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O que eu gosto na feira do livro

por Catarina, em 20.06.18

Quando era pequena o passeio à feira do livro fazia sempre parte do programa de festas lá de casa. Por vezes até mais do que uma vez.

Na época as minhas pernas de pigmeu sentiam que era uma grande canseira, era tudo muito grande e muito longe e eu era obrigada a  andar muuuuuito! 

 

Por vezes a meio da jornada eu e a minha mãe sentáva-mo-nos num banco ou na relva para descansar e eu ia logo começando as minhas leituras!

 

Com o passar dos anos a minha forma de viver a feira foi mudando.

Em miúda era a minha mãe que conduzia as escolhas! Já em adolescente só queria ver a área juvenil e comprar os livros da Ana Saldanha, da Mº Teresa Maia Gonzalez, da Graça Gonçalves ou o Clube das Amigas!

Quando andava a estudar procurava essencialmente livros técnicos, ao nível da pechincha, que me ajudassem em trabalhos e assim.

Mais tarde, coma licenciatura feita e o mestrado na incógnita passei a procurar temas que me interessassem para “dissertar”, coisas que me obrigassem a pensar e questionar.

 

Com a gaveta “escola” definitivamente fechada passei a procurar romances (ao invés de ler os que ia aparecendo lá por casa), ficção e algumas crónicas e contos. 

 

Como designer claro que não posso ignorar certas coisas que me passam pelos olhos, e não é inédito comprar livros que depois nem tenho quase tempo para ver, apenas porque são uma obra gráfica lindíssima!

 

Este ano fui à feira no dia 12 de Junho numa hora de almoço em que estava a trabalhar na zona do Marquês. Entrei pela minha zona preferida, o lado onde antigamente ficavam os alfarrabistas, que de ano para ano vão diminuindo. Confesso que tenho uma queda enorme para os livros antigos, os postais em caixas e as edições de capa dura de antigamente. 

Ao entrar deparei-me com a banca das bibliotecas de Lisboa, que não me recordava de ver noutros anos, provavelmente falha minha! Algumas vezes via Amazon já tenho comprado livros de bibliotecas e confesso que me sabe sempre muito bem, porque vêm muito cuidados, em óptimo estado e a preços escandalosamente baixos! Aqui não foi de outra forma, e acabei por comprar um livros sobre Eça de Queirós à volta do Chiado, da Luísa Ducla Soares, que reúne para além de factos biográficos, alguns excertos de obras em que são referidas zonas da cidade. Custou-me 2,02€ e ía-me caindo o queixo quando vi o preço, acho mesmo que cheguei a abrir a boca! Foi o meu primeiro achado, e não podia ser melhor pois tenho uma verdadeira adoração pelo tema Eça+Chiado e o livro ainda tem umas ilustrações lindas!

 

Andei mais um pouco e chamou-me a atenção outra banca, cujo nome não retive, mas que tinha expostas revistas antigas, e o papel amarelado pareceu dançar-me em frente aos olhos! Parei logo ali, algo confusa com o que estava a ver. Perguntei “são reproduções?” “sim, Fac-Símiles dos primeiros números de várias revistas ligadas à cultura e à sociedade desde o princípio do século XX”. Matou-me. “Tem multibanco?” era tudo o que precisava de saber. Não conseguiria escolher uma para trazer, nem duas, nem três, trouxe o pack de todas por 15€ e vim tão mas tão feliz que podia ter-me sentado no jardim a desembrulhar uma a uma como em pequena.

 

Isto é o que gosto na feira, não são autógrafos, não são livros com descontos de 3€ que eu mando vir pela net e me ficam ou mais baratos ou mais confortáveis; são as coisas que não se encontram facilmente, são as pechinchas a cheirar a história, são os pequenos autores e as pequenas edições. São as coisas que me aquecem o coração e me fazem sentir mais preenchida, rica de alguma forma.

 

Há umas semana fui à arrecadação e encontrei o “Trisavó de pistola à cinta” autografado pela Alice Vieira num dia de Camões há muitos muitos anos. Esse também está no coração!

 

20180619_073553.jpg

 

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The bright side

por Catarina, em 15.06.18

Esta semana tenho estado a trabalhar num cliente, o que me obrigou a vir para a zona do Marquês de Pombal, maldizendo a vida a bem da verdade porque não me apetecia nada.

 

Mesmo nada.

 

Gosto muito da minha zona de conforto e sair dela é como ir ao dentista arrancar dentes.

 

Mas vendo o lado positivo na 3ª consegui ir à feira do livro (já falo sobre isto!) e ontem, já em dia de desmontagem, passei uma hora sentada no alto de uma encosta do parque a almoçar a marmita enquanto lia um dos livros que comprei. Não são coisas que consiga fazer muitas vezes, por isso há que apreciar!

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Cartas que não se escrevem III

por Catarina, em 14.06.18

Ando a dizer-te adeus.

 

Acho eu.

 

Por cada noite que adormeço a chorar sinto que mais um bocadinho de ti me deixou.

 

À minha volta ninguém acredita quando digo que desta vez acho muito difícil darmos a volta por cima. Mas o que sinto mesmo é que os problemas se sobrepuseram a nós.

 

Ontem falámos durante 1 minuto e longos 33 segundos. Não falávamos há uma semana.

Fui só eu que tive a sensação que já não éramos nós?

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New findings

por Catarina, em 13.06.18

Há uns meses atrás desisti de vez de ouvir música no youtube e rendi-me a experimentar o Spotify. Até ao momento a versão gratuita chega-me e sobra-me e não me incomodam ouvir meia-dúzia de anúncios o dia todo.

 

Não vou perder-me a elogiar o dito cujo porque muito provavelmente fui mesmo a última a cá chegar!

 

Ontem não sabia o que me apetecia ouvir, e lembrei-me da Carolina Deslandes. Apetecia-me uma voz suave, calma. Conhecia uma meia-dúzia de músicas, mas passei o dia todo, das 9 às 18, a ouvir os álbuns todos em repeat. Não me conseguia fartar. A miúda canta que se farta, tem uma voz linda, e adorei muitas músicas que nem sequer conhecia.

 

Fiquei com esta no  e a sensação de quem abriu uma caixa de pandora!

 

 

 

 

 

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Uma pessoa já tem os pés na fossa

por Catarina, em 12.06.18

Quando liga o rádio às 9.00 da manhã e leva logo com os Nickelback para garantir que afunda de vez!

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Quando os amigos se tornam estranhos

por Catarina, em 11.06.18

Quando é que que os amigos perdem aquele colorido próprio dos momentos de lazer e se convertem em estranhos que estão a viver em nossa casa?

 

Quando é que deixamos de os ver como nossos amigos e passam a ser os amigos da outra parte?

 

Quando é que a paciência para situações mal resolvidas se esgota?

 

Qual é o limite para ignorar o problema e lidar com a acomodação dos outros ao nosso espaço?

 

Quanto tempo é que é aceitável dispor da vida e do espaço dos outros?

 

Resumindo, vou procurar casa novamente, quase 6 meses depois de ter feito mudanças, esta situação arrasta-se, gera conflitos, e eu esgotei a minha paciência. Fui arrastando, e levando, e fingindo que não via, que não vivia, mas não dá mais.

 

Uns dizem que já tive muita, outros que devia ter mais, fico no meio, entalada, sem o meu espaço, sem o meu silêncio e paz de espírito. 

 

Alguma coisa se vai quebrar nesta história, estou a antever, e a tentar não ver o que vai ser.

Mas para além de dormir na diagonal, sinto que não tarda vou estar a procurar casa só para 1.

 

 

 

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O Escher fica em Lisboa até Setembro!!!!!!!

Obrigada a quem ouviu as minhas preces! 

 

 

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Então, e agora?

por Catarina, em 06.06.18

E como é que vai ser?

E como é que vão fazer?

E..?

E...?

E.....?

 

Toda a gente me pergunta o mesmo. Só queria ter notas de 100 por cada pergunta destas que me fizeram nos últimos dias. Queria eu saber a resposta, não para os outros, mas para mim.

Se arrependimento matasse eu sei que estava esticadinha à mais de um mês mas enfim.

Não me arrependo de o ter incentivado e apoiado a mudar e procurar algo melhor, que o fizesse sentir mais realizado e feliz, como eu me sinto profissionalmente; acho que é algo que todos merecemos.

Mas não, não sei como vou gerir a minha vida no momento presente. Não sei como vamos fazer, quando nos vamos ver, quem vai visitar quem. Há muito boa gente neste mundo que já passou o mesmo e sobreviveu, com distâncias maiores até! Mas eu, neste momento não sei como o fazer.

 

A minha vida está uma confusão, como acho que nunca esteve, e eu estou a tentar não dar em louca, não pensando nisso. Tento distrair-me, mas os problemas dormem comigo.

 

As situações mal resolvidas na minha vida prolongam-se e atropelam-se. E eu não sei como vou resolver tudo, nem uma parte sequer.

 

Só queria saber, ter uma pista, ver uma luz.

 

Só queria que pelo menos uma parte se resolvesse, aquela em que tenho os amigos em casa, que ainda não resolveram os seus próprios problemas, e que estão a virar os meus também; só queria que os resolvessem, sem cairmos no ponto em que nos venhamos a chatear. Porque é chato, é mau, não quero fazer o papel da má da fita, não quero parecer egoísta, sei os problemas que estão em cima da mesa, sei que não param de os tentar resolver, mas sei que esses problemas se estão a esticar e estão a pesar nos meus próprios problemas.

 

E logo agora que precisava de um refúgio, sinto que não tenho onde estar, não estou bem na minha própria casa, e não há nada mais angustiante.

 

Soluções, onde se compram?

 

 

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De regresso, acho

por Catarina, em 05.06.18

No último mês o estaminé começou a ficar ao abandono, mea culpa.

Estava cansada, e com nenhuma vontade de partilhar o que para aqui vai.

Ponderei se era altura de fechar a porta, passou-me pela cabeça mais uma vez, normalmente nos tempos mais mortos em que pior que não encontrar o tempo, é não ter a vontade.

 

Não sei se já a tenho, mas vou tentar mais um bocadinho!

 

Voltei de uma semana e um dia de férias! Souberam muito bem, nem vou dizer que foi a pouco, apenas não tinha assim tanta vontade de regressar a uma espécie de nova vida, em que vivo mais ou menos sozinha, por isto e por isto, uma situação nova e uma velha que não se resolveu. Para as duas adoptei o mesmo mecanismo de defesa, não pensar em nenhuma, viver circundando como se não estivesse a acontecer, pelo menos comigo. Claro que depois vêm a, b e c e perguntam-me sobre o tema e a minha vontade é ficar sozinha, quieta e calada.

 

Esta semana de férias, com dois fins de semana e uma sexta feira foram passados entre Madrid e o alto Alentejo.

O primeiro foi a maior surpresa dos últimos tempos, o segundo uma constatação de expectativas tão aguardadas. Mas sobre os dois quero escrever com a calma e a distância que merecem e de que gosto tanto!

 

Vou só ali e já venho!

 

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A desligar....

por Catarina, em 04.06.18

Do modo férias!

 

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