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Desde que me lembro de existir que sempre fomos à praia verões inteiros. Costumo dizer por brincadeira que era a primeira a chegar e a última a sair!

No final das aulas a minha mãe inscrevia-me na praia com a escola, penso que seria no final de Junho, princípios de Julho. Por vezes depois disso ainda fazíamos as duas umas semanas na Costa da Caparica antes de seguir para as férias em "família" em Palmela.

Da Costa recordo muita coisa boa! Era totalmente diferente dos anos 90 para a actualidade e tenho pena que tanto se tenha perdido.

Em Palmela dividíamos o Verão entre a Arrábida e Tróia e assim foi até aos meus 14 anos.

Nessa época começámos a ir para o Algarve, Alvor e Praia da Rocha principalmente.

Adorava a vida que ali existia, especialmente à noite, tão diferente da zona de Setúbal a que estava habituada!

Isto para concluir que a "minha" praia começava na linha e ia para sul, nunca para norte...

 

Há uns 10 anos atrás começámos um caminho sem retorno, o do oeste. Foi então que descobrimos que a praia no oeste tem muito que se lhe diga. Aprendemos que existe um artefacto chamado corta-vento ou pára vento, que é tão ou mais importante que o chapéu de sol, e que permite que uma pessoa se possa instalar numa praia desta costa sem comer um bife de areia.

Nos primeiros anos achávamos a água fria; Fria nem era bem a palavra, mas colocar lá um dedo equivalia a tremer os queixos no segundo seguinte portanto gélida seria mais o termo.

Com o tempo habituamo-nos; Tudo é mais calmo, há menos gente e confusão, tanto na praia como nas vilas, mas não deixam de ser locais vivos e animados. Hoje sei que já não troco este oeste e terei de voltar sempre, nem que seja por pouco tempo.

No saco da praia vai constar sempre uma camisola, ou uma t-shirt, e no porta babagens o corta-vento ocupa o lugar predominante, mas é neste oeste agreste que por agora nos sentimos bem.

Por aqui também é raro encontrar um dos cinquenta e sete vendedores de bolas e berlim que assolam todas as praias do algarve, portanto se não houver bar toca a embalar uma marmita!

Mesmo havendo bar, revistas pode ser mais difícil portanto um livro ou dois, ou uma revista ou um caderno, nunca é demais.

"Contas feitas" e não dá para levar um saquinho para a praia...é bom é investir logo numa mega cesta ou numa cena com rodas porque se forem mais de duas pessoas temos:

- 2 chapéus de sol

- 1 corta vento no mínimo

- geleira com a marmita

- toalhas de praia

- cremes e afins

- livro(s), revista(s), etc..

- raquetes? (está quetinha que com este vento nem vais ver a bola)

 

Depois é só instalar e rezar para que a bandeira esteja amarela. É que avistar uma bandeira verdinha por aqui significa que: ou o mundo vai acabar e deu uma trégua ou o nadador salvador é daltónico; Amarelinho é o melhor que se tira daqui, e o banho convém ser rápido antes que lá fique um mindinho congelado feito lapa agarrado à rocha!

 

Vantagens? Menos malta, menos confusão e um bronze muito mais duradouro que o algarvio, que dá um cor bem bonita mas que nos deixa ao fim de duas semanas após regressar a casa com aquele ar de lula encardida.

 

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1 comentário

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De David Marinho a 10.08.2017 às 14:23

Tudo mirra no corpo. Bem sei! ahah

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