Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]



Às moscas...

por Catarina, em 11.04.17

O estaminé tem andado às moscas, my bad! my bad!, mas o tempo não tem sido muito. O trabalho continua em níveis muito altos, mas é altamente satisfatório, e poder dizer isto é muito bom, não há nada pior do que levantar todos os dias para um trabalho e uma realidade que não se goste. Eu tenho pilhas de coisas para fazer mas equipas 10 estrelas, espaços porreiros, intervalos ao sol com vista para o rio, e quando saio não estou só exausta, mas também feliz.

 

O fim de semana foi de visita relâmpago ao Porto, mas vou tentar falar sobre isto mais tarde!

Autoria e outros dados (tags, etc)

The perfect man

por Catarina, em 06.04.17

Crescemos a ver e ouvir histórias de princesas e príncipes encantados, que viveram felizes para sempre; Quando somos pequenas brincamos a essas mesmas histórias, a Barbie e o Ken são namorados, e depois casam e depois têm muitas Shelleys. Ponto final. Eu achava sempre que isso era uma seca… e talvez pela minha própria história acabava muitas vezes por brincar com a Barbie divorciada, solteira, mão solteira, mulher de negócios, médica, etc. A “minha” Barbie era sempre a mulher profissional que não precisava que o Ken lhe pusesse um anel no dedo. Mas até eu, à semelhança dos filmes que via, acabava por levar essa Barbie até ao desfiladeiro do amor para ela se atirar de cabeça…e porquê? Porque a história dessa Barbie, que até então era tão feliz só consigo e com as suas conquistas pessoais e profissionais, se cruzava com um Ken que era o homem perfeito. Que sabia como a agradar e surpreender na dose certa, que tinha infinita paciência, que gostava de dançar se ela gostava de dançar, que gostava de ficar em casa a ver filmes e comer pipocas se ela gostasse de fazer isso… Eu ainda arranjava sempre maneira do Ken que lhe dava a volta ser rico ou ter umas finanças muito saudáveis, conduzir um descapotável (ainda que nos restantes 90% do tempo esse descapotável Corvette cor de rosa fosse da Barbie), vestir bem (o meu Ken tinha calças de bombazina… ok?) e ser o ‘perfect gentleman’ que nos impingem nos filmes. 

 
Pois bem, esse Ken não existe no homem real, e quanto mais cedo percebemos isso melhor. Depois de crescermos com toda esta aura a tendência é esperar encontrar o homem dos nossos sonhos e geralmente ele não vem numa só embalagem. Encontramos um com muitas virtudes e alguns defeitos, e no seguinte isto já está invertido, porque ninguém é perfeito e acabamos por ter de lidar com isso e fazer escolhas. 
Há uns anos atrás ainda acreditava numa boa parte de todos os sonhos e ilusões que fui criando ao longo dos anos, até conhecer o M, e deixar-me de “merdas”. 
 
Se tivesse que ir à checklist verificar quais os requisitos que ele cumpria, ficava logo a saber à partida que não cumpria todos, talvez até só metade. Não demorei muito a saber que ele não encaixava numa série de pré-conceitos que eu tinha, e perceber que alguns defeitos, daqueles que me tiram do sério, não mudariam, com tempo nenhum. Aceitar uma parte disto é duro; é engolir um sapo atrás de outro, mas preferir olhar o lado bom. A maturidade também ajuda, porque vamos vendo cada vez mais o que realmente importa, e se podemos ou não contar com a nossa pessoa em todos os momentos, e ter noção de quando realmente a nossa pessoa, é a pessoa certa. Ser a pessoa certa não é ser a pessoa que sonhámos, porque muitas vezes esses sonhos carregados de ilusões mostram-nos alguém que no fundo nem sequer combina com a nossa maneira de ser e viver a vida. Se queremos essa pessoa para algo mais, temos que aceitar deixar cair os castelos, e construir a dois uma fortaleza que faça realmente sentido. Porque gosto muito que ele me traga um cesto de flores no dia dos namorados (mesmo ambos achando que é uma data de treta, blá blá blá..), mas gosto ainda mais que se preocupe em fazer-me o jantar e limpe a casa para eu não ter de o fazer nessa semana. Porque gosto que ele saiba o significado de “dividir tarefas” e assuma isso com normalidade, como dado adquirido, sem eu precisar de o lembrar. Porque gosto que ele saiba ir às compras sem eu ter de lhe dar uma lista de instruções. Gosto que ele me deixe ser “bossy” de vez em quando, mas gosto que seja o “adulto” quando eu preciso de ser a criança, ir-me a baixo, dizer disparates ou simplesmente deixar-me levar. Gosto que me deixe organizar tudo para depois me surpreender e ter planeado outras coisas de surpresa. Gosto de poder ligar para ele quando o carro pifa e saber que posso deixar tudo nas mãos dele, que ele limita-se a dar-me a chave do carro dele e resolver o problema do meu como se não fosse nada, quando a mim me arranca os nervos do sítio. Gosto que ele me vá buscar ao trabalho à hora de almoço só para eu não ter de perder o lugar, e gosto que me faça o almoço para eu ir a casa. Se ele era o homem com quem eu sonhava há uns anos? Não. Nem perto. Porque o meu sonho não passava disso mesmo, não era real. Era algo completamente diferente, que no fundo não era para mim, nem para a pessoa que sou e quero ser. A minha sorte foi perceber isso a tempo, porque ele não é o que eu sonhava, é muito melhor, só precisei de aprender a ver, ajustar os pesos da balança, pensar em tudo o que ele era e não era e escolher o que para mim realmente importava.

Autoria e outros dados (tags, etc)

Eu sei que não devia...

por Catarina, em 05.04.17

... mas estou a comer chocolate preto, daqueles para culinária, directamente do pacote. Está a servir para adocicar a montanha de trabalho que desaba sobre mim tal qual avalanche...

Autoria e outros dados (tags, etc)

Reading #8

por Catarina, em 04.04.17

O Grande Gatsby, F. Scott Fitzgerald

 

Mixed feelings sobre este livro. Estou sempre a pensar no filme com o Robert Redford de fato cor de rosa e nos cenários do mesmo e fico com pouco espaço para "construir" outros enquanto leio. Visualizo a casa, os jardins, as luzes, as cores, os vestidos de franjas, as torres de taças de champanhe, e fica-me muito pouco para imaginar enquanto leio. Por norma gosto de ler os livros antes de ver os filmes, mas já vi o filme há muitos anos, tenho lá o dvd para repetir a dose um dia destes, e apesar de ter o livro há uns seis anos ainda não o tinha lido por completo. Mea culpa!


Quanto à história, gosto e não gosto. Gosto das personagens do Gatsby e do Nick e da amizade deles, mas a Daisy irrita-me profundamente e não gosto do tipo de personagem pateta, muito "needy" e sempre nervosinha. O Gatsby persegue um sonho que conservou consigo demasiado tempo, e a meu ver não se apercebe de que o timing passou, como acontece na vida real. O livro não é fantasioso por isso, porque é uma visão mais realista e menos romanceada. 
 
O final revolta-me sempre um pouco, para além da morte do Gatsby ser culpa da Daisy ainda penso que ela já não gostava realmente dele como no passado, mas recebeu o que ele tinha para lhe dar por capricho ou divertimento e provavelmente porque estava farta do Tom. 
 
Identifiquei-me muito com o Nick sempre metido no meio da história sem querer lá estar, arrastado para o “lavar de roupa suja” e confidente de todos os segredos. Gosto que ele seja tão escrupuloso, sério e leal e revi-me muito nas suas atitudes.
 
Apesar de já saber a história ao ler ia-me apercebendo dos sinais fatalistas que eram revelados no ambiente, principalmente no calor do último dia, algo que não conseguiria “ver” se já não estivesse à espera de determinada acção.
 
Sou fã de clássicos e este é mais um que sei que volto a reler daqui por uns anos e talvez nessa altura veja tudo de outra forma.
 

IMG_20170331_214253.jpg

 PS: Adoro esta minha edição com a capa em tons de cinza e azul, é linda!

Autoria e outros dados (tags, etc)

qualquer coisa

por Catarina, em 03.04.17

Ando sem inspiração para o título!! Tenho coisas soltas escritas sem ponta de ligação umas com as outras. Passei um fim de semana ali pela zona oeste com um tempo de verão maravilhoso, com sol, piscina, caminhadas, passeios de bicicleta, leituras e até mergulhos e braçadas; mas só me consigo lembrar que ao chegar a Lisboa o meu frigorifico se passou da marmita e descongelou o congelador.... resultado: o relaxamento esvaiu-se-me em três horas a cozinhar toda a comida para não se estragar muita coisa. Portanto hoje quero ervilhas com ovos escalfados? Salmão no forno? Pescada no forno? Bacalhau no forno? Frango no forno? É só escolher.... Bora lá começar a segunda já com a língua no chão.

Autoria e outros dados (tags, etc)

Pág. 2/2



Mais sobre mim

foto do autor



Arquivo

  1. 2020
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2019
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2018
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2017
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2016
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D





subscrever feeds