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Reading #14

por Catarina, em 23.08.17

Primos, Virginia Hamilton

 

Antes de ir de férias, numa ida rápida à arrecadação trouxe de lá este livro da minha infância ou juventude e apeteceu-me relê-lo.

Conta a história de três primas e dois primos pelos olhos de Cammy, uma miúda de cerca de dez ou onze anos, sensível, doce, e que tem um amor enorme pela avó, a mãe e o irmão, e um profundo ódio pela tia e a prima direita, que é simplesmente perfeita! O livro transborda de amor até ao dia em que uma tragédia completamente inesperada obriga as personagens a lidar com a dor e a perda. 

Quando o li em pequena pensei que era um livro triste, mas agora tive outra perspectiva, achei o livro lindo e de uma profundidade emocional que não estava preparada para ler em pequena.

 

 

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Reading #13

por Catarina, em 12.08.17

Um dia naquele Inverno, Sveva Casati Modignani

 

Sveva Casati Modignani é uma das minhas autoras preferidas de sempre e adoro as suas personagens femininas fortes e dinâmicas, capazes de mover montanhas, encantar e seduzir. Nos meus livros preferidos constam Baunilha e Chocolate, A Siciliana, A Viela da Duquesa, entre outros tantos que também admirei.

O que me atraiu neste livro foi o facto de ser passado entre Milão e o Lago Como e, tendo visitado esses locais achei que seria uma leitura interessante por conseguir visualizar melhor e imaginar os espaços.

Gostei da família Cantoni e das personagens cujas vidas vão sendo contadas mas achei que no triângulo principal faltava mais profundidade, mais detalhes e descrições mais complexas. Gostei do final, embora fosse sempre agridoce, mas percebo que não poderia ser de outra forma mas não deixa de ser algo desenxabido.

A história no fundo parece um tanto ou quanto inverosímil, e não foi um livro muito marcante; faltou-me um enredo mais completo e intrincado a que estava habituada nos livros desta autora e acabei por me deparar com uma história um tanto ou quanto previsível nas várias fases que ia lendo.

 

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Reading #12

por Catarina, em 11.07.17

Fernão Capelo Gaivota, Richard Bach

 

Este livro tinha-me sido apresentado como uma metáfora, mas acho que não é apenas uma e sim várias. Conforme ia lendo conseguia identificar muita coisa: feitios e pessoas, formas de vida, formas de contornar os canônes e pré-conceitos estabelecidos. Quando andava na faculdade aprendi esta expressão "pré-conceito" a estudar Antropologia e nunca mais me esqueci que é desses pré-conceitos que nascem coisas como o preconceito.

De vez em quando gosto destes livros que, de forma leve, engraçada e com uma certa doçura de personagens, me façam pensar, reflectir, identificar, pensar novamente, e concluir ou não alguma coisa! 

Gostei muito da personagem de Fernão Gaivota, da sua evolução, da persistência e da forma como explicou tanta coisa. Da luta e da garra que demosntrou, da vontade de regressar, e da forma como enfrentam a passagem do tempo.

Até gostei do quarto capítulo em que tudo o que vimos conquistar nos anteriores parece alterar-se irremediavelmente, e depois percebemos que o livro e a existência daquelas gaivotas é tal como a nossa, vivida em ciclos, e que tudo o que já aconteceu torna a acontecer.

Sinto que este é um daqueles livros que se reler noutra altura, com outra perspectiva ou maturidade vou conseguir encontrar muito mais nestas palavras. Li tantas passagens bonitas e interessantes que poderia facilmente ter sublinhado o livro todo.

Tive a sorte de comprar uma edição recente onde foi publicado o último capítulo e uma nota de autor; Para além disto tenho a dizer que as fotografias e ilustrações ao longo do livro são muito giras!

 

 

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Reading #11

por Catarina, em 06.06.17

História da Menina Perdida, Elena Ferrante

 

Depois dos três volumes anteriores a expectativa para este livro era muito alta e desiludiu-me um pouco; Continuo a gostar da história mas achei este volume um pouco mais chato, parado mesmo, em relação aos outros. Senti que o estava a ler quase a despachar para ficar livre para outras leituras e não tanto pela urgência e saber o que acontecia nesta história.

 

A história de Lenú e Nino acaba previsivelmente não sem antes se tornar completamente enfadonha. A certeza que tinha ao terminar o volume anterior concretiza-se, mas continuo a pensar que há histórias que têm de ser vividas ou ficarão sempre a pesar no nosso pensamento.

 

Gostei de ler o renascer de uma nova etapa na amizade entre Lenú e Lila mas o desfecho de Tina e a falta de uma explicação deixam-me sem chão; Achei piada à forma como a relação de ambas se fortalece e tende até para um equilíbrio saudável, até ao momento em que desaparece Tina, e tudo desaba. Não gostei dessa parte, principalmente não gostei de ficar sem saber, de ficar por contar. Também ainda não reflecti muito sobre a história das bonecas mas a sensação que tenho é que a autora termina como que dizendo que desde o princípio Lila esteve sempre, mesmo sempre, a manipular a história. No fundo acho que vamos descobrindo que apesar disso Lila tem um fundo bom, pelo menos eu vejo a história assim.

 

O balanço destes 4 volumes é muito positivo, adorei esta "viagem" ao mundo Ferrante e vou ter saudades destas personagens que ficamos a conhecer de forma tão profunda. Agora vou fazer um intervalo e variar mais as leituras!

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Reading #10

por Catarina, em 12.05.17

História de Quem Vai e de Quem Fica, Elena Ferrante

 
Aviso à navegação: talvez esteja a ser repetitiva mas adoro esta mulher! Elena Ferrane entrou para o meu top de leituras e não há-de sair de lá jamais. 
 
Spoiler Alert! Vou continuar a deixar escapar coisas…
 
 
Em relação aos anteriores acho que este livro tem uma camada maior de história política e deixa definitivamente os limites de Nápoles.
Passamos a saltitar entre cidades: Nápoles, Milão e Florença, como se em cada volume a autora fosse alargando a área e introduzindo uma nova cidade.
 
N' “A História do Novo Nome” vemos Elena sair do bairro e deixar para trás a sombra das influências de Lila, mas neste acabamos por assistir a uma recaída acentuando a dicotomia de amor/ódio da sua amizade. Lentamente volta quase a ser a “velha” submissa Lenú mas consegue parar antes de cair totalmente.
 
Sabemos que casou com Pietro sem o amar verdadeiramente, mais não seja porque sabemos que ama Nino desde as primeiras linhas e não irá nunca esquecer essa ligação. Só não esperava ver o concretizar desse amor infantil e adolescente assim de repente. Achei de facto que iria ler o acalentar desse sentimento até à última linha sem que a protagonista o vivesse. Gostei que assim não fosse porque é mais um sentimento com que me identifico: o da “espera recompensada”, e não há nada melhor do que viver algo que se desejou por tanto tempo, independentemente do resultado, tudo é melhor que a incógnita de não o viver; Porque há histórias que simplesmente têm de ser vividas.
Embora esteja a adorar esta reviravolta inesperada não confio em Nino, e receio que a qualquer momento Elena dê um trambolhão com isto tudo. 
 
Quanto a Lila senti que deixou que Elena a ajudasse, a sugasse ao desespero em que vivia mas depois sentindo-se diminuída tornou-se novamente má, vingativa. Quase nunca bem doseada, a amizade das duas vive daquilo que não dizem, que calam e guardam, numa constante competição imposta doentiamente por Lila.
 
Vou fazer um esforço para ler o próximo mais devagar, para saborear e reflectir com mais tempo, porque esta loucura que me leva a consumir os livros como se não existisse mais nada no planeta deixa-me infeliz quando chego ao fim e vejo que acabou. 
 
PS: Ando desdo o dia 2 de Maio para publicar isto mas esqueci-me de tirar a fotografia, e como acabei de ler o livro numa varanda algarvia não vai dar para voltar lá e fazer a foto! Fica para a próxima.

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Reading #9

por Catarina, em 17.04.17

História do Novo Nome, Elena Ferrante

 

 

Spoiler Alert! Estou obcecada com a história e vou dizer tudo o que me vier à cabeça!
 
 
A semana passada mergulhei na “História do Novo Nome” e fiquei presa. Elena Ferrante é genial, pura, genuína; Ler um destes livros é uma explosão de emoções, de sentimentos, de coisas, de tudo. Fiquei em tal estado que tendo lido pouco durante as manhãs da semana passada aproveitei o fim de semana e devorei, sem exagero, os restantes 80% do livro. Foi quase de uma assentada só. Melhor que tudo ainda é ler o Verão passado em Ishia deitada na areia debaixo de um sol morninho e com uma brisa envolvendo-nos no cheiro a mar.
 
Faltam-me as palavras para a forma como me agarrei a esta história e aos anos de juventude de Lila e Lenú; Mesmo sem ter lido os últimos dois livros sei que este é um forte candidato a preferido.
A paixão não correspondida de Lenú por Nino, aquele Verão de ilusão e desilusão dissera-me muito, e levaram-me aos meus anos de adolescência, onde as paixões crepitavam na areia quente, onde as emoções eram explosivas, e tudo começava e acabava com a maior rapidez, quase sem dano. Quem não viveu já um desses verões, ou uma dessas paixões? No caso de Lenú não foi uma paixão nova, fulminante, mas antiga, acarinhada, acalentada. Foi um mergulho entre a esperança, a ilusão e a angústia, o desespero, a impotência sobre os sentimentos dos outros, e pior neste caso, ver Nino escapar-se até Lila,, essa sim, uma paixão inesperada.
Identifiquei-me mais uma vez com Lenú, reservada, discreta, pré-disposta a viver no seu turbilhão de emoções silenciosamente, mas talvez não tivesse a sua calma sofredora ao ver o desenrolar da história. Identifiquei-me também com a necessidade de afastamento que sentiu, e gostei de a ver prosseguir, crescer para além dos “limites” impostos por Lila. Gostei de ler a evolução da sua vida, as suas conquistas, a independência e o esforço recompensado. Quando acompanhamos o seu crescimento vamos passeando também para fora dos limites do bairro, até Pisa e Milão e tomamos noção dos contrastes.
 
Já Lila irritou-me, odiei-a e ao mesmo tempo consigo sentir pena dela, e compadecer-me das suas atitudes. No entanto não acho que se tenha iludido com Stefano, mas sim preferido ignorar o que poderia ver antes de se casar e ascender. Não gostei de a ver roubar Nino, mesmo sabendo o que Elena sentia, mas compreende que a sua vida fosse despojada de sentimentos tão fortes como os que ele lhe despertou. Percebo que tivesse necessidade de viver outra vida que não a sua, mas gostaria de não os ter visto usar Elena. No final entristece-me o caminho que Lila percorre no reconstruir da sua vida mas tenho esperança em qualquer outra reviravolta.
 
Nino, vejo-o pelos olhos de Elena, como figura apaixonante, e custa-me dizer que se comporta como um sacana, que estraga as vidas por onde passa, sem querer, por se deixar levar por todos os seus sentimentos. Não é um sofredor silencioso, mas sim um “gritador” que sente necessidade de expor ao mundo o seu amor, ou diria antes, a sua paixão.
 
As últimas linhas do livro dizem-me que voltará à vida de Elena, e por mais que queira ler o realizar desse amor, sinto que a sua passagem vai ser mais trágica do que benéfica. Mal posso esperar pelo próximo livro!
 
 

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Reading #8

por Catarina, em 04.04.17

O Grande Gatsby, F. Scott Fitzgerald

 

Mixed feelings sobre este livro. Estou sempre a pensar no filme com o Robert Redford de fato cor de rosa e nos cenários do mesmo e fico com pouco espaço para "construir" outros enquanto leio. Visualizo a casa, os jardins, as luzes, as cores, os vestidos de franjas, as torres de taças de champanhe, e fica-me muito pouco para imaginar enquanto leio. Por norma gosto de ler os livros antes de ver os filmes, mas já vi o filme há muitos anos, tenho lá o dvd para repetir a dose um dia destes, e apesar de ter o livro há uns seis anos ainda não o tinha lido por completo. Mea culpa!


Quanto à história, gosto e não gosto. Gosto das personagens do Gatsby e do Nick e da amizade deles, mas a Daisy irrita-me profundamente e não gosto do tipo de personagem pateta, muito "needy" e sempre nervosinha. O Gatsby persegue um sonho que conservou consigo demasiado tempo, e a meu ver não se apercebe de que o timing passou, como acontece na vida real. O livro não é fantasioso por isso, porque é uma visão mais realista e menos romanceada. 
 
O final revolta-me sempre um pouco, para além da morte do Gatsby ser culpa da Daisy ainda penso que ela já não gostava realmente dele como no passado, mas recebeu o que ele tinha para lhe dar por capricho ou divertimento e provavelmente porque estava farta do Tom. 
 
Identifiquei-me muito com o Nick sempre metido no meio da história sem querer lá estar, arrastado para o “lavar de roupa suja” e confidente de todos os segredos. Gosto que ele seja tão escrupuloso, sério e leal e revi-me muito nas suas atitudes.
 
Apesar de já saber a história ao ler ia-me apercebendo dos sinais fatalistas que eram revelados no ambiente, principalmente no calor do último dia, algo que não conseguiria “ver” se já não estivesse à espera de determinada acção.
 
Sou fã de clássicos e este é mais um que sei que volto a reler daqui por uns anos e talvez nessa altura veja tudo de outra forma.
 

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 PS: Adoro esta minha edição com a capa em tons de cinza e azul, é linda!

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Reading #7

por Catarina, em 23.02.17

A Amiga Genial, Elena Ferrante

 

 
Encomendei este livro porque ouvia e lia um burburinho tão grande em volta da autora que tinha de saber quem era. E não como pessoa ou como escritora, porque conheço os autores pelo que escrevem e não por quem são.
Sobre o livro ouvia dizer que era imperdível, genial, muito bom, etc. Fiquei curiosa e decidi-me a comprar, até porque adorava o trabalho gráfico, a capa, a escolha das fotografias e o próprio papel.
 
Esteve muito tempo na estante à espera que eu desse conta dos que estavam à frente na fila e, enquanto não o lia, de tão ansiosa que estava procurava críticas no goodreads. Comecei a ler opiniões muito distantes, ora alguém adorava, ora alguém achava tão mau que não tinha conseguido ler nem sabia o que dizer, e por aí fora; Iam sendo referidos episódios de violência e li muitas críticas de pessoas algo chocadas com isso. Confesso que quando finalmente arranquei com a leitura já levava o pé atrás e o primeiro impacto não foi tão arrebatador quando tinha sonhado. Comecei por achar a escrita muito corrida, quase uma conversa passada para o papel sem tempo para edição; Os episódios e as personagens atropelavam-se e pensei que ia empancar ali, intimidada por uma lista de mais de uma página de personagens, mas não. Pouco depois comecei a mergulhar e depois foi todo um turbilhão e uma ânsia de chegar ao fim como já não me lembrava! Ler antes de dormir até à 1h ou 2h da manhã, ler ao pequeno almoço, ler em vez de ver televisão ou ligar o computador. Ler, como eu gosto, sem horário!
 
Lá para meio do livro percebi finalmente que a história destas duas amigas se prolonga por mais três volumes e percebi que ia ter ali muita página para encomendar.
Das críticas à violência devo dizer que li a realidade, nua e crua, e como acho que deve ser retratada porque nem tudo são contos de fadas e todas as histórias merecem ser contadas. Há que compreender todo o contexto da época, social, cultural e económico porque justifica a forma como a história é contada e a violência gratuita vivenciada pelas personagens. Ainda assim não acho que esse deva ser um ponto relevante, é apenas uma faceta da história e prefiro sinceramente concentrar-me noutras. Gostei das descrições, dos quase devaneios infantis das duas amigas, da relação de amizade explorada em tantos ângulos de amor-ódio, por vezes tóxica, por outras essencial e benéfica. Em alguns momentos identifiquei-me com esta relação de amizade vivida no limbo e na inconstância do egoísmo e da partilha e estou outra vez em ânsias para que chegue a "História do Novo Nome", o nº2.
 

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PS: Gosto de juntar a estes textos uma imagem dos livros, mas não queria apenas a capa mas uma imagem que me dissesse algo mais. Por isso tiro as fotografias assim que os acabo de ler, naquele momento em que fechamos a capa e pousamos o livro, esteja onde estiver; Por isso a probabilidade é que não vão aparecer duas fotos com o mesmo enquadramento sequer, são tão aleatórias quanto possível!

 

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Reading #6

por Catarina, em 05.02.17

The Tales of Beedle the Bard, J.K. Rowling

 

Este livro leva-nos a fazer uma pequena viagem de volta ao mundo de Harry Potter que JKR criou e com o qual cresci. Claro que não é bem a mesma coisa do que ler HP, a magia "é outra", mas não estava à espera de mais por isso não desilude.

É uma leitura leve e divertida, ou não fossem contos infantis, e está cheia de sinais e ligações ao mundo HP; Quem leu os livros e é como eu uma fã incansável consegue identificar muita coisa que se foi "aprendendo" ao longo dos anos. Na verdade enquanto lia estava sempre a lembrar-me de partes dos livros, e de comentários do Ron e da Hermione principalmente...era quase como se os tivesse a ouvir!

Como li em inglês a parte mais chata foi estar constantemente de nariz no dicionário; JKR fez o trabalho de casa tão bem feito que há imenso vocabulário e verbos usados no Século XVI ou mesmo considerados Old English e embora alguns termos dêem para tirar o sentido pelo resto, se não se souber mesmo o significado real há partes essenciais que se perdem.

Sobre este livro há mais uma nota a fazer....é absolutamente lindo! Encomendei pela amazon uma edição hardcover (que me custou uma pechincha de 5€ com portes de entrega!) com um papel fantástico texturado e macio, todo a uma cor e ainda assim com ilustrações fantásticas, deliciosas, indescritíveis. Vale mesmo a pena ter, para mim é daqueles livros "de culto"!

 

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Readings #5

por Catarina, em 14.01.17

"A Pérola", John Steinbeck 

 

Antes de me lançar na Elena Ferrante encontrei este livro na estante e resolvi ler; É pequeno, lê-se em três dias e tem uma escrita muito bonita, quase melódica; em alguns momentos lembra-me os ambientes e temas mais místicos da Isabel Allende.

O livro é baseado num conto popular mexicano e é uma parábola sobre a sorte e a injustiça do mundo; conta a história de uma família indígena de pescadores que no meio do azar é bafejada pela sorte de encontrar a Pérola do Mundo que lhes podia dar um futuro melhor. Mas num instante a sorte vira azar e a inveja alheia precipita o fim dos sonhos construídos em segundos. Tem uma mensagem muito poderosa de humildade, de esperança, de sorte e ao mesmo tempo de como tudo pode desabar quando se quer mais, ou se deseja mais. De certa forma é curioso porque o homem não seria o que é hoje se não tivesse desejado e lutado por mais e acho que  isso não devia ser representado como algo negativo, o que acaba por acontecer no livro, quando é no fundo uma evolução natural.

Gostei muito do livro, da forma como é escrito, da melodia envolvente, da inocência e do amor das personagens e desejava que tivesse um fim mais bonito!

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