Saltar para: Post [1], Pesquisa e Arquivos [2]



Já não há...

por Catarina, em 20.04.17

Ontem o jantar foi com um grupo de um projecto onde estive a trabalhar há umas semanas, bem divertido, já o jantar tem contornos de peripécia. Pergunto-me será que os negócios vão à falência porque não há mercado ou será que as pessoas à frente dos mesmos simplesmente não têm arcaboiço para a coisa? Aposto mais na segunda hipótese.

Ora vejamos, chegámos cinco pessoas, por volta das 19:30, uma hora bem razoável,  com a ideia de petiscar; Como estava tudo faminto e ninguém tinha lanchado optámos por ir directamente ao jantar. Ficámos pela esplanada para aproveitar o resto da luz do dia e porque era mais casual já que o interior do espaço tinha uma decoração e um ar muito compostinho para o convívio que procurávamos.

A maioria do grupo estava inclinado para as francesinhas e começámos com:

- "Francesinhas não tenho"

-"Então diga-nos lá o que é que não tem?"

-"Daí só não tenho as francesinhas e o polvo à lagareiro"

...minutos volvidos

-"Os Raviolli são de quê?"

-"Já não tenho, aquele senhor comeu os últimos, mas eram de cogumelos!"

...mais minutos, todos pedimos à excepção de um colega que diz

-"Quero um prego com presunto e queijo"

...o senhor ausenta-se e regressa com a resposta

-"Olhe pode ser o bife, o presunto e o quijo no prato? É que já não tenho pão..."

Resignado o meu colega aceita. Passado um pouco pedimos outro cesto de pão/tostas e surpresa, havia ali um pão! Sugeri ao meu colega que o guardasse para o prego, na brincadeira, porque naquele momento já estavamos no espírito "que se lixe" à espera do momento em que o senhor nos diria que não tinha carne!

No final do jantar um colega pediu uma água natural, o senhor trouxe uma fresca mas disse

-"Veja lá se esta está bem assim, se não eu vou buscar ali ao lado porque já lá tenho de ir buscar pão."

Efectivamente foi, e voltou com a água natural e duas fatias de pão na mão, daquele grande para tostas embrulhadas num guardanapo mais pequeno que as fatias. Uns minutos depois havia duas pessoas na mesa atrás de nós a comer uma tosta...bang!

Quando no final pedimos fatura do valor total ouvimos uma treta qualquer sobre a máquina das faturas ter algum problema e se podíamos lá ir no dia seguinte.

Desistimos, viemos embora com a certeza de não lá por mais os pés e até mesmo com a dúvida se aquele estabelecimento estaria devidamente legalizado nas finanças, ou se como dizia um colega teríamos acabado de comer "em casa de alguém".

Isto tudo aconteceu na marina do parque das nações, um espaço que quando não cheira a lodo do rio é muito agradável(!!) mas que assim não vai longe; Tudo o que sobrou do jantar foi uma história para rir!

Autoria e outros dados (tags, etc)



Mais sobre mim

foto do autor



Arquivo

  1. 2017
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2016
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D