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Do what you love...

por Catarina, em 16.09.16

...and you won't work a day in your life!

 

Simples como isto. Sempre acreditei que se estudarmos o que gostamos, se trabalharmos naquilo que gostamos somos mais felizes. 

Porque, sejamos honestos, a experiência escolar e académica é muito gira, mas farras à parte dá trabalho. Para quem quer fazer as coisas como deve de ser, nos tempos previstos, com qualidade, dá mesmo muito trabalho. Não sai de borla, sai do pêlo! E inclui as disciplinas que gostamos muito e as que gostamos menos, as que têm uns professores fixes e as que têm os bota de elástico desta vida. 

Fiz as minhas escolhas desde cedo, e é certo que nem todos acertamos à primeira. Muitas vezes também digo que se voltasse atrás não sei se faria o mesmo.. porque afinal há tantos assuntos interessantes! Há tanto mundo para saber e tanta coisa para explorar. Mas sei que fiz uma escolha certa, especialmente depois de ter encontrado um local perfeito para exercer a minha profissão, designer. Se me perguntarem o que faço ainda é um pouco difícil de explicar a quem não domine as áreas de comunicação ou tecnologia de todo, mas vai havendo cada vez mais espaço para isso. (ainda que para os meus avós eu faça apenas desenhos e provavelmente não sabem bem como estou empregada, mas enfim!)

Isto para dizer que se calhar, se me pedirem para explicar o design de repente, eu talvez não tenha logo pronta a melhor resposta (até porque acho que há várias respostas certas, é quase como uma forma de viver, uma filosofia!, mas adiante que isso dá outro post!). O que sei é que acabo de ver um vídeo de divulgação de uma pós graduação em design thinking e prototyping de uma faculdade por onde passei, protagonizado pelos coordenadores do curso, e que é a maior vergonha. Vou tentar ignorar o facto de não terem sequer improvisado um teleponto decente e estarem a ler o texto de um dos lados da câmara, olhando ocasionalmente para esta. Não, o pior não foi isso, foi mesmo a falta de paixão com que falavam, o discurso forçado, cheio de palavras caras e expressões que não sei se saberão o que querem de facto dizer. Uma máscara de apresentação a um dos temas mais actuais da área do design. (que tal como o próprio design está a ficar demasiado pop e mastigado.)

A sério, eu até tenho interesse na área, eu até passei pela faculdade, eu até conheço um dos professores (e até admito que tendo ele leccionado uma das cadeiras que mais perda de tempo me causaram no curso posso estar influenciada) mas aquele texto, aquele cenário é medonho! Não causa o mínimo entusiasmo! Não cria aquela vontade de pensar o mundo e de fazer coisas, que caracteriza os designers! Não havia sangue na guelra, não havia corrente eléctrica... eram apenas duas pessoas que irão orientar a formação de futuros designers, que debitavam frases caras e sem nexo, sem empatia, sem nada. Se é o melhor que têm a oferecer pensem melhor.. mas não espetem com uma coisa dessas sem brilho numa rede social e esperem um milagre a seguir.

O gosto pelo que se faz seria, para mim, o requisito mínimo para terem gravado este vídeo. É o tipo de acções que muito boas, têm êxito, e com esta falta de qualidade a todos os níveis, é apenas um tiro em cada pé.

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