Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]


Nós por aí #6 - Florença (IV)

por Catarina, em 28.08.17

Dia #5

 

No dia do regresso sabíamos à partida que não se iria aproveitar muito...ou em realidade nada mesmo.

Depois da viagem de camionete de Bolonha, com um calor dos ananases, os bancos quentes e a estrada por túneis escolhemos o comboio para o regresso.Tínhamos  tempo de sobra mas a estação não tinha espaço físico para estarmos três horas à espera do comboio mais lento pelo que optámos pelo rápido que nos deixou em Bologna Centrale em menos de 40 minutos!

Ao chegarmos fomos percorrendo corredores uns atrás dos outros ate chegar à superfície; a ideia seria dar uma volta por ali e apanhar o aerobus para ainda ver alguma coisa de Bolonha. Enquanto estávamos numa fila para levantar dinheiro comecei a aperceber-me da fauna de gatunagem que envolvia a estação claramente em bando organizado. Sentimos que já estávamos na mira pelo que abortámos os planos todos. Com os "radares" todos ligados fomos direitas aos táxis e desistimos do aerobus.

Com isto tudo chegámos ao aeroporto só cinco horas antes do voo sem sequer poder fazer check in antecipado porque o aeroporto em Bolonha é muito pequeno, não há balcão da Tap,e ainda por cima a nossa bagagem mesmo sendo de cabine teria de ir para o porão porque com as compras todas trazíamos mais bagagem de mão do que seria permitido embarcar.

 

20170803_140643.jpg

 

 

O aeroporto é muito pequeno, divide-se em dois pisos e tem poucas lojas e poucos restaurantes. Os bancos da zona exterior são horríveis, nada confortáveis e entre aquilo e o chão ainda estive para considerar a segunda hipótese. A vantagem era que estávamos num ambiente fresco e com muito menos probabilidade de assaltos! Ainda consegui comprar a revista Domus, que seguia online há anos e que cá custa o dobro do preço, com edição especial ainda por cima; só por isso valeu-me a mega seca de espera.
Assim que abriu o balcão de check-in fizemos logo fila e fomos das primeiras; a hospedeira foi super simpática e ofereceu-nos os lugares da asa, que têm mais espaço para as pernas e tornam a viagem mais confortável.
Voltámos ao piso de cima para o controlo de segurança, desta vez mais rápido porque não tínhamos líquidos nem muita tralha. A zona de embarque ao contrário do que esperava era tão mínima quanto o resto do aeroporto e uma sala de espera média dava para tudo. Vagueámos na free-shop para os abastecimentos do costume de perfumes e cosmética em promoção!
 
Pelo menos o embarque não atrasou e correu quase tudo sobre rodas até ao momento em que o autocarro chega à pista e pára em frente ao avião de portas fechadas... se calhar esqueci-me de referir que estavam uns 40º à sombra e os autocarros do aeroporto circulam só de janelas abertas sem ar-condicionado. Acabou por ser um embarque super atabalhoado, sem ordem nenhuma de entrada na frente ou à retaguarda e para variar saímos atrasados.... A viagem foi mais calma do que na ida e deu-me para ler e dormir. Claro que ainda apanhámos uma pequena seca na espera pelas bagagens mas muito muito contentes por estar quase em casa!
 
 
Rescaldo Final
 
Quando pensava no que escrever aqui, ainda durante a viagem, sabia que teria de parar para fazer um balanço mais geral.
 
 
Se gostei? Claro, adorei! Tanto Milão no inicio do ano, como agora Florença e Siena.
 
Correspondeu às expectativas? Em parte; Esperava que Florença fosse uma cidade mais limpa e arrumada ao invés do cheiro a esgoto recorrente. Está claramente à beira da ruptura no que toca ao turismo e acho que a cidade não aguenta; Muitas vezes nas ruas tinha pena dos moradores (que chegavam a ter turistas sentados a descansar no degrau das suas portas) e pensava como Lisboa também caminha para este caos. Acabei por gostar muito mais de Siena que achei mais autêntica e melhor preservada.
 
E os italianos?
Se estava à espera de ver homens bonitos? Estava... Se vi? Nem por isso... Mas não era disso que ia falar!
No geral achei os italianos mais acessíveis e simpáticos do que a minha experiência com os espanhóis; Tentam comunicar connosco a todo o custo e ajudam o mais possível. Falam um inglês razoável mas tentam falar com os poucos portugueses que lá vêm em castelhano!
Defeitos? São extremamente desorganizados, qualquer atracção com mais gente gera filas intermináveis e logísticas de tremer de medo. Também não são excepcionais a cumprir horários e sentia que tudo era sempre uma grande bagunça. Até mesmo no aeroporto onde esperamos normas internacionais era cada um por si e todos ao molho, com ou sem fé em Deus!
 
E a comida?
Aqui a porca torceu o rabo! Já em Milão tinha ficado desiludida com o Gnochi e até mesmo com as pizzas; Aqui não melhorou muito. Comi um Risotto fantástico com espargos e um queijo amanteigado que nunca tinha ouvido falar, num restaurante tipo Cantina tradicional; Em Siena comi os Raviolli muito bons, cujo recheio já não recordo mas que tinham cogumelos. Tirando isto a pastelaria fina que provei era boa mas não me aventurei em mais nada de especial e não vi nada que me encantasse muito. Os gelados eram muito bons mas francamente cá temos igual, ainda que lá os tenha achado relativamente baratos porque são mesmo muito bem servidos e podemos escolher dois sabores com o tamanho de "1 bola" só.
 
 
Preços?
Os monumentos e principais atracções são caros, e em Florença não encontrei horários nem dias com preço reduzido ou gratuito como em Milão. Gasta-se muito para ver qualquer coisa.
 
Os restaurantes enganam um pouco porque as doses são relativamente acessíveis mas depois nas zonas mais turísticas como Florença, Siena e o Lago Como em Milão cobram uma taxa chamada "Copperto" que é uma espécie de gorjeta obrigatória e serve de compensação ao restaurante pelo tempo em que ocupamos a mesa e pela pessoa que nos serve. Acho um roubo mas enfim; Os valores mais baixos são de 2€ por pessoa mas vi preços até ao 5€ por isso ao ver as ementas temos de nos lembrar de somar este valor!
 
O alojamento tem taxas turísticas municipais altíssimas e é preciso contabilizar o valor de acordo com o nº de estrelas do alojamento e paga-se por pessoa por noite. Nunca está incluído nos preços dos hotéis quando se fazem as reservas portanto é mais um a somar.
 
Os transportes só experimentei a camionete que achei cara, 20€ por pessoa para a viagem só de ida e as condições que oferecia. O comboio para Siena achei bastante acessível, cerca de 18€ por pessoa ida e volta, assim como o táxi. O comboio para Bolonha foi caro, 40€ por pessoa para uma só viagem, mas era um comboio moderníssimo e rapidíssimo! Os animais podem circular pela trela nas carruagens da última classe, como a nossa no comboio para Bolonha, e isso confesso que me faz alguma impressão mas pelo menos não ia nenhum perto de nós ou acho que dependendo do bicho teria saltado do comboio. Já em Milão reparei que os italianos têm outra cultura com os animais e é comum ver alguns em lojas com os donos. 
 
 
Vale a pena ir às compras?
Vale sim e tirem tempo para isso quando fizerem o roteiro!
 
Florença é conhecida pelo negócio das peles e cortumes e também pelo papel marmoreado artesanal. Comprei um pouco de tudo e trouxe muita coisa para oferecer. As peças em couro como carteiras, estojos etc. são lindas e muito mais baratas em Florença do que encontrei em Milão por exemplo. Convém escolher lojas menos centrais para encontrar preços mais baixos que foi o nosso caso já que tínhamos uma loja mesmo em frente ao hotel e comparámos com os preços das outras na zona do Duomo que ficava apenas a cinco minutos e eram bem mais caras. 
 
Um bom local para comprar é o Mercatto Centrale, uma zona de barraquinhas ao ar livre onde se vende tudo isto e mais um par de botas mas é preciso ir com paciência e regatear alguns preços. Quando nos perguntam a nacionalidade ou de onde viemos não é apenas para serem simpáticos ou para falarem a nossa língua, mas sim para saberem que preço nos vão dar isto porque o mesmo artigo para americanos por exemplo pode custar 80€ enquanto a espanhóis e portugueses vendem por 40€ (dependendo da vossa capacidade para regatear depois disso claro!).
 
Os artigos em papel marmoreado vão desde os cadernos, álbuns, calendários, marcadores, cartões, lápis e canetas e são lindíssimos mas um pouco caros se bem que acho que vale sempre a pena trazer nem que seja algo mais pequeno. São completamente artesanais e alguns são peças únicas pois o papel é feito em quantidades limitadas por padrão.
 
Por fim as lojas de roupas e acessórios: evitámos as mais conhecidas e o grupo inditex, e fomos às que não conhecíamos. Tivemos sorte por ser época de saldos e fizemos tantas compras quanto as malar permitiam guardar!!
 
Há quem traga também produtos gastronómicos regionais como o Chianti, o Lemoncello ou as massas nas mais variadas cores e formas mas essa parte não me diz muito portanto passei ao lado! No fundo achei que não valia muito a pena porque os preços não eram muito baratos embora houvesse sim uma grande diversidade de marcas.
 
Itália é segura?
Não posso falar pela Itália toda mas em comparação achei Milão muito mais vigiada do que Florença. Quando lá fui via muitos militares armados em zonas de maior concentração de pessoas como as estações, e eram eles que faziam o controlo de segurança no acesso ao Duomo. Em Florença vi pouca polícia quase nenhum militar armado e em Siena não vi mesmo ninguém. Em Bologna Centrale não só não vi ninguém como identifiquei logo um gang bem posicionado e achei que estivemos na iminência de viver ou testemunhar uma tentativa de roubo. Mas como isso foi no último dia e logo no primeiro, à chegada a Florença, na nossa primeira volta, agarrei uma moça com a mão e o braço todo dentro da mochila da minha mãe, já ia preparada para tudo!!! Achei que eram zonas muito turísticas e pouco vigiadas por isso todo o cuidado é pouco ou não estivéssemos na terra da Máfia!
 
 
 
 
 
 

Autoria e outros dados (tags, etc)

Nós por aí #6 - Florença (III)

por Catarina, em 25.08.17

Dia #4

 

Desde que começámos a planear a viagem que tínhamos em mente visitar os arredores e conhecer a região Toscana. O plano inicial passava por alugar um carro em Florença e ir até San Gimignano e Siena. Todos os dias ao final do dia eu planeava o dia seguinte, e portanto quando chegou à véspera eu já tinha traçado o novo plano.

Quando fiz contas à ideia de alugar o carro fiz o trabalho de casa todo; calculei o preço do carro, as portagens, o combustível, o aluguer de GPS e possivelmente o aluguer do equivalente à via-verde lá; Acrescentei uma cobertura de seguro, e ainda pesquisei as rotas a seguir mas os cálculos já iam longos. Quando pensamos em alugar um carro temos tendência a ver apenas o valor do carro e a esquecer o resto, mas o resto é o que fica bem mais pesado e depois acrescentei a isso o medo que tinha de me perder no caminho e perder tempo precioso, o receio de conduzir nas estradas italianas (eles são simplesmente loucos ao volante e eu nem sou medrosa de condução, pelo contrário) e ainda o facto de ser muito pouco provável que pudesse chegar de carro aos centros dessas cidades e o valor de estacionamento que isso iria acrescentar. Pesquisa vai, pesquisa vem e fomos de comboio até Siena! Tivémos de desistir de San Gimignano mas não trocava Siena por nada!

Saímos cedo em direcção à estação que ficava a uns 5 min do hotel, comprámos os bilhetes e entrámos logo no comboio, bastante confortável para enfrentar 1h e pouco de viagem. A viagem em si é agradável e vamos vendo uns campos de girassóis pelo caminho e uma paisagem simpática após a saída da cidade.

Ao chegar a Siena apanhámos um táxi para o centro; os táxis não podem chegar mesmo à zona que queríamos mas têm locais de paragem e recolha nos limites dessa zona, e o taxista explicou logo isso no início. A deslocação foram cerca de 8€ e uns 10 minutos de viagem, dividido por três foi irrisório e muito mais confortável! 

Siena é uma cidade lindíssima, muito medieval, e muito mais autêntica do que Florença que está muito turística e a rebentar pelas costuras! O inconveniente é que é muito menos plana e andamos constantemente a subir e descer ruas. Chegámos por volta do meio-dia e escolhemos ir logo almoçar para aproveitar bem a tarde. Descobrimos um restaurante muito simpático, Il Bargello, onde comi uns raviolli maravilhosos!

 

DSCN5322.JPG

DSCN5323.JPG

 

DSCN5339.JPG

 

Depois fomos até ao Duomo, onde a fila para os bilhetes era relativamente pequena, sendo que não havia fila para entrar! Foi um alívio porque tinha receio de não conseguir ver nada e ser um esforço em vão. Mas sabia que valeria a pena pelo que tinha lido no meu guia, e o Duomo não desiludiu, bem pelo contrário, foi provavelmente das coisas mais bonitas e magníficas que já vimos! Impressionou até à espinha com os vitrais, os frescos, as capelas, e os painéis no chão em mosaico que estão cobertos a maior parte do ano para evitar que se degradem, e são expostos apenas nesta época de Verão. 

DSCN5353.JPG

DSCN5359.JPG

 

DSCN5362.JPG

DSCN5369.JPG

 

DSCN5397.JPG

 

 

DSCN5394.JPG

 

Ao sair percorremos várias ruas de comércio local e tradicional e não resisti a mais não sei quantas compras!

Descemos uma rampa vertiginosa até à Piazza del Campo, onde vemos o Palazzo Comunale e a Torre dei Mangia. Apesar do calor insuportável a piazza estava cheia de gente nas esplanadas ou a fazer selfies no meio da praça! Nesta altura o calor começava a ameaçar quebrar-nos e voltámos às ruas de sombra que percorremos por mais algum tempo até decidirmos que já ninguém se aguentava nos pés. Apanhámos um táxi na paragem e voltámos à estação e ao comboio até Florença.

DSCN5404.JPG

 

DSCN5416.JPG

 

Umas horas depois de descanso e banhos intermináveis voltámos a sair para o último jantar! Escolhemos um restaurante da nossa rua com bom aspecto que estava sempre cheio e fizémos a última asneira da viagem! Por toda a cidade os restaurantes divulgavam um prato de "Bisteca" que era uma mega costeleta para duas pessoas. Eu e a minha mãe arriscámos e arrependemo-nos....é que não nos passou pela cabeça que aquilo viesse quase em sangue, sem tempero algum, nem sequer sal, e com batatas que deviam estar cozinhadas desde a hora de almoço! Ou foi muito azar, ou o restaurante não era assim tão bom! A salada de legumes grelhados que pedimos à parte foi o melhor do jantar; Regressámos ao hotel e estivémos algum tempo no bar, que estava aberto só para nós, e portanto foi gargalhada de meia noite. Quando íamos subir para o quarto a luz foi abaixo na cidade, estivémos uns 3 minutos completamente às escuras e depois voltou.... o cansaço congelou-nos o cérebro e arriscámos ir de elevador mesmo assim; podia ter corrido bem mal mas depois de dois solavancos inesperados o elevador lá parou no andar certo... Ao chegar à porta lembrei-me que a chave tinha ficado na recepção e portanto desci cinco andares a pé e voltei com a chave pelo mesmo caminho depois de o recepcionista da noite ter exclamado um "Mamma Mia" pelo susto que lhe preguei ao aparecer pelas escadas atrás da recepção!!!

 

continua...

Autoria e outros dados (tags, etc)

Nós por aí #6 - Florença (II)

por Catarina, em 24.08.17

Dia #3

 

Um mês antes da partida, e com medo de evitar grandes filas de espera, tinha comprado os bilhetes para a Galeria Uffizi, uma das maiores atracções da cidade. Esta galeria figurava nos meus planos há muito tempo, desde as aulas de História de Arte, uma vez que alberga a grande maioria dos quadros renascentistas, medievais e maneiristas que estudei. Para ajudar à festa no dia da nossa visita era inaugurada uma exposição com obras de Leonardo da Vinci incluindo o quadro Adoração dos Magos finalmente restaurado.

A galeria está instalada num palácio construído a pedido de Cosimo I de Médici (uma das principais famílias Florentinas e patronos artísticos) para albergar os gabinetes de ofícios (uffizi em italiano antigo segundo li).

A nossa visita estava marcada para o meio dia e meia, porque na minha ignorância achei que a maioria das pessoas tentaria os horários mais cedo. Saiu-me só tudo ao contrário. Fomos até lá de manhã cedo para conhecer as ruas envolventes; é uma zona muito simpática da cidade que me lembra o Bairro Gótico de Barcelona.

 

DSCN5137.JPG

 

DSCN5153.JPG

 

DSCN5222.JPG

DSCN5241.JPG

 

DSCN5249.JPG

 

 

Apesar de os bilhetes estarem comprados e terem sido bem caros, ainda tinha de ir para a fila trocar o voucher pelos bilhetes em si; rapidamente percebi que seria uma longa jornada até entrar na galeria e fui-me munindo de coragem e força nas pernas. Depois da fila para levantar os bilhetes ainda veio a fila para entrar na porta da galeria (quem não tem os bilhetes pré-comprados enfrenta filas de muitas horas sujeitas ao "stock" disponível), depois uma fila de controlo de segurança, depois um torniquete para o bilhete, mais uma infinita escadaria e um novo controlo ao bilhete. Trocado por miúdos quando chegamos finalmente lá acima já passou mais de uma hora e estamos estafadas capazes de nos atirar ao chão em qualquer canto. A galeria em si, pelas obras que tem, e pelo edifício que é vale muito a pena a visita, claro, mas a empreitada para lá chegar, a falta de organização gigante por parte dos trabalhadores da galeria, e os constantes chicos-espertos a furar filas tiram uma pessoa do sério e quase me arrependi de ter lá ido! A quem quiser ir deixo o conselho: esta é uma atracção que não conhece época baixa portanto escolham logo o primeiro horário da manhã ao reservar o bilhete, levem um farnel e água, calçado confortável, e não façam grandes planos para o resto do dia!

 

No nosso caso, com a partida que os bilhetes do Duomo nos pregaram na véspera o dia ainda não tinha acabado. Comemos rapidamente e voltámos ao hotel para descansar umas horas ao fresco. À hora marcada fomos para o Duomo, para a porta que nos tinham indicado e descobrimos que havia mais uma fila! Sem grandes surpresas lá me pus a jeito, ao sol, a marcar o lugar, até que uns minutos após a hora marcada um senhor pouco simpático veio verificar os bilhetes e deixar entrar pequenos grupos à vez. Estranhei a falta das filas gigantes na porta principal, mas ainda não me tinha caído a ficha até entrar! Então é assim: na véspera, para poupar tempo tínhamos comprado os bilhetes na máquina automática, mas esta só vende o pack completo: Duomo, campanário, batistério, e a subida ao campanário tem de ser reservada com hora marcada. Fizémos tudo na máquina e depois confirmámos com uma senhora no guichet, mas não ficou bem claro que a igreja não estaria disponível para visitar àquela hora que aparecia nos bilhetes. Para ver a igreja e o batistério teríamos de ir para a fila e esperar a vez, a uma qualquer hora do dia, e apenas para o campanário tínhamos hora marcada, que nem sequer foi cumprida! Acabámos por ver a igreja no momento em que entrámos para o campanário, apenas por uma porta lateral, e depois saímos sem subir porque a minha mãe levou de Lisboa um pequeno problema no joelho e subir milhentos degraus não estava no programa. Contentámo-nos com o batistério, um edifício redondo, lindíssimo, todo decorado em talha dourada, e que compensou a desilusão que tivémos do interior do Duomo que é bastante despido em comparação com outras igrejas italianas.

 

DSCN4957.JPG

DSCN5288.JPG

DSCN5297.JPG

DSCN5306.JPG 

DSCN5277.JPG

 

 

Como sempre nestas viagens há os dias "sim" e os dias "não" e este foi aquele em que tudo nos saía torto! Depois da curta visita sentámo-nos numa pastelaria fabulosa do outro lado da praça para lanchar e refrescar. Não me lembro do nome dos doces que comemos, tirando a prima D. que comeu um canollo, e bebemos todas um chá gelado maravilhoso. Claro que numa pastelaria com aquele aspecto e aquele serviço de criados fardados devíamos ter adivinhado a conta! Se se consome ao balcão o valor é um, o que vemos escrito, se for numa mesa, o valor é outro e não está escrito em lado algum....assim pagámos só 10€ pelo lanche, cada uma, mas uma vez não são vezes e voltava lá na maior! Para acabar o dia fomos até às ruas de lojas e fizémos mais compras do que contávamos (o que a partir desse momento significou que a bagagem iria para o porão no regresso).

Terminámos a jantar um wrap e um smoothie num bar vegan com esplanada na Piazza Santa Maria Novella, já bem perto do hotel.

 

continua... 

Autoria e outros dados (tags, etc)

Nós por aí #6 - Florença (I)

por Catarina, em 11.08.17

Dia #1

No dia da partida dormimos pouco e saltámos da cama bem cedo para chegar ao aeroporto antes das 2 horas recomendadas uma vez que se andavam a ouvir notícias de grandes atrasos no controlo de segurança.

Como fomos cedo não havia atraso nenhum e tivemos tempo de sobra para tomar o pequeno almoço e comprar revistas. 
 
O voo em direcção a Bolonha teve a desvantagem de estar supostamente a funcionar com menos tripulação que o necessário pelo que não serviram refeições a bordo e levamos apenas uma embalagem com um snack. Da revista só consegui ler dois ou três artigos porque adormeci em menos de nada! 
O voo que saiu atrasado acabou por chegar na hora marcada e na saída ainda almoçámos antes de apanhar o autocarro que nos iria levar a Florença.
 
Pausa para dizer que o calor nesta terra faz o Alentejo parecer fresco! Sabíamos que estaria quente mas não vínhamos a contar em apanhar quase 40 graus todos os dias. Isto criou logo limitações aos nossos planos turísticos. 
Se andar muito num só dia já custa imaginem com estas temperaturas... a sensação térmica é que estamos numa casa de banho fechados após um banho de imersão de longas horas! Apesar da pouca humidade no ar temos a sensação de estar peganhentas a todo o momento e andamos constantemente a levar choques térmicos porque os locais fechados estão a uns 20 graus no máximo!
 
A primeira impressão de Florença era que tínhamos chegado ao tarrafal, a segunda era que a canalização da cidade deveria estar prestes a explodir tal era o cheiro a esgoto que envolvia o ar junto à estação ferroviária de Santa Maria Novella. O nosso hotel ficava a meio caminho entre a estação e o centro e depressa descobrimos que estava bastante bem situado e tínhamos comércio em quase todas as portas e restaurantes também não  faltavam.
 
Chegámos por volta das 16h, bem no pico do calor e aproveitámos para refrescar e descansar umas horas. Ainda assim a excitação não permitia grandes paragens e fomos dar uma volta até  à  Piazza Santa Maria Novella e à zona de lojas mais central. Na piazza havia música ao vivo todas as noites e foi onde comi os melhores gelados desta viagem!
 

 

 

DSCN4858.JPG

 

DSCN4855.JPG

 

 Dia #2
 
O primeiro dia estava reservado para conhecer o centro e começámos com a visita à  Basílica de Santa Maria Novella onde estavam a decorrer obras de restauro e onde podemos ver frescos do período gótico e do início do Renascimento de Ghirlandaio e do seu aprendiz Michelangelo, de Filippino Lippi e ainda o crucifizo de Brunelleschi. Esta era uma das igrejas que tinha estudado em história de arte e sobre as quais tinha mais curiosidade.
 

DSCN4876.JPG

 

DSCN4910.JPG

 

DSCN4925.JPG

 

 
Ainda de manhã  fomos até ao Duomo mas para não variar as filas eram intermináveis e optámos por comprar o bilhete para o dia seguinte e evitar a espera. Para aproveitar o que restava da manhã seguimos pelas ruas do centro até ao Mercato Centrale onde para além do comércio alimentar no seu interior existe um mercado ambulante no exterior onde há muita bugiganga, écharpes e artigos de pele para comprar, e regatear para quem tiver paciência.
Almoçámos ali por perto provavelmente a melhor salada César que já comi na vida no Coffee&Kitchen.
 

DSCN4959.JPG

DSCN4961.JPG

DSCN4963.JPG

DSCN4964.JPG

 

Na hora do calor recolhemos ao hotel e só saímos perto das 18h para visitar uma das exposições mais giras que já vi na vida...e eu já vi muitas! Já quando fui a Milão achei que os italianos eram exímios nesta parte e desta vez só confirmei a primeira impressão.

Como sempre me apaixonou o mundo da moda, e como esta era uma viagem "de gajas", descobri que existia junto ao rio um palacete onde se instalara a fundação Salvatore Ferragamo, e que continha uma exposição sobre o regresso do criador a Florença, em plenos anos 20. A exposição retratava através de quadros, mobiliário, têxteis e outras peças a cultura que se vivia à época e estava organizada e "maquetada" como se estivéssemos sempre a bordo de um navio, no qual o criador fez a viagem de regresso. Não é das principais atracções da cidade mas foi para mim das melhores, e recomendo a quem tenha interesse pelo tema, já que é um dos poucos locais na cidade onde se circula sem que o nariz tropece num selfie stick!

 

DSCN4970.JPG

DSCN4974.JPG

DSCN4976.JPG

 

DSCN4987.JPG

 

 

 

 

DSCN5028.JPG

 

Para fechar o dia com chave de ouro seguimos até ao rio e fomos conhecer a famosa Ponte Vechio onde hoje estão instaladas as ourivesarias da cidade, e que conserva as estruturas originais e um ar de medieval!

DSCN5083.JPG

 

DSCN5104.JPG

DSCN5118.JPG

 

 

continua...

 

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

Here we go Firenze!

por Catarina, em 29.07.17

Domingo partimos para este que desde há muito tempo era um destino de sonho! A minha mãe já conheceu algumas cidades italianas antes sequer de eu nascer, mas esta não foi uma delas; Eu "iniciei-me" na Itália apenas em Maio com Milão, portanto é algo absolutamente novo para todas (para a prima D. também!).

Mais uma vez fui eu que organizei tudo e que tratei de tudo e portanto espero, mas espero mesmo que não me saia nenum tiro pela culatra e que estes dias sejam como os sonhámos. Quem tiver dicas e sugestões faça o favor de dizer!!

No regresso iremos quase directas para a nossa costa oeste esticar o pernil ao sol, portanto podem contar com roteiros a sair por essa altura! Até ao nosso regresso o estaminé está em auto-gestão. Até já

 

Autoria e outros dados (tags, etc)


Mais sobre mim

foto do autor



Arquivo

  1. 2017
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2016
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D