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Nós por aí #6 - Florença (I)

por Catarina, em 11.08.17

Dia #1

No dia da partida dormimos pouco e saltámos da cama bem cedo para chegar ao aeroporto antes das 2 horas recomendadas uma vez que se andavam a ouvir notícias de grandes atrasos no controlo de segurança.

Como fomos cedo não havia atraso nenhum e tivemos tempo de sobra para tomar o pequeno almoço e comprar revistas. 
 
O voo em direcção a Bolonha teve a desvantagem de estar supostamente a funcionar com menos tripulação que o necessário pelo que não serviram refeições a bordo e levamos apenas uma embalagem com um snack. Da revista só consegui ler dois ou três artigos porque adormeci em menos de nada! 
O voo que saiu atrasado acabou por chegar na hora marcada e na saída ainda almoçámos antes de apanhar o autocarro que nos iria levar a Florença.
 
Pausa para dizer que o calor nesta terra faz o Alentejo parecer fresco! Sabíamos que estaria quente mas não vínhamos a contar em apanhar quase 40 graus todos os dias. Isto criou logo limitações aos nossos planos turísticos. 
Se andar muito num só dia já custa imaginem com estas temperaturas... a sensação térmica é que estamos numa casa de banho fechados após um banho de imersão de longas horas! Apesar da pouca humidade no ar temos a sensação de estar peganhentas a todo o momento e andamos constantemente a levar choques térmicos porque os locais fechados estão a uns 20 graus no máximo!
 
A primeira impressão de Florença era que tínhamos chegado ao tarrafal, a segunda era que a canalização da cidade deveria estar prestes a explodir tal era o cheiro a esgoto que envolvia o ar junto à estação ferroviária de Santa Maria Novella. O nosso hotel ficava a meio caminho entre a estação e o centro e depressa descobrimos que estava bastante bem situado e tínhamos comércio em quase todas as portas e restaurantes também não  faltavam.
 
Chegámos por volta das 16h, bem no pico do calor e aproveitámos para refrescar e descansar umas horas. Ainda assim a excitação não permitia grandes paragens e fomos dar uma volta até  à  Piazza Santa Maria Novella e à zona de lojas mais central. Na piazza havia música ao vivo todas as noites e foi onde comi os melhores gelados desta viagem!
 

 

 

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 Dia #2
 
O primeiro dia estava reservado para conhecer o centro e começámos com a visita à  Basílica de Santa Maria Novella onde estavam a decorrer obras de restauro e onde podemos ver frescos do período gótico e do início do Renascimento de Ghirlandaio e do seu aprendiz Michelangelo, de Filippino Lippi e ainda o crucifizo de Brunelleschi. Esta era uma das igrejas que tinha estudado em história de arte e sobre as quais tinha mais curiosidade.
 

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Ainda de manhã  fomos até ao Duomo mas para não variar as filas eram intermináveis e optámos por comprar o bilhete para o dia seguinte e evitar a espera. Para aproveitar o que restava da manhã seguimos pelas ruas do centro até ao Mercato Centrale onde para além do comércio alimentar no seu interior existe um mercado ambulante no exterior onde há muita bugiganga, écharpes e artigos de pele para comprar, e regatear para quem tiver paciência.
Almoçámos ali por perto provavelmente a melhor salada César que já comi na vida no Coffee&Kitchen.
 

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Na hora do calor recolhemos ao hotel e só saímos perto das 18h para visitar uma das exposições mais giras que já vi na vida...e eu já vi muitas! Já quando fui a Milão achei que os italianos eram exímios nesta parte e desta vez só confirmei a primeira impressão.

Como sempre me apaixonou o mundo da moda, e como esta era uma viagem "de gajas", descobri que existia junto ao rio um palacete onde se instalara a fundação Salvatore Ferragamo, e que continha uma exposição sobre o regresso do criador a Florença, em plenos anos 20. A exposição retratava através de quadros, mobiliário, têxteis e outras peças a cultura que se vivia à época e estava organizada e "maquetada" como se estivéssemos sempre a bordo de um navio, no qual o criador fez a viagem de regresso. Não é das principais atracções da cidade mas foi para mim das melhores, e recomendo a quem tenha interesse pelo tema, já que é um dos poucos locais na cidade onde se circula sem que o nariz tropece num selfie stick!

 

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Para fechar o dia com chave de ouro seguimos até ao rio e fomos conhecer a famosa Ponte Vechio onde hoje estão instaladas as ourivesarias da cidade, e que conserva as estruturas originais e um ar de medieval!

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continua...

 

 

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