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Reading #12

por Catarina, em 11.07.17

Fernão Capelo Gaivota, Richard Bach

 

Este livro tinha-me sido apresentado como uma metáfora, mas acho que não é apenas uma e sim várias. Conforme ia lendo conseguia identificar muita coisa: feitios e pessoas, formas de vida, formas de contornar os canônes e pré-conceitos estabelecidos. Quando andava na faculdade aprendi esta expressão "pré-conceito" a estudar Antropologia e nunca mais me esqueci que é desses pré-conceitos que nascem coisas como o preconceito.

De vez em quando gosto destes livros que, de forma leve, engraçada e com uma certa doçura de personagens, me façam pensar, reflectir, identificar, pensar novamente, e concluir ou não alguma coisa! 

Gostei muito da personagem de Fernão Gaivota, da sua evolução, da persistência e da forma como explicou tanta coisa. Da luta e da garra que demosntrou, da vontade de regressar, e da forma como enfrentam a passagem do tempo.

Até gostei do quarto capítulo em que tudo o que vimos conquistar nos anteriores parece alterar-se irremediavelmente, e depois percebemos que o livro e a existência daquelas gaivotas é tal como a nossa, vivida em ciclos, e que tudo o que já aconteceu torna a acontecer.

Sinto que este é um daqueles livros que se reler noutra altura, com outra perspectiva ou maturidade vou conseguir encontrar muito mais nestas palavras. Li tantas passagens bonitas e interessantes que poderia facilmente ter sublinhado o livro todo.

Tive a sorte de comprar uma edição recente onde foi publicado o último capítulo e uma nota de autor; Para além disto tenho a dizer que as fotografias e ilustrações ao longo do livro são muito giras!

 

 

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