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Os cães dos outros

por Catarina, em 13.02.17
Considero-me uma pessoa bastante paciente, perseverante e tolerante, mas há coisas que me irritam tanto, mas tanto, que entram no meu “espaço pessoal” de alguma forma, que me danificam, e com o passar do tempo me vão fazendo intolerante às mesmas, como se de uma alergia se tratasse.

 

Vou esclarecer: eu gosto de cães, e gosto de conviver com alguns, sublinho alguns, cães escolhidos por mim a dedo, que tal como as pessoas não gosto que me sejam impingidos. Se escolho os amigos e as pessoas com quem me dou, porque não fazer o mesmo com os animais? 

Em criança tive algumas situações traumáticas que incluíam uma corrida de lebre minha, lanços de escadas descidos em salto e um cão, qualquer, maior ou menor no meu encalço. Essa experiência fez-me crescer com medo destes animais, preferindo que estivessem sempre à distância. (O que era uma treta quando ia para casa do meu pai e tinha de conviver por alguns dias com 2 ou 3 cães da minha madrasta…. era coisa para me deixar os nervos em frangalhos, mas adiante) Por isso não sou pessoa de ir na rua e fazer festinhas e sorrisinhos a cães alheios.

 

Isto tudo para chegar aos cães no meu prédio, que começam a tirar-me do sério. É que tenho alguns vizinhos que de civilizados têm pouco, e de higiénicos desconfio que tenham menos ainda, e que andam com os cães soltos pelo prédio e usam o elevador (como sei que a lei lhes permite….f*ck) e nunca limpam a porcaria que eventualmente fica para trás e acontece frequentemente. Ora uma pessoa vem carregada da rua que usar o elevador e depara-se ou com o cheiro a cão que não é lavado (tipo todos os dias) ou com pocinhas de xixi canino e até vomitado. Já praguejei tanto que perdi a voz. Já enviei cartas à administração mas vou ganhar rugas e uma bengala até aqueles molengas se mexerem. Para além disto que já é mau o suficiente ainda andam soltos e uma pessoa pode estar à espera do elevador que de repente sai de lá a matilha toda na nossa direcção e escutamos um “Ele não faz mal” da vizinha que só me apetece dizer-lhe “Mas eu não tenho que levar com ele porra!”. Será que esta gente não percebe que os outros podem escolher não lhes aturar os bichos? 

 

Curiosamente este fim de semana foi pautado por uma “primeira vez” que foi uma ida ao veterinário. Ora se não cresci com cães nunca tinha entrado num, e acho que foi uma prova de fogo! Fomos passar o fim de semana à casa do M, no Oeste junto à praia (com um frio de morrer, obrigada S. Pedro) onde a família tem uma cadela meia-leca como eu lhe chamo por ser pequenina. Quando chegámos a mãe do M disse-nos que ela andava murcha e como devia levar uma segunda dose de vacina fomos com ela ao veterinário. Devo dizer que me diverti à brava! Fartei-me de rir a ver a ginástica que os donos têm de fazer para os levar aos gabinetes médicos onde eles fazem tudo para não entrar! O cúmulo foi ver dois perdigueiros literalmente colados ao chão que tiveram de ser arrastados para dentro! A "nossa" meia-leca portou-se lindamente, resistiu para entrar mas lá foi, tremeu de medo mas acabou por sair de lá ligeira, vacinada e aparentemente sem nada! Superámos as duas a prova com sucesso!

 

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De a mãe dos PP's a 13.02.2017 às 14:12

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