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Hoje ando por aí

por Catarina, em 31.01.18

Uns dias depois do Natal, um daqueles em que o escritório estava quase às moscas, deixei-me vaguear pelos blogues e lembrei-me de um desafio, não pessoal, mas "geral" que tinha pensado em aceitar em tempos. 

O desafio era do João, do blogue João Freitas Farinha Fotografia e consistia em escrever um texto a partir de uma das fotografias da sua página de instagram. Já tinha começado um texto mas sem tempo deixei-o perdido no bloco de notas. Nesse dia, estava mais "inspirada" e voltei a ver as fotografias para escolher uma que me "saltasse mais à vista". A tarefa não era fácil, as fotografias são todas, repito, todas (!) lindas e escolher uma é difícil. Acabei por me decidir, abri o bloco de notas, e de uma acentada só escrevi um pequeno texto que enviei ao João e que hoje ele publicou aqui!

 

Escrever para mim sempre foi algo natural, sem precisar de muito esforço... se sinto que o esforço está elevado é porque não é natural e não estou a fazer nada de jeito. Em miúda eram quase sempre as minhas composições que eram lidas alto nas aulas, e tenho uma caixa com todos os meus diários.... uns 8, portanto, escrever não é o problema. Depois deixei-me levar pela história que tinha acabado de inventar e fiquei cheia de dúvidas e perguntas.... e resolvi escrever uma segunda versão, noutra perspectiva, exactamente do mesmo momento. Essa está guardada comigo, a pensar se a deixo ver a luz do dia!

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Pontas soltas

por Catarina, em 30.01.18

Tenho calor. Mais do que o costume; O Frio de Janeiro está a esmorecer....e eu torço por uma Primavera asap!

 

Ontem arrumei o carro num sítio; antes de desligar vagou um lugar melhor. Mudei. Fui trabalhar. Quando voltei...pára tudo...ONDE ESTÁ O MEU CARRO?...Aquele pânico de 3 segundos...Ah, mudei-o de sítio, pois foi. Ufa, siga vamos embora.

 

O M. está a ultimar a nossa mudança sozinho... Sobrou-lhe limpar a casa e levar um quadro e os vasos; A bem dizer da verdade também lhe sobrou tratar dos contratos, de TUDO. A bem dizer da verdade eu fiz pouco mais do que embalar coisas ao longo de duas semanas, e ajudar a carregar e embalar no domingo. Não me portei nada mal tendo em conta que trabalho das nove às seis, e tenho aulas duas vezes por semana, e tenho a minha mãe doente, e ainda levei a minha avó ao médico, e trato da comida, e da roupa, TODA; Duas casas, tive de ir ajudar na minha mãe.  Não estou a entender aquele tom dele de quem fez tudo e lhe saiu o alho no prato. Quer dizer, se calhar até estou, mas eu não tenho elástico, não estico mais. 

 

A casa nova, ainda sem alcunha de momento, está que é um caixote só; Não sei positivamente onde estão metade das minhas, poucas (?!) coisas. Para além disso ainda lá mora a nossa amiga com a bebé... ainda estão na fase de mudanças. Sim, mudámo-nos para um apartamento que estava alugado a uns amigos, o que facilitou uma série de burocracias, mas não facilitou em espaço...

 

O trabalho.... está um bocadinho a mais do que o nível desejado..... Bom, bom era abrir uma comporta para escorregar qualquer projecto daqui para fora.

 

Melhor ainda é estar oficialmente em contagem decrescente para o fim do curso de especialização! Sentimento agridoce: é uma logística do caraças, mas estou a gostar tanto que ainda pensei fazer mais uma cadeira; Maaaas não, fico por aqui, saldo positivo, talvez volte para o próximo ano lectivo. Gosto da forma como fazem as coisas por aqui, gostei mesmo muito. 

 

 

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Azul

por Catarina, em 29.01.18

Não é novidade, que nasci em Lisboa, cresci em Lisboa, e estudei em Lisboa. A maior parte da minha família está em Lisboa. Ainda assim conhecer a cidade de palmo a palmo consegue ser uma tarefa árdua…quando acho que já domino a coisa ainda descubro ruas, ruelas, avenidas e praças onde nunca tinha posto os pés.

Estando tão ligada à cidade, e tendo sido sempre tão responsável, tive de descobrir espaços de refúgio, para onde fugir quando o cerco se aperta e eu só quero estar só. Não é invulgar sentar-me ao volante e querer conduzir até mais longe, por vezes não sei até onde mesmo, embora suspeite (!), outras vezes é apenas a vontade de fugir aos problemas, às responsabilidades, às chatices, aos trabalhos. Mas nunca quando precisam de mim. Quando precisam de mim eu estou lá, a toda a hora, a todos os momentos possíveis…. não obstante a vontade escondida e trancada que possa ter no fundo do coração, de fugir, de ir espairecer, de fazer uma pausa.

Em Lisboa, costumava fugir para o cais fluvial de Belém. Estudava em Santos, era boa aluna e não faltava muito, por isso precisava de um sítio perto para me refugiar q.b.; Quando esgotava as opções todas no CCB, era no cais que parava. Podia ou não sair do carro, conforme o frio, e conforme a multidão, mas era raro até há uns anos atrás encontrar por ali muita gente a meio de um dia de semana. Portanto, era o eu canto.

Devo ter herdado do meu avô a mania de olhar o rio; Talvez também do meu pai, o hábito de olhar o mar. Não sei de quem, esta predisposição que por vezes ataca e me puxa até ao fundo, ao mais profundo, ao azul mais escuro. Quando precisam de mim eu nado, luto contra a corrente para sair desse azul, fico onde estou, não fujo nem me escondo. É onde estou.

 

Imagem via Pinterest

 

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Packing up

por Catarina, em 25.01.18

Como se Janeiro já não estivesse a ser um mês super fácil (alerta ironia!) ainda juntámos a mudança de casa!

Deixar o ovo é uma alegria imensa.... principalmente porque sempre odiámos a praceta da frente e a das traseiras, e a juntar a outros ódios de estimação vários, há cerca de dois meses que temos vizinhos novos ao lado, e não, não começou bem.

De forma que ver a casa empacotada, as paredes despidas e os móveis vazios, apesar de causar alguma ansiedade também dá um prazer do caraças! Foi a nossa primeira casa a dois, encerra um capítulo.

Quando digo que vamos mudar para um T2 a pergunta que mais oiço respeita ao segundo quarto e acabo rapidamente a esclarecer que preciso, mesmo, de um escritório!!! Os quartos não são muito grandes, e provavelmente o escritório, onde vou finalmente alojar todos (ou quase todos) os meus livros, também será um mix de closet já que vai conter um roupeiro, os sapatos e outras tralhas!

No ovo também tínhamos a sala e a cozinha juntas, e agora isso vai mudar, e como também vou deixar de usar a sala como escritório acho que vou conseguir ter os espaços muito mais arrumados...o que para uma desarrumada nata como eu é um grande avanço!

Resumindo, este fim de semana vai ser a mudança "grande", entre aspas porque não temos assim tanta mobília, e depois de há uns anos ter empacotado com a minha mãe uma casa de 30 anos, não é este ovo que me assusta! 

Fingers crossed, new chapter begins!

 

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Danger: bad design

por Catarina, em 22.01.18

Quando ouvi há mais de uma semana a notícia sobre o falso alerta de míssil no Hawaii pensei para mim "esta gente é toda louca! estão a gozar com a vida das pessoas!!!???"

Durante cerca de meia-hora, pelo que percebi, o pânico reinou até que a comunicação social começou a desmentir o alerta.

Achei aquilo tudo o fim da picada mas não voltei a ligar ao assunto até que há uns dias atrás me cruzei com um artigo do Don Norman sobre o tema:

 

"What went wrong in Hawaii, Human Error? Nope, Bad Design"

 

A minha atenção despertou logo e fui ler o artigo; 

Realmente, nada como ver para saber; O erro humano neste caso seria quase expectável... surpreendente é como não aconteceu antes dado o interface que os operadores têm à disposição para executar a tarefa...

 

 

Este ecrã, que possivelmente é apenas uma pequena parte de um ecrã maior e com mais informação, mistura alertas Amber (crianças desaparecidas), com alertas de tsunami, com o alerta de míssil, com um alerta para, por exemplo, risco elevado de navegação; São assuntos de segurança? São, mas os tópicos estão todos misturados e é quase impossível perceber que a opção correcta, de teste, era "DRILL - PACOM....." e não a opção sem o "DRILL". Qualquer humano estava sujeito a cometer o mesmo erro.

 

O Don Norman (um senhor que para os designers é mais ou menos Deus no Céu e Don na Terra!) explicou isto e mais um bocadinho no artigo que referi em cima. Leva cinco minutos a ler e explica, mais uma vez, quão impactante pode ser o mau design da vida das pessoas!

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Guia para designers felizes

por Catarina, em 18.01.18

Um destes dias fazia scroll no facebook quando encontro uma imagem que abordava o tema da burla no BPN; Uma análise rápida com os meus olhos de falcão para estas coisas e detectei: que era uma notícia "criada" por alguém, que não era uma ligação de uma fonte jornalística conhecida mas tinha sido partilhado por alguém, e que estava escrito em comic sans. Em 2 segundos o meu scroll tinha seguido viagem.

 

Para quem não sabe ou não se recorda, o comic sans é um tipo de letra que nasceu algures nos anos noventa e tinha muita saída para os trabalhos da escola ficarem mais "cool"; da mesma época também podemos recordar o  wordart que tal como o primeiro não deveria ter nascido, muito menos com recurso a degradés de 378 mil cores que o espectro visual consegue discernir num mesmo milímetro quadrado! 

 

Quem estuda coisas como cor e tipografia (cof cof, nós designers e outros), ganhamos anti-corpos para estas coisas, mas não evita que quando avistamos algum exemplo magnífico os nossos corpos não fiquem eriçados como um gato alérgico.

 

Quando se produzem conteúdos para a web, principalmente para redes sociais, conta-se com cerca de cinco segundos para captar a atenção do leitor, ou perdê-la para todo o sempre; Publicações como esta que descrevi não precisam sequer de dois segundos pois recorrem a grafismos que não dão credibilidade, um deles neste caso a fonte comic sans. Para além desse, senti-me agredida por outro elemento: o texto justificado! Outro flagelo das ferramentas de edição de texto é o botão para justificar, que em 99,9 por cento das vezes produz um texto cheio de buracos que em design apelidamos carinhosamente de "rios", e menos carinhosamente de "dentes-de-cavalo". 

 

Portanto, resumindo, não é o conteúdo que vos dá a vitória na corrida de cinco segundos pela atenção, é o aspecto credível ou o ar de embuste. Não sei quem produziu o conteúdo, nem o li, mas podia estar cheio de razão e factos que eu nunca conseguiria ler e acreditar na credibilidade da fonte. Quando quiserem partilhar informação com o mundo, e tiverem como propósito que alguém no mundo a leia, lembrem-se destas duas regras básicas: morte ao comic sans e morte ao texto justificado!!!

 

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Pesadelos de telemarketing

por Catarina, em 17.01.18

Sinto que já escrevi este post dezenas de vezes...pelo menos na minha mente!

Já tive várias abordagens com acções de telemarketing: já quase me passei dos carretos com as pessoas do outro lado da linha, já cheguei mesmo a passar-me com as pessoas do outro lado da linha, já tentei pedir para apagarem o meu contacto das bases de dados, já tentei recusar simpaticamente as ofertas, já quase fui insultada por deixar que falassem antes de recusar porque estavam a perder tempo comigo e já cheguei a ameaçar pessoas que se me voltassem a contactar íamos todos parar a tribunal!

 

Eu tento (ou já tentei e desisti...) fazer um esforço para compreender que do outro lado da linha há pessoas a tentar ganhar um salário, e que se calhar não têm outra alternativa. Para mim é um trabalho que não serviria, nunca, mais depressa servia cafés ou dobrava camisolas, mas adiante; Na grande maioria das vezes estas pessoas têm um discurso típico de quem levou uma lavagem cerebral a atender um telefonema destes dá-me a sensação que me estão a enfiar um escovilhão de garrafas pelos ouvidos adentro. São poucas, raríssimas vezes que recuso de forma rápida e prática e alguém do outro lado reage de forma minimamente educada, e quando o contrário acontece eu fico com vontade de os presentear com um tijolo na testa, e acabo eu a gerir níveis de frustração!

 

Na última semana e meia então começou o descalabro... não sei em que base de dados o meu nº anda a circular, mas se não fossem os sites que dizem de onde estão os números a ligar eu já tinha explodido! Agora quando não conheço pesquiso primeiro para saber de onde é, e quando confirmo resolvo o assunto bloqueando, ao invés de atender, escutar, recusar, arriscar insultos, pedir para não ser contactada e acabar ignorada!

Os resultados são muito positivos: só esta semana, e sim, ainda é só quarta feira, e eu já bloqueei cinco números diferentes de uma só operadora e mais um de uma seguradora!

 

Quem inventou aqueles sites de identificar números merece assim uma ovação de pé generalizada, muitas palminhas e abraço do fundo do coração!

 

 

Imagem via pinterest

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Bookaholic

por Catarina, em 16.01.18

Depois da Happy ter publicado a sua pilha de livros, eu resolvi partilhar a minha! Embarquei nisto como se fosse um desafio, na esperança de que ao tornar a lista pública isso irá exercer em mim uma certa pressão... simpática, para não acumular mais livros por ler!

Como os meus livros "ongoing" estão espalhados por casa, por casa da mãe, e até pelo escritório (e não são nada leves) foi mais fácil fazer a coisa assim:

 

Livros que comecei a ler e ainda não acabei (e alguns vou demorar a acabar!)

 

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Livros que vou levar uma eternidade a acabar: uns porque leio tipo consulta, todos porque não são prioritários...

 

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Livros que encomendei e que estão em fila de espera, nos quais eu deveria levar choques eléctricos se os tentar ler antes dos outros mas que gritam por mim em altos berros!

 

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Coisas estranhas que me acontecem...

por Catarina, em 16.01.18

Ia a caminho do trabalho, num passeio onde há uma única árvore e quando passo lá debaixo cai uma folha que me acerta precisamente no lábio! Sabia lá eu que uma folha pesava tanto quando caía da árvore?!?!

Cheguei ao escritório com a sensação de ter levado uma chapada...levezinha, mas ainda assim sinto-me agredida pela natureza!

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Reading #15

por Catarina, em 15.01.18

Carta a Uma Amiga, Inês Pedrosa

 

A primeira leitura de Janeiro foi, sobretudo, improvável.

Na altura do Natal a biblioteca da escola da minha mãe fez uma feira do livro, e eu, não sei se já vos disse, mas não resisto a uma feira do livro!

Acabei por comprar este, com a intenção de o oferecer, mas depois das prendas embrulhadas ele continuou em cima da mesa da sala, e acabei por ficar com ele. Ganhei-lhe afeição, curiosidade pelas páginas, pelas fotografias e por ser um livro bonito. Folheei e li alguns trechos, a curiosidade aguçou-se e na quarta à noite, dei por mim com algum tempo "livre" mas sem vontade de continuar o que andava a ler...

Resolvi tirar as teimas e comecei....só que não queria mais parar. Não conhecia nada desta autora, mas agradou-me a escrita, a fluidez do discurso, e a sensação de familiaridade que o livro me transmitia. Podia ter lido tudo de uma assentada, não era assim tão grande, mas como à meia noite os olhos já queriam fechar resolvi guardar o resto para outro dia, porque achei que esta escrita tinha de ser saboreada, não podia ser consumida às pressas.

Acabei-o na sexta-feira à noite, e apesar do entusiasmo inicial senti que na primeira parte atingi o "pico" e depois comecei a descer; a última parte acabou por ser mais uma reflexão da narradora, num discurso mais abstracto e com menos pedaços da história que me tinha cativado no início, a história de Helena. Teria gostado de ler mais, saber mais; Na verdade tive dúvidas sobre o número de personagens... talvez por ter acabado de ler o livro antes de dormir, com algum cansaço em cima, ficava na dúvida se havia Helena, a narradora, e outra, ou se a outra éramos nós, as leitoras. 

O balanço acabou por ser positivo, e foi bom para arrancar o motor das leituras deste ano. As fotografias são bonitas e a certa altura pensei em como meia-dúzia de fotografias simples mas poderosas podem dar o mote a um enredo, um conto, qualquer espécie de narrativa, um mundo de possibilidades!

Agora que um já foi, toca a ir atacar o resto da pilha! 

 

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