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Nós por aí #7 - Alentejo (II)

por Catarina, em 29.11.17

Tinha este post planeado há algum tempo, mas tempo é coisa que tem escasseado por aqui, e assim fica apenas a short version.

O segundo dia do nosso passeio pelo Alentejo foi reservado para dar a volta ao lago do Alqueva e terminar, novamente, em Monsaraz. Pelo caminho passámos pela nova Aldeia da Luz, e pelo castelo de Mourão.

O roteiro foi dado pela Rita, do Outeiro do Barro, onde ficámos, e só tive pena de não conseguir ver os barcos casa que ela nos descreveu. Ficou uma imensa vontade de voltar já que vir do Alentejo deixa-me sempre um amargo na boca, como se algo me prendesse à terra.

 

Ficam as fotografias...

 

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Nós por aí #7 - Alentejo (I)

por Catarina, em 26.10.17

O fim de semana passado foi por terras alentejanas num percurso que vou querer repetir!

Esta foi a viagem/ escapadela que menos planeei nos últimos tempos mas que correu lindamente, sem stress nenhum e que superou as expectativas; A paisagem e o sossego têm tudo a ver com isso.

 

Saímos de Lisboa de manhã direitos a Reguengos de Monsaraz onde chegámos mesmo a tempo do almoço; A variedade de restaurantes não era grande mas tinham-me falado de um no largo, que vim a descobrir ser o "Gato" onde acabei por me atirar a umas migas de espargo com entrecosto. Sim, aqui começou a desgraça. Ele foi no borrego, eu não resisti ao chamamento das migas, e no fim também não pude evitar quando ouvi a palavra 'sericaia'... E se era boa!

Para digerir o almoço, e para dar tempo de ir até ao alojamento demos umas voltas no centro, que diga-se em abono da verdade não tem assim muito para ver, duas voltas e está feito. Tinha lido sobre uma exposição de antigos ofícios que existiria na biblioteca, mas ao chegar lá descobrimos que estava em restauro e portanto exposição zero; ainda assim as senhoras que nos receberam foram simpáticas e convidaram-nos a conhecer o espaço da biblioteca, que tem pinta de ter sido um palácio autêntico! Eu que sou doida por casas antigas restauradas acedi logo e deliciei-me com o trabalho que foi feito!

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Depois deste primeiro tiro ao lado ainda segui mais umas indicações de lojas de artesanato e coisas do género mas rapidamente percebi que tudo estava fechado naquele sábado à tarde, mesmo que o horário na porta dissesse o contrário. Um bocadinho desanimada seguimos viagem até ao alojamento que ficava nos arredores do centro a uns 5 minutos de carro, esperando que as fotos do booking não me tivessem enganado!

Na realidade foi das melhores coisas que já descobri nesta terra! Não posso deixar de partilhar porque é algo que merece ser visto, apreciado, elogiado e visitado: o Outeiro do Barro! É um alojamento local, com algumas "casinhas" que são ou T1 com kitchnet ou quartos com casa-de-banho, tudo em redor de um laranjal com uma pequena piscina no meio e por fora, cercado em paisagem de vinha. A primeira impressão foi fantástica, e não desiludiu em nada. O quarto era amoroso, muito bem decorado e confortável; Aliás todos os espaços por onde passámos tinham um bom gosto na decoração que me dava vontade de trazer tudo para casa. Fomos amavelmente recebidos pela Rita que nos deu um mapa com indicações preciosas de um roteiro a seguir.

Entusiasmados pelas sugestões não perdemos muito tempo a desfazer a mala e em menos de nada tínhamos o pé na estrada novamente, desta vez com São Pedro do Corval na mira. A distância eram apenas uns 5km para chegar à capital ibérica da Olaria e do Barro, logo eu que sou uma doida por loiças e cerâmicas até dei saltos quando descobri....(porque desta vez não tinha planeado nem pesquisado nada.....b-u-r-r-a!)

Começámos por visitar a Casa do Barro onde há uma exposição sobre a origem do barro, os oleiros da região e o seu trabalho, e onde podemos ver fornos originais, alguns ainda em funções! Aí deram-nos um mapa com todas as olarias de São Pedro do Corval e eu que tinha ficado de olho nas peças de um ou outro oleiro não perdi tempo a levar o M. pela mão até encontrar o que queria! As olarias ficam quase todas nas próprias casas dos oleiros e pode ser um pouco estranho entrar por ali a dentro mas não há nada a temer na hospitalidade alentejana! Escolhi a olaria do Sr. Marcelino Paulino porque tinha umas peças diferentes do habitual; O senhor viu-nos entrar pelo seu pátio adentro e veio receber-nos percebendo logo que queríamos ver a olaria. Lá dentro fiquei de boca aberta, parecia uma mini disneyland de canecas, copos, jarros, fogareiros mini, bilhas mini, barrilinhos mini....

Não resisti e trouxe coisas com fartura, para mim e para oferecer; Ainda mais que comprando ao oleiro o preço fica tão mais baixo que trouxémos um saco normal completamente cheio por 20 euros. Uma das minhas peças preferidas é uma espécie de jarra em balão com o topo afunilado que está pintada em azul bebé... Estivémos um bom bocado à conversa, o senhor explicou-nos muita coisa do processo de produção, contou-nos que era o único oleiro ali que ainda trabalhava com a roda, e ainda explicou como funcionavam os fornos agora; Antes de sair ainda pedi ao senhor para tirar uma fotografia ao espaço e ele deixou! 

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 Deixámos São Pedro do Corval e rumámos à praia fluvial de Monsaraz, banhada pelas águas do lago Alqueva e não resistimos a subir à vila medieval de Monsaraz para apreciar o tímido pôr-do-sol antes de regressar 'à base' para descansar e jantar uma bela sopa de cação no restaurante O Barril, onde fomos super bem recebidos!

 

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continua... 



 

 

 

 

 

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Carta de amor ao alentejo

por Catarina, em 25.10.17

Gosto do Alentejo.

Gosto do Sol, gosto do calor e da luz.

Gosto da paisagem mais árida, das oliveiras perdidas no campo, dos sobreiros; Gosto das cores, de tudo; Dos campos às casas.

O Alentejo recebe-me bem, abraça-me quando chego, brinda-me com um raio de sol mesmo que o céu esteja nublado, por isso gosto sempre de voltar.

 

Não é a minha terra, mas podia ter sido; bastava que há 25 anos a minha mãe tivesse tomado uma decisão diferente, e hoje eu falaria com sotaque de certeza! Não foi por acaso que as minhas primeiras canções infantis eram alentejanas...era ouvir-me cantar o Milho Verde, o Menina estás à janela e a Oliveirinha da Serra.

Tenho raízes lá. O meu avô paterno era de Alvito e da parte dele tenho família ainda em Évora...primos com fartura; embora daqueles mais distantes. Vou mantendo contacto com os mais velhotes, de tempos a tempos...são muito tecnológicos e trocamos emails!

 

O fim de semana passado dediquei a conhecer um bocadinho mais do Alentejo, para trazer no coração ao lado do que já conhecia, Évora, Campo Maior e Elvas.

 

Desta vez a primeira paragem foi Reguengos de Monsaraz, e a partir daí foi sempre em volta do lago de Alqueva. Caramba, quando escolhi o destino não pensei que fosse tão, mas tão bonito.

Quando tiver mais tempo deixo o meu "roteiro", por agora deixo só esta declaração de amor ao meu Alentejo!

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Nós por aí #5 - Mértola

por Catarina, em 09.08.17

No regresso da viagem pelo Sotavento Algarvio (aqui), indicaram-nos uma praia fluvial nas Minas de São Domingos e resolvemos fazer um desvio no percurso para conhecer.

Eu nunca tinha experimentado uma praia fluvial e não fazia muita questão; dizia sempre que tinha medo, que não ia gostar, que era perigoso e sei lá mais o quê! O M. insistiu até me moer o bicho do ouvido e quando uns vizinhos campistas nos deram a dica pensei "bora lá resolver este tema!".

Saímos de Cabanas em direcção a Vila Real e fizemos uma curta paragem em Castro Marim; Sem perder tempo seguimos pela nacional até Mértola, conscientes do calor que fazia e que ia piorar com a aproximação da hora de almoço! Ainda visitámos umas ruas, um atelier de tecelagem (adoro este tipo de trabalhos!), e a torre do castelo com uma exposição sobre a história do castelo e a sua reconquista. 

Como o calor não dava tréguas arrancámos para as minas e encontrámos um local bonito e bem arranjado com infra-estruturas decentes. 

Estava cheio como seria de esperar, e era quase impossível colocar um chapéu de sol, até porque o piso não era arenoso, mas sim rochoso! A areia servia apenas para tentar tornar a rocha mais macia. Não perdemos tempo e tomámos logo um banho! Não adorei a textura do fundo, mas não posso dizer que fosse horrível como temia; A água era limpa, embora não límpida, e vi um girino minúsculo a nadar, ao contrário das cobras de água que eu também temia! Senti a água doce demasiado pesada depois de várias dias no mar mas não detestei e acho que posso repetir a experiência noutro local....digamos mais fresquinho! Dalí deixámo-nos de aventuras e procurámos no GPS o caminho mais rápido até casa.

 

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