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Write for Rights

por Catarina, em 06.10.16

Desde pequena nunca gostei de ler notícias, nem de ver telejornais. A panóplia de desgraças era angustiante.... mortos, feridos, guerras, bombas, refugiados, perseguidos, assassinados, desalojados... Doenças, fome, guerra, catástrofes naturais; Preferia ignorar, saber as notícias apenas "vagamente", não ver. 

Com o tempo fui percebendo que essa atitude não só não trás nada de bom, como também não me sinto melhor por isso. Passei a querer saber o que se passa no mundo, afinal tanto quanto sabemos só temos este, e se é de todos, achei que devia no mínimo saber o que andam a fazer com ele. 

 

Quanto mais notícias lia e reportagens via mais interessada fiquei pelos direitos humanos. Saber que há pessoas em situações ridiculamente injustas e expostas à ignorância alheia choca. Quis fazer alguma coisa, mas não me quis comprometer de mais, no sentido em que sabia o tempo e a vida que tinha. Descobri que podia fazer uma coisa ou duas, que não consomem quase recursos, à parte de uns minutos, e então juntei-me ao movimento "Write for Rights" da Amnistia Internacional (Amnesty International).

Passei a tomar atenção e assinar tudo o que são petições, mas o movimento era muito mais do que isso. Os activistas e investigadores realizam complexos trabalhos de pesquisa em campo, produzem relatórios, reunem os "factos" que depois de analisados são traduzidos em campanhas e acções como a escrita de cartas dirigidas a entidades normalmente detentoras de poder para resolver determinada situação.

 

Não sei dizer quantos emails enviei, quantas petições escrevi, etc, mas sei que de vez em quando a amnistia nos manda as boas notícias, prisioneiros que ajudamos a libertar, leis que ajudamos a mudar.... Há muito por onde agir, infelizmente o que não faltam são atrocidades para resolver. O investimento é muito pequeno, basta que desliguemos do facebook 5 ou 10 minutos, para ver um email, para enviar um email e podemos fazer uma grande diferença. A recompensa? São respostas como esta:

 

"My name is Albert Woodfox and I spent over 40 years, most of it in solitary confinement, in Angola State Penitentiary in Louisiana, once one of the bloodiest prisons in the United States. I was imprisoned for a murder I did not commit due to my activism for reform against the brutal prison conditions and due to my membership in the Black Panther Party.

On Feb. 19, 2016, my 69th birthday, I was released. Had it not been for Amnesty International supporters like you writing letters on my behalf, I might still be unjustly imprisoned.
(...)

This year, for the first time in over four decades, I breathed fresh air as a free man."

 

E como esta:

 

"My name is Moses Akatugba. For 10 years I was on death row in Nigeria. I was arrested, tortured and imprisoned when I was just 16 years old. I was sentenced to death.

Police officers beat me with machetes and batons. The pain I went through was unimaginable. 

This May, my execution was halted and I walked free. Your Write for Rights letters saved my life. Thank you."

 

E como tantas outras que fazem sentir que investi bem aqueles minutos.

Não custa, literalmente nada, e pode fazer milagres!

 

Vão aqui se acham que têm 5 minutos para investir: Take Action

 

Informem-se, assinem petições, as que quiserem, enviem emails, os que entenderem... Infelizmente também não consigo enviar todos os que gostaria, mas enviar um, é melhor do que não enviar nenhum.

 

Amnesty International

 

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2 comentários

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De Chic'Ana a 06.10.2016 às 11:25

Excelente divulgação!! Eu não conhecia...
Beijinhos
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De Catarina a 06.10.2016 às 14:21

Obrigada, acho que lhe falta divulgação de facto!
beijinhos

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