Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]



Praxe não é integração

por Catarina, em 14.09.17

Sou declaradamente anti-praxe, sempre fui.

 

Não reconheço nenhum argumento de defesa da praxe; Não é integração, não é convívio, não é acolhimento, não é nada a não ser pura humilhação e degradação por parte de quem pratica e de quem deixa praticar.

Podemos ser muito jovens ao entrar na Universidade, mas acho que com 18 anos já sabemos distinguir à partida o bem do mal, o correcto do errado e por aí em diante; Se não sabemos então o problema é maior e o nosso lugar não é numa universidade.

Universidade para mim também não são festas, não são trajes, não são arraiais nem coisas que tais. Para mim é estudo, é aprendizagem, é educação, é esforço, é trabalho, é definir o caminho que se quer percorrer. 

 

Todos os anos, sem excepção, o tema das praxes salta para as manchetes por esta altura; E todos os anos eu digo para mim que enquanto não houver um governo que proíba de vez estes actos, não vamos a lado nenhum. Proibir sim; já vão havendo universidades com alternativas a esta "dita integração" que não incluem o tipo de actividades normais das praxe, e são essas que devem ser incentivadas; se quisermos realmente mudar isto não é muito difícil ter ideias e criar novas sinergias. 

 

De resto, as "praxes tradicionais" só têm um lugar para mim, no passado; Se as pessoas evoluem continuamente não concebo que se aceite as coisas que se fazem nas praxes hoje em dia.

Alguém vai ter de fazer o papel do "mau" e tomar uma atitude, afinal é assim que se educa.

 

Hoje comecei a ler este artigo do Público; Retirei estes excertos:

“O caloiro é incondicionalmente servil, obediente e resignado”; “não é um ser racional”; “não goza de qualquer direito”. As citações são retiradas de um “Manual de Sobrevivência do Caloiro” que está a ser distribuído, nos últimos dias, por alunos mais velhos aos novos estudantes da Faculdade de Ciências da Universidade do Porto (FCUP). 

No “manual” há uma página em que se elenca um conjunto de “direitos, deveres e permissões do caloiro”. “O caloiro não é um ser racional”, começa por ler-se. As considerações que diminuem a condição dos novos alunos sucedem-se: “A espécie em questão não goza de qualquer direito, salvo o da existência (até por vezes questionável) ”; “O caloiro é assexuado”, “Deve ser sempre moderado no uso da palavra (zurra, grunhe, bale e relincha só quando lhe é dada permissão)”. Mais adiante lê-se ainda: “Não é permitido pensar, opinar, gesticular, buzinar, abanar as orelhas ou pôr-se em equilíbrio nas patas anteriores”.

 

 

Ao fim de cinco minutos ainda não tinha passado deste parágrafo; Não consegui sequer insultar a criatura que o escreveu; Só pensei que todos temos a culpa deste documento existir.

Autoria e outros dados (tags, etc)

The dog is in the house

por Catarina, em 13.09.17

Mas não é um cão qualquer! 

 

É a Triny, a cadela mais fofa e bem comportada que conheci na vida; A cadela que me fez perder uma parte do meu medo de cães. Não sei se foi por ser uma meia-leca, se foi por ser pedinchona, ou se foi por ser uma mimada de primeira. Apaixonei-me por ela facilmente, e ela não resistiu aos meus encantos..

 

A Triny foi adoptada pela irmã do M. num canil; Foi para casa deles com poucos meses e viveu sempre lá os últimos 11 anos. Eu só a conheço à 7;

Vive numa casa com terreno onde pode entrar e sair à hora que quer; Nunca está sozinha pois para além dela, a mãe do M. é a residente permanente daquela casa!

A irmã do M. foi trabalhar para fora há alguns anos, e deixou-a com a mãe para terem sempre a companhia uma da outra. Desde então que na ausência dela a Triny me escolheu para a "substituir"; Quando íamos de fim de semana comecei a ser eu a levá-la a passear mais vezes, e também a facilitar-lhe os biscoitos.

Esta semana por questões de saúde a mãe deles ausentou-se, e para simplificar a logística o M. trouxe a Triny para Lisboa. E aqui começa a nossa aventura!

 

O primeiro dia foi dos mais stressantes da vida dela! Para começar não gosta muito de andar de carro, a melhor hipótese é mesmo é levar um carro comercial onde pode ver as vistas por cma da pala na parte de trás do carro; Caso contrário se ela for no chão do carro ou até mesmo no banco vamos ter largos minutos de choradeira.

 

Os nossos horários até não caem mal nesta situação; O M. passa a manhã em casa, e ela só fica sozinha depois do almoço, até às seis e pouco quando chego eu. A vantagem de ser uma cadela já "idosa" e bem comportada é que deixá-la sozinha em casa não é muito complicado. Não chora, não fica a ganir, não arranha nem estraga nada. 

 

Na segunda feira entrei em casa às 19h. Tive de sair mais tarde, e ela estava sozinha há umas seis horas. Ia mentalmente preparada para encontrar uma cadela louca da vida e talvez uma casa estafada nas não; Bem a cadela estava louca da vida sim.... Enquanto puxei as tralhas que levava para dentro de casa escapuliu-se-me por entre as pernas e fugiu escada a baixo. Tive um longo momento de pânico... Ou ia atrás dela assim mesmo ou ia buscar a coleira e a trela primeiro... Enquanto decidia em milésimos de segundo lembrei-me que tinha acabado de entrar e fechado a porta. Estamos no primeiro andar e é um prédio pequeno, não estava ninguém na escada. Voltei a entrar, coloquei as tralhas para dentro, apanhei a trela e a coleira, descalcei os saltos, calcei os ténis e quando cheguei à porta ela tinha voltado, com o rabo entre as pernas, mas aflita.

Claro. Eram muitas horas.

Sai um xixi mesmo ali na entrada do corredor. 

Sai uma esfregona e um balde rapidamente.

E saímos nós, para a rua. Ela desvairada...Imaginem que passam toda a vida numa casinha entre a praia e o campo... que passeiam na areia, nas ervas, nas dunas, etc.. e de repente estão entre passeios e estradas, sem nunca terem ouvido um ruído de um autocarro. Fomos até a um jardim não muito grande, daqueles com meia dúzia de canteiros, uma fonte que deixou de deitar água e um coreto no meio. Engraçou com um canteiro, sai mais um xixi.

 

Voltamos a casa; O M. tinha-a instalado junto à cozinha, o problema é que no ovo a cozinha e a sala "fundem-se", e não podia chegar à bancada que já é pequena com ela o cesto e as tigelas pelo caminho. Em "sua" casa a menina está habituada a ocupar não um, mas dois sofás; Ora está num, ora está noutro, na sua cesta é que não. 

Toca de re-instalar a miúda;

O M. tinha deixado o sofá coberto com um lençol e uma manta de algodão; A Triny larga pelo, mas muito pelo, mais pelo do que podemos imaginar ao olhar para ela; Ao voltar percebi que ela não tinha gostado do lençol, afastou-o e esteve deitada directamente no sofá; é uma cadela com manhas. Voltei a entalar devidamente o lençol e arranjei o espaço dela.

Tapete na parte do corredor / entrada da sala; Tigela da água e da comida, suficientemente perto da cozinha para limpeza e refill, e uma manta fofinha para se deitar; check

Tapete no canto do quarto com a cesta de sua alteza, mais uma manta fofinha; check

Ela optou por se deitar no tapete da sala junto ao sofá enquanto eu tratava do jantar. check

Fez três tentativas de subir ao sofá. O meu olhar e uns quantos "Não" e deixou-se de ideias. Aqui só há um sofá, e tem de dar para todos, alteza.

 

Depois de comer e arrumar tudo sentei-me no sofá, reservei um canto para ela e fiz-lhe sinal para subir. Esticou-se ao meu lado a levar festinhas na barriga e dormiu que se fartou. Quando o M. chegou ainda deu mais um passeio curto antes de dormir. 

 

Essa noite foi interessante.... voltas e voltas e voltas naquela cesta...e nós a ouvir o barulho da verga de castigo.

Esta noite já foi melhor, só nos acordou às 7 e pouco da manhã, e eu que estava a dormir mesmo bem. Desliguei o despertador, convencida de que já não ia dormir...mas dormi. Que nem uma parva até acordar com um pesadelo e atrasada!

 

Saltei da cama, ela sempre de roda de mim; Engoli o pequeno almoço, atamanquei o lanche da manhã. Tomei banho sem ter tempo de lavar o cabelo. Sai uma trança.... para disfarçar. Saí para a rua olhando a ver se tinha tudo em mim ou se me faltava alguma parte... Acho que claramente o cérebro ficou em casa.

 

A logística com ela é todo um mundo novo a que me vou ter de habituar esta semana e provavelmente a próxima também.

 

Conheçam a Triny...ainda vou falar dela...

Digam lá se não ter ar de lady...?!

 

20170819_192741-1.jpg

 

 

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

Being green

por Catarina, em 12.09.17

Eu, defensora acérrima do ambiente me confesso.... esqueço-me quase sempre da porcaria do saco das compras em casa, ou no carro.

 

É fatal como o destino...ou fica em casa pendurado à porta para não me esquecer de o levar ao sair, ou fica no porta bagagens para me lembrar quando chego ao supermercado; das duas, nenhuma!

 

Arrisco dizer que 70% das vezes dou por mim já na fila quando "cai a ficha" e acabo por comprar um saco de plástico.

 

Quando tenho compras no carrinho e sei que tenho o saco no carro ainda contorno o problema; não compro o saco, coloco tudo no carrinho e ao chegar ao carro arrumo tudo nos sacos que lá tiver.

 

Se não, é a história do costume... mais um saco de plástico, que invariavelmente vai acabar ao monte dentro do armário, até que me lembre de o levar para o carro junto com os outros, ou até que se me acabem os sacos do lixo.

 

Para mim, e para outros como eu com esta cabeça de vento, aqui fica este pequeno vídeo da Greenpeace International:

 

 

Pela minha parte, eu sei que de boas intenções está o inferno cheio, e o que faz falta é mesmo mudar as atitudes, e a forma mais fácil parece-me ser começar pela nossa casa, pelos nossos hábitos.

Primeiro estranha-se depois entranha-se. Se há muita coisa que não podemos ser nós a mudar, então que façamos o mínimo que podemos, já é qualquer coisa a mais que nada!

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

Cartas que não se escrevem II

por Catarina, em 12.09.17
Dizem que falar é fácil, para mim não é. Para mim escrever é que é fácil, falar não. Falar é angustiante, quando tenho algo a dizer, e quando não tenho. Ou quando tenho e não quero dizer.
Para quem gosta de escrever as palavras metem-me medo, as que digo, e principalmente as que não digo.
 
As dúvidas assaltam-me e a incerteza é um problema que não se fecha na gaveta; Vive aqui, está presente, vai ficando de mansinho, instala-se, engole as dúvidas e cresce como uma bola de neve. 
 
O estômago contrai, dói, a angústia pesa no peito como um elefante. De novo a voz embarga, os olhos humedecem, as lágrimas escorrem; Respirar torna-se difícil; é preciso pensar…inspira, expira…mais uma vez, e outra, e outra, e outra… As forças deixam-me, sinto-me tremer dos pés à cabeça.
 
Coragem, é o que me falta; Coragem para procurar o que sinto, para ter certezas, porque ter incertezas é mais fácil; A incerteza não pede uma acção, a certeza pede. Pelo menos a mim. Sinto-me numa panela de pressão…sabendo que fui eu que entrei e coloquei a tampa. 
 
Culpa, instabilidade, os meus nomes do meio. Culpa de quê? Das minhas incertezas, das minhas dúvidas, das minhas certezas, de não ter coragem para tomar atitudes que acho certas, de achar certas essas atitudes, de acreditar facilmente na derrota, de esperar pelo fim de algo que não se espera.
 
Há uns anos atrás tinha um pensamento que me assaltava muitas vezes; uma sensação estranha, desagradável, que em algum momento inesperado iria desaparecer; e numa qualquer reviravolta mais ou menos estúpida, teria o meu fim anunciado. Por vezes dei por mim a conduzir, e num momento sentia o cérebro a parar, como se tudo à volta estivesse suspenso…pensava “é agora”; ficava imóvel, à espera de algo, um som, algo que me dissesse o que se passava, algo que confirmasse outro algo.
 
Nada acontecia, voltava a mim, pensava que estava parva, fechava isso tudo numa gaveta bem funda e seguia a vida.

 

...

Autoria e outros dados (tags, etc)

Hoje fui parar aqui...

por Catarina, em 08.09.17

à rubrica que mais gargalhadas arranca por esta "blogoesfera" fora! 

Obrigada, do !

Autoria e outros dados (tags, etc)

A teimosia da embalagem

por Catarina, em 07.09.17

Eu sou contra o desperdício; Reutilizo tudo o que posso e mais um par de botas; O que não posso reciclo, o que posso dou. Dou para onde acho que faz mais falta...tanto entrego livros escolares para a junta de freguesia mais perto como se forem mais antigos os dou a uma associação que os envie para países onde ainda tenham utilidade.

Gosto disto; gosto de pensar que ao arranjar um destino para as coisas que têm de sair, lhes dou o melhor destino possível e não contribuo para uma pilha monumental num aterro algures. Claro que tenho o reverso da moeda e sou uma consumista desgraçada, mas isso fica de fora agora!

Como sou contra o desperdício deixa-me fula da vida que algumas marcas de cosméticos provoquem isso para gerar mais vendas portanto, eu sou aquela pessoa que espreme a pasta de dentes até o material não ter mais por onde torcer.... O mesmo com o resto das embalagens.

Há duas semanas o creme das mãos ameaçou acabar; eu não vivo sem ele já que tenho muitas vezes a pele seca, seja verão ou inverno.

Disse para mim "meu menino deves estar a gozar com a minha cara....ainda tens muito para dar!"

E fui torcendo...

Ora para um lado, ora para o outro;

Agora dobrando, agora fazendo uma segunda dobra,

Agora torcendo mais em cima da dobra....

E por aí fora.

O creme durou mais duas semanas, e olhem que o uso diariamente, várias vezes!!!!

Hoje deitei-o fora finalmente. Ia a parecer uma daquelas harmónicas de papel do carnaval de tão espremido e dobrado e redobrado...um autêntico origami.... mas como costumo dizer, eu ganhei ao pacote!

Agora já abri a embalagem nova...e já sei que ameaças de acabar significam mais duas semanas para dar conta do resto antes de comprar uma embalagem nova.

É só ter paciência...

Os produtos cosméticos já são causa de poluição suficiente, não custava nada arranjar umas embalagens anti-desperdício; ou melhor custava... Custava porque quem não tiver paciência simplesmente deita fora e arranja outra e assim a marca, seja ela qual for porque o mal é comum a todas, lucra antes do esperado. 

Depois de ter visto dois episódios do documentário Amanhã (Demain, le film) esta embalagem tocou-me mesmo nos nervos!!! (Já agora se alguém souber o que a RTP fez com a terceira parte...eu gostava muito de ver o resto que desapareceu da RTP play.... )

 

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

Cartas que não se escrevem

por Catarina, em 07.09.17

Sou uma pessoa muito emocional, sensível, e como costumo dizer não é difícil chorar por tudo e por nada. Principalmente, por tudo.

 

Por vezes acho mais fácil escrever, em vez de falar nos olhos dos outros; Os olhos dos outros têm efeitos secundários nas minhas mensagens, posso começar a conversa com um objectivo, perder a coragem, e acabar noutro ponto, muito distante do que tinha em mente.

 

Falo de muita coisa de forma abstracta; Principalmente das coisas mais importantes. Acho que se não disser realmente os nomes, as coisas não existem, não se materializam na minha frente, o problema não pede resolução.

Fujo de chamar "os bois pelos nomes" porque não sei como resolver; Por vezes nem sei bem qual é o problema e isso deixa tudo muito pior.

 

Falar não consigo falar; A voz embarga-se, os olhos enchem-se de lágrimas silenciosas, e tudo o que quero é um abraço e a possibilidade de esconder a cara.

Fechar os olhos, dormir, fingir que não aconteceu. Se não pensar não existe, e se não existe não tenho de resolver.

 

Tudo o que não sei me consome, mais do que aquilo que sei. Não sei o caminho, não sei o destino;

Vou andando para a frente com a sensação que não é na realidade a "frente" e sim um ziguezague em fuga da decisão que acho que tenho de tomar. Mas que no fundo não sei se tenho de tomar, não sei se quero, não sei se devo, não sei se posso, não sei como.

 

Ontem adormeci a pensar em pôr por escrito os meus pensamentos, aquilo que acho que quero ou que devo dizer. Adormeci a escrever uma carta que não escrevi.

Autoria e outros dados (tags, etc)

Truques da Avó para tirar nódoas...

por Catarina, em 06.09.17

Em Maio, nos meus anos, fiz um almoço para a família mais próxima, como forma de apresentar o ovo, vulgo, a casa, a todos de uma vez.

Escolhi uma toalha bonita que era da minha avó paterna, cor de rosa, com raminhos de flores bordados;

A comida não ajudava, tinha algum molho, e portanto terminei o almoço com a toalha feita num oito.

 

Mas a minha avó Maria (a materna, porque a paterna já não tenho) ensinou-me a salvar a toalha.

 

Água quente, e fairy da loiça. 

 

Fairy avó?

 

Sim, um detergente da loiça, qualquer um.

 

Mas como?

 

Vais molhando as nódoas com água quente, colocas um bocadinho de detergente na nódoa e esfregas bem; Quando fizeres isso em todas as nódoas colocas na máquina de lavar, com temperatura!

 

Ok... A toalha nem era grande, mas tinha muita nódoa. Aprendi!

 

Nas férias alugámos uma casa, e levámos uma toalha de mesa grande porque éramos mais; Ao longo dos dias foi ficando decorada a medalhas; No final disse à minha mãe que tratava eu da dita cuja. Hoje finalmente lembrei-me da toalha. Como é azul turquesa tive de catar meia casa à procura de roupa escura para lavar com temperatura e não acontecer nenhuma desgraça.

Só me esqueci que a toalha era grande, bem grande, e juro que embora não pareça, comeu ali uma família de índios durante uma semana....a toalha estava K.O. Fui pedaço a pedaço examinando e quando dei por mim concluí que tinha lavado a toalha quase toda à mão, no lava loiça da cozinha. Agora devidamente estendida resta-me esperar que a tenha salvo das nódoas. 

 

A aprender com a avó Maria desde 1990. (Quase como o azeite galo...)

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

No Ovo #7

por Catarina, em 06.09.17

O Ovo: aqueles míseros metros quadrados a que temos chamado casa no último ano.

Aquele espaço minorca que fica num sítio tão feio quanto possam imaginar, cujo prédio está velho e sem manutenção, onde os senhores da água se lembraram de abrir um buraco mesmo à porta que trouxe uma praga de amigas baratas, só aquele bicho que eu mais abomino.

O espaço onde tive de me habituar a andar sempre a fechar as janelas porque o vizinho de baixo fuma à janela, e o do lado também, e eu gostava de chegar aos trinta sem um cancro no pulmão.

 

O ovo, esse mesmo, vamos mandá-lo às urtigas!!!!

 

Passo a explicar: uns amigos moram na rua de cima da nossa; a distância é pequena mas parece enorme! 

Só vou ter saudades da farmácia mesmo ali à mão.

A rua deles é menos feia.

A nossa tem mais estacionamento, mas a deles fica mais perto da zona fofinha ali do sítio.

A casa deles é maior; tem mais um quarto, tem uma cozinha fechada e não uma kitchnet.

Eles vão-se mudar...ainda não sei bem quando, mas vão mesmo mudar de cidade. Vou ter saudades deles, e da pequena que tem um ano. Vou mesmo ter saudades deles, mas quero mesmo ficar coma  casa deles e já não vejo a hora de se mudarem de vez!!!!

 

Aguardo com expectativa esse dia... Espero que nada nem ninguém se atravesse nos meus planos ou sou capaz de um voo picado em cima desse algo, ou desse alguém.

 

Quero mesmo muito mudar de casa. E esquecer-me daquela praceta dos infernos.

 

Portanto já ando a ver os novos catálogo do Ikea e companhia, o site da primark, tudo!!! (Deu para sentir a excitação?!?!?)

 

 

 

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

Cara lavada para um novo ano!

por Catarina, em 06.09.17

Custou, mas foi!

350 mil tentativas depois consegui comprometer-me com o mesmo layout (!!! damn you first love) e uma maquilhagem com mais power!

 

Screen Shot 2017-09-05 at 23.08.30.png

 

 

Autoria e outros dados (tags, etc)



Mais sobre mim

foto do autor



Arquivo

  1. 2020
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2019
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2018
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2017
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2016
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D





subscrever feeds