

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