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Como tirar um designer do sério #3

por Catarina, em 24.10.17

Pessoas que conseguem abrir os "nossos" ficheiros de Illustrator e que "dão um jeitinho"... a sério, ... 

Era isto.

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Back to School

por Catarina, em 30.08.17

Ainda não mas a partir de Outubro!

 

Ainda andava no 8º ano e já sabia que queria seguir artes; o ano seguinte teve direito a testes psicotécnicos que só confirmaram essa decisão.

 

No secundário comecei a ver cursos superiores; ao entrar pensava em arquitectura, mas antes do final do 11º ano já sabia que seria Design, e já tinha em vista onde seria, no IADE.

  

Tudo aconteceu como eu ia delineando e, antes de acabar a licenciatura sabia que ia seguir directamente para o mestrado, sabia que queria mesmo mudar de faculdade, e sabia que me fascinavam as Belas Artes.

 

Aí fui eu. Os primeiros três meses iam sendo decisivos para a primeira desistência da minha vida. O curso não era o que eu esperava, dos profesores só aproveitava metade, e o professor de projecto era para mim Satanás na Terra. Aguentei-me à bronca.

 

Acabei o 1º ano com a certeza de que não faria o 2º logo a seguir. Descobri tarde demais que aquele mestrado era dos poucos nesta terra cujo 1º ano não dá equivalência à pós-graduação.

 

Nesse ano de intervalo fui fazer cursos à LSD, para desenvolver a àrea de editorial que gostava muito.

 

Entretanto já andava a estagiar, consegui um estágio pelo IEFP e decidi ao mesmo tempo que não podia deixar o mestrado pendurado.

 

No ano em que voltei ao mestrado para fazer a tese estagiava a tempo inteiro. Mal me lembro desse ano passar; Tive poucas férias, poucos fins de semana. Usava os sábados para ir às bibliotecas, usava os finais de tarde, que são equivalentes a noites durante o inverno, para ler e esquematizar ideias, e os fins de semana para produzir texto. Nunca tinha trabalhado com tanto método e tanta organização. Tinha ficheiros exel para me orientar com as leituras e os arquivos das bibliotecas; Forrei meia parede do meu quarto e esquematizava o projecto todo ali mesmo. Foi longo, foi duro, foi proveitoso. Tive a sorte de contar com um orientador dez estrelas, que me ajudou sempre, facilitou-me imenso a vida, incentivou-me e fazia com que as idas à faculdade para conversar sobre a tese fossem alegres e proveitosas.

 

Saí de lá com um 17 e a seguinte frase na cabeça, dita pelo meu orientador: "Você devia ir para investigação! Peça uma bolsa, arranje um projecto, tem perfil de investigadora! Não há nada melhor do que pagarem-nos para fazer algo que gostemos!". Tentou aliciar-me a seguir o doutoramento, mas nessa fase eu estava sôfrega por um intervalo.

 

Ainda assim ia dizendo aqui e ali "Ainda não acabei, ainda volto à escola, eu gosto de estudar e aprender".

 

E assim foi.

 

Há um mês decobri que o ISCTE e a FBAUL se juntaram e criaram uma pós graduação em Comunicação Visual de Informação, da qual o meu orientador é coordenador, e calha-me mesmo bem porque é no que eu trabalho diariamente. A cereja no topo do bolo foi poder escolher não fazer a pós-graduação mas sim algumas cadeiras no âmbito do curso de especialização; Vou ter Design de Informação e Visualização de Dados e como optativa escolhi Storytelling mas foi difícil porque as outras eram igualmente interessantes! A vantagem é também o facto de não durar o ano inteiro e de ter uma carga lectiva mais fácil de acumular com um emprego a tempo inteiro. Mal posso esperar pelo regresso às aulas, mais ainda no ISCTE em cuja biblioteca passei muitas horas e onde me senti sempre bem.

 

Agora....já posso ir comprar cadernos?!

 

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Como tirar um designer do sério #2

por Catarina, em 12.07.17

Aquele momento em que nos ligam e o cenário seguinte acontece:

 

"Precisava da tua ajuda para fazer um logótipo"

Contemos o pensamento mais rápido que vamos ter: "a pagar?" e evitamos perguntar isso logo de chofre; Nunca ninguém começa estas conversas com um "quero contratar os teus serviços para fazer um logótipo", começa sempre como um "favorzinho" ou uma "ajudinha"; Ainda mal respondemos e já "têm várias perguntas para nos fazer"...

 

"Que programas é que recomendas?"

Neste momento temos vontade de dizer "porquê achas-te com capacidade para independentemente do programa que vais utilizar conseguir fazer um logo, digno desse nome, e aplicar os conhecimentos que eu levei 3 ou 4 ou 5 anos a desenvolver?"... Mas na verdade dizemos "o melhor para mim é este... mas podes sempre tentar o .... que é barato ou o .... que é opensource".

 

"Eu mandei-te um boneco que fiz, para ficares com uma ideia do que quero, usei um programa grátis na net"

Óh valha-me nossa senhora..."usou um programa"... desato já a correr daqui para fora ou espero mais um bocado...? Pergunto qual foi...já não sabe; Pergunto qual o formato em que exportou...não exportou, fez uma captura de escrã...o resto era a pagar. "Jura" pensei.

 

"O projecto tem a ver com uma oficina, portanto juntei um carro e uma chave de parafusos e escrevi o nome" (projecto fictício baseado em exemplo real!)

Epá....pois, lá óbvio fica... neste momento ficamos sem palavras e aguardamos a pérola que se segue.

 

"Eu pensei em usar o clipart, mas não quero problemas com os direitos de autor"

O que queria responder: "se usares o clipart o teu menor problema vão ser os direitos de autor mas sim a merda de logo que achas que vais fazer"; O que respondi: "há muita coisa opensource e muitas bibliotecas com licenças creative commons, de certeza que te arranjamos melhor que o clipart".

 

"Vai ter muita visibilidade, vai estar no site, nos nossos documentos, em posters e flyers...."

E vocês pensam..."what? querem pagar-me em visualizações?"

 

Algures pelo caminho há referência a pagamentos....mas têm medo do orçamento, é que têm pouca verba, ainda estão a arrancar, é de investigação não é comercial, não vai ter lucro, ................................................

............(já limei as unhas)

................

...................(entornei o frasco do verniz em cima do caderno onde estava a rabiscar)

.........(pintei uma unha)

.............

.......precisam de recibo...

 

Neste momento vemos a solução; Não podemos passar recibo porque isto ou aquilo.... vamos ver se conseguimos alguém que aceite o trabalho por nós; "fiquei de apresentar o logo esta semana", neste momento sabemos que ninguém no mercado aceita um trabalho com estas condições... mas como somos amigos ficamos de ver, de dar uma ideias, um jeitinho e tal e coiso....

Queremos que a chamada caia, queremos ver-nos livres do amigo e da amiga, do primo com muito jeito que faz logos no photoshop, do sobrinho da afilhada do meio-irmão do marido que tem uma gráfica em rio de mouro e faz isto tudo por 50€ e ainda imprime uns cartões de visita catitas. 

Pessoas, se têm amigos designers, epá, deixem-nos em paz, a sério! Aos vossos amigos médicos pedem uma consulta enquanto tomam um cafézinho? Sacam de lá o rx para cima da mesa para o Dr. avaliar? E aos vossos amigos contabilistas pedem uma ajudinha para vos irem às finanças tratar do IRS? Se calhar o mal é só meu que como nunca chateio ninguém imagino que este é só mais um dos defeitos desta minha profissão em particular. Isso e a ideia que as pessoas têm que um programa na net lhes vai resolver o assunto.

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Como tirar um designer do sério #1

por Catarina, em 06.07.17

1 - Usar os termos "logo" e "ícone / icon" sem distinguirem um do outro (vou considerar fazer um manual "design for dummies");

 

2 - Pedirem-nos para fazer "um boneco", dizendo assim mesmo: "faz aí um boneco para este slide";

 

3 - Pedirem-nos para "embelezar um power point" (também com estas mesmas palavras); sinto-me como se me estivessem a pedir para pegar na base, nos pincéis, nas sombras e no baton e fazer-lhe uma make-up de festa;

 

continua, certamente....

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