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What about writing?

por Catarina, em 02.05.17

Desde sempre que leio bastante, cultivo a imaginação e gosto de sonhar acordada. Gosto dessa experiência segura de vivências diferentes da minha. Ainda brincava com as bonecas e já imaginava com antecedência as histórias que viviam. Planeava-as com detalhe de cenários, diálogos e sentimentos. Chegava mesmo a escrever pequenos guiões de orientação antes de ir “brincar à coisa” em si.

Inventar histórias e brincadeiras era uma boa parte de mim e sinto que reprimi isso a certa altura, o que me deixa saudade. Gosto de escrever. Descomprometidamente, arranjar as palavras, imaginar as coisas, pôr no papel. Mas quando penso em escrever alguma coisa sinto que me sussurram de algum lado “escreve sobre o que sabes, é a única forma de ter valor, ou ser autêntico". Eu tanto podia brincar aos cowboys como aos egípcios, bastava-me abrir um livro, ver um filme, e mil ideias me surgiam. Quando tinha que escrever composições bastavam uns segundos para que o texto fluísse, e na minha cabeça se formasse o enredo necessário, estrangulado tantas vezes pelos limites de palavras. Como eu detestava essa imposição. Odiava ter de refrear o impulso, repensar, rescrever para ficar dentro do limite, ou não ultrapassar em demasia. 
 
Quando comecei o blogue alimentava em mim a esperança de desenferrujar a escrita, de voltar a escrever de forma fluída, sem ter de parar para escrever o rascunho! Mas dou por mim a jogar à defesa; a recontar, a relatar o dia-a-dia, sem dar asas à imaginação e sem arriscar.
Estes dias ao ler a História de Quem Vai e de Quem Fica, acompanhar a escrita de Lenú, e depois de ter visto o Violetas Púrpura fiquei com aquela sensação de que me falta arriscar, dedicar, tentar. Não é à toa que tenho cadernos e cadernos guardados com coisas escritas. Eu gosto de escrever, e gosto de ler o que escrevi. Não vejo lá nenhuma história que me apeteça partilhar, mas vejo formas de escrever outras.
 
Ontem vi este filme, Violetas Púrpura, e adorei. Adorei tudo, a fotografia, a banda sonora, os actores principais, os cenários. Não havia nada para não gostar. Gostei do encadeamento das histórias e adorei as personagens. Achei o filme rico em todos os sentidos. E marcou-me a frase escrita à máquina “Today I found an old friend.” e imagino tudo quanto pode vir daí, de uma simples frase.
 
 
Deixo o trailer e uma nota: não deixem de ver o filme, e absolutamente não deixem de ouvir a banda sonora!!!
 

 

 

 

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