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Reading #9

por Catarina, em 17.04.17

História do Novo Nome, Elena Ferrante

 

 

Spoiler Alert! Estou obcecada com a história e vou dizer tudo o que me vier à cabeça!
 
 
A semana passada mergulhei na “História do Novo Nome” e fiquei presa. Elena Ferrante é genial, pura, genuína; Ler um destes livros é uma explosão de emoções, de sentimentos, de coisas, de tudo. Fiquei em tal estado que tendo lido pouco durante as manhãs da semana passada aproveitei o fim de semana e devorei, sem exagero, os restantes 80% do livro. Foi quase de uma assentada só. Melhor que tudo ainda é ler o Verão passado em Ishia deitada na areia debaixo de um sol morninho e com uma brisa envolvendo-nos no cheiro a mar.
 
Faltam-me as palavras para a forma como me agarrei a esta história e aos anos de juventude de Lila e Lenú; Mesmo sem ter lido os últimos dois livros sei que este é um forte candidato a preferido.
A paixão não correspondida de Lenú por Nino, aquele Verão de ilusão e desilusão dissera-me muito, e levaram-me aos meus anos de adolescência, onde as paixões crepitavam na areia quente, onde as emoções eram explosivas, e tudo começava e acabava com a maior rapidez, quase sem dano. Quem não viveu já um desses verões, ou uma dessas paixões? No caso de Lenú não foi uma paixão nova, fulminante, mas antiga, acarinhada, acalentada. Foi um mergulho entre a esperança, a ilusão e a angústia, o desespero, a impotência sobre os sentimentos dos outros, e pior neste caso, ver Nino escapar-se até Lila,, essa sim, uma paixão inesperada.
Identifiquei-me mais uma vez com Lenú, reservada, discreta, pré-disposta a viver no seu turbilhão de emoções silenciosamente, mas talvez não tivesse a sua calma sofredora ao ver o desenrolar da história. Identifiquei-me também com a necessidade de afastamento que sentiu, e gostei de a ver prosseguir, crescer para além dos “limites” impostos por Lila. Gostei de ler a evolução da sua vida, as suas conquistas, a independência e o esforço recompensado. Quando acompanhamos o seu crescimento vamos passeando também para fora dos limites do bairro, até Pisa e Milão e tomamos noção dos contrastes.
 
Já Lila irritou-me, odiei-a e ao mesmo tempo consigo sentir pena dela, e compadecer-me das suas atitudes. No entanto não acho que se tenha iludido com Stefano, mas sim preferido ignorar o que poderia ver antes de se casar e ascender. Não gostei de a ver roubar Nino, mesmo sabendo o que Elena sentia, mas compreende que a sua vida fosse despojada de sentimentos tão fortes como os que ele lhe despertou. Percebo que tivesse necessidade de viver outra vida que não a sua, mas gostaria de não os ter visto usar Elena. No final entristece-me o caminho que Lila percorre no reconstruir da sua vida mas tenho esperança em qualquer outra reviravolta.
 
Nino, vejo-o pelos olhos de Elena, como figura apaixonante, e custa-me dizer que se comporta como um sacana, que estraga as vidas por onde passa, sem querer, por se deixar levar por todos os seus sentimentos. Não é um sofredor silencioso, mas sim um “gritador” que sente necessidade de expor ao mundo o seu amor, ou diria antes, a sua paixão.
 
As últimas linhas do livro dizem-me que voltará à vida de Elena, e por mais que queira ler o realizar desse amor, sinto que a sua passagem vai ser mais trágica do que benéfica. Mal posso esperar pelo próximo livro!
 
 

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2 comentários

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De Chic'Ana a 17.04.2017 às 16:13

Parece-me uma excelente leitura =)
Beijinhos
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De Catarina a 17.04.2017 às 16:40

É mesmo! Quando se começa já não se consegue parar ;) beijinhos

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