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Cut the crap #7

por Catarina, em 31.08.17

Eu bem andava a tentar endireitar-me mas a verdade é que as férias não foram muito boas ao meu desafio! Agora com o regresso à cidade, à rotina, ao trabalho e às aulas já estou em campo para retomar uma alimentação o mais saudável possível, todos os dias!

Outro dia apanhei este livro em promoção na Wook e é a minha nova bíblia; Explica o conceito de forma muito simples e tem ideias óptimas já para não dizer que é um livro tão bonito que dá vontade de comer, mesmo!

 

 

Não sou de fundamentalismos nem de dietas restritivas ou rigorosas, mas gosto de saber um pouco de cada para poder retirar o que achar melhor adequando ao meu estilo de vida e ao meu corpo. 

Muitas vezes o que me vence é a preguiça ou o facto de não ter tudo em casa o que preciso para uma receita mas com algum esforço e método na lista das compras acho que chego lá! Já percebi que vou precisar de uma série de ingredientes novos e de outros que nunca ouvi falar portanto vou dando baby-steps e escolhendo as receitas a dedo. 

Outro dia no check up anual também descobri que nunca mais vou estar sozinha...isto porque tenho um polipo na vesícula e posso ou não ter lá uma pedra; Podia ser preciosa mas não, será certamente um calhau qualquer. Já não me chegava uma anemia crónica achei que isto podia continuar a funcionar tudo bem mais uns anos... Não fiquei radiante com a notícia, mas a médica mandou-me despreocupar porque não tenho sintomas nenhuns portanto só devo voltar a pensar nisso se tiver dores ou outros sintomas; Não que isto me deixe muito descansada. Cada vez mais acredito que controlando a comida se consegue controlar melhor a saúde e portanto agora tenho outro objectivo na "dieta"...não dar demasiado trabalho à vesícula que a menina reclama férias.... Se há coisas que sei que não posso prevenir ou evitar, há outras que tanto quanto puder vou fazer por isso.

Para já na lista das compras vou trocar o requeijão por queijo ricotta, acrescentar o mel, cortar nos queijos e nas bebidas alcoólicas; Também devo reduzir castanhas, nozes, amêndoas e manteigas vegetais ou animais. Fritos claro já nem os via, leite integral também não e carnes ditas "gordas" como uma quantidade pequena por isso não vou cortar porque a anemia precisa delas de vez em quando. Miúdos já não apreciava e é raro comer fígado, apesar de fazer bem à parte da anemia; O chocolate até agora é o que me "dói" mais da lista... socorro-me do chocolate preto com a máxima percentagem de cacau que encontro quando me dá aquela vontade de um docinho à noite portanto tenho de lhe encontrar alternativas brevemente ou vai ser ver-me atacar a perna da cadeira todas as noites!

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Quando ele cozinha...

por Catarina, em 24.07.17

E em vez de moscatel decide usar amêndoa amarga na carne bolonhesa; pausa.

Inspira, expira e... cala! Afinal de contas ele fez o almoço e levou-me a lancheira ao escritório portanto não interessa nada que saiba tudo a amêndoa e seja doce e amargo ao mesmo tempo!!!!

 

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The return of coconut adventures

por Catarina, em 15.06.17

Já era. Já foi. Já o comi todo! Era bom, mas tão bom! Foi como descobrir a pólvora, mas em bom!

Segui as instruções da Joana (aqui), mas como não tinha um prego tão grande à mão optei por um parafuso bem robusto e uma chave de parafusos.

Martelei o parafuso pelos olhos do coco adentro, e depois com a chave ia rodando até sair. Repeti o processo, duas vezes em cada olho e virei o coco numa tigela. Abanei-o bem para sair tudo. Verti para um copo com um coador...só deu meio copo de água, mas bebi e soube lindamente!

Depois começou a árdua tarefa; Se no supermercado assim que escorregou se partiu logo, em casa fez-se de difícil o sacana! Deixei-o cair no chão da cozinha várias vezes....ele saltava como se fosse uma bola e tive medo de levar com ele num pé! Tive medo de escavacar a pedra do chão por isso deixei o tapete; E ele nada... Ainda considerei por meio segundo atirá-lo pela janela do primeiro andar....era arriscado. Optei por colocar o coco num saco de plástico para não disparar em várias direcções....e foi martelada...pura e dura. Primeiro consegui partir em dois, e depois insisti com a metade maior até a partir em 3 partes. (Os vizinhos devem ter pensado que eu tinha a casa em obras!)

Tirar de lá a polpa também não é pêra doce. Usei uma faca alternada com uma colher...mas fazia tanta força que a ia entortando toda. 

Por fim o coco cedeu, eu comi, e lambuzei-me. Ainda dei a provar à mãe e à avó, que não são meninas que se metam com um coco desta maneira, mas que apreciam um trabalho bem feito...ou seja, comem-no já arranjado.

Tenho lá outro para continuar os treinos!

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Cocconut Adventures

por Catarina, em 12.06.17

Desde que me conheço que tenho uma ligação qualquer ao Côco. Talvez por ter sido a primeira palavra que na primária me fez passar uma vergonha a ler a cartilha.... sim, eu li cócó, depois de ter passado bastante tempo calada a pensar "não é cócó, não é cócó, mas então o que é?!" e ao mesmo tempo a começar cinquenta vezes o som "co" com esperança que a professora terminasse a palavra. Isso não aconteceu, mesmo sabendo que não era "cócó" resolvi dizer isso mesmo para acabar logo com aquela tortura e voltar para a minha mesa.

 

Mas adiante, é dos meus sabores de gelado preferidos, adoro côco seco às lascas que compro ao kg, é dos poucos sabores que gosto em bolos, pudins e tortas. Pinacolada é a "minha" bebida, e côco é sem sombra de dúvida o meu sabor preferido. Portanto, era um bocado estranho nunca ter provado o fruto ao natural, certo?

 

Certo! dizem vocês!

 

Outro dia a ler este post no Quiosque da Joana voltou-me à ideia o facto de que nunca tinha provado o raio do côco, e vai daí, uma semana depois de correr os supermercados mais à mão, eis que encontro o dito cujo, mais barato do que tinha imaginado! Coloco dois num saco enquanto me lembrava mentalmente dos passos para abrir os ditos cujos e ia pensando...."só espero não me arrepender, será que consigo abrir isto? No post da Joana não parecia uma tarefa nada fácil...". Olhei a etiqueta à procura do número para pesar e li "Côco seco", "pelo menos vou provar a que sabe", pensei. No momento em que os ia levantar da balança e colocar no carrinho o raio dos côcos furam o saco, um deles sai disparado de ao pé de mim e o outro abre-se e jorra água como se fosse uma torneira avariada!

"Então mas não era suposto isto ser seco???"

"E não devia ser mais difícil de abrir????""

 

"E não tinha de furar os olhos??"

"Ai ai ai"

Acabei por ter de deixar lá o côco torneira, caçei o fugitivo e escolhi outro da caixa. Pesei estes novamente, coloquei em dois sacos e levei para casa. Hoje vou tentar abrir um, e espero que corra melhor e mais pacificamente do que o processo de compra!

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