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Uma salva de palmas para....

por Catarina, em 24.05.18

As pessoas que fazem listas de coisas para comprar e depois:

 

1. não levam a lista quando saem para ir às compras;

2. não têm sequer ideia de onde deixaram a lista.

 

E acabam por ter de refazer a lista mentalmente!!!

 

(Eu! Eu!)

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O problema está na cabeça

por Catarina, em 17.05.18

Já comecei este texto de mil e uma maneiras, a melhor foi ontem, de cabeça, mas não escrevi e já não consigo pôr de pé como estava.

 

Desde cedo que fui complexada com a imagem. O peso, a altura, o cabelo, a barriga, as pernas, as unhas, as sobrancelhas, os ombros, a massa muscular e a falta de ossos. Nem saberia por onde começar se fosse contar a história toda.

O tempo e as mudanças de idade foram permitindo algumas oscilações, ora para melhor, ora para pior.

 

Quem olhar para mim vê uma pessoa normal. Como em tudo nesta vida, o termo”normal” não é consensual. Para uns é uma coisa, para outros traduz outra diferente.

 

Eu sempre me achei “normal”, nem muito bonita nem muito feia, nem muito gorda, nem muito magra, e ligeiramente baixa, petite, que soa mais bonito.

 

Os meus olhos sempre foram extremamente auto-críticos com a minha imagem, e sempre me consumiu muito o aspecto. Clichés à parte, sobre a beleza interior etc, o certo é que a imagem é um cartão de visita, é o primeiro momento em que os outros vão fazer julgamentos. Não escrevo isto de forma depreciativa, apenas assumo isto como um facto. E não abordo isto por me preocupar demasiado com opiniões alheias, essa não é a questão. Para mim a opinião que conta sempre foi a minha, se eu não gosto de algo em mim, pouco me importa que outros não o vejam, eu sei que está lá. Também acabo por não ouvir se me dizem algo "bom" com o qual não concordo, ou se me vêm de uma forma que eu não identifico. Cai tudo no vazio.

 

No campo da “beleza” temos várias portas de entrada, temos o exercício, a alimentação e a cosmética, assim em grandes chapéus de chuva. Apesar da alimentação na minha vida sempre ter sido maioritariamente saudável, não vou dizer que não cometo asneiras volta e meia. Apesar de sempre ter tentado ter uma vida relativamente activa e incluir algum exercício numa base regular, não vou dizer que não sou preguiçosa e que não encontro mil e uma desculpas para me baldar. E apesar de achar que a cosmética não resolve nada, não vou mentir e dizer que nunca me socorri de cremes, chás, comprimidos e coisas assim para melhorar o aspecto.

 

O resultado de tudo isto é muito proporcional à nossa dedicação claro.

 

Em plena adolescência, digamos 14, 15 anos, comecei a ter alguns “acessos” depressivos, sentia-me sozinha, triste, muitas vezes nem tinha razão para isso, ou por outro lado, muitas vezes ao pensar nisso não reconheço a razão. Provavelmente há coisas que vivemos na adolescência que desvalorizamos em adultos. Nessa época, em “pseudo-crises” comecei a comer por impulso, de preferência porcaria da grande….um pacote de batatas fritas, um frasco de azeitonas, uma tablete de chocolate, até das de culinária servia, sei lá, o que encontrasse na dispensa. E depois desse acesso mais ou menos demorado, vinha a culpa, e com ela um enjoo enorme. Uma raiva, um ódio por ter feito aquilo e comido que nem uma lontra. E depois disso vinha o vómito. Sim, provocado.

 

O nome técnico disto é bulimia, mas nunca considerei que tinha um distúrbio. O certo é que é o tipo de coisa que quando se faz uma vez passa a ficar acessível, a vez seguinte é mais fácil, a outra a seguir é ainda mais fácil, e em pouco tempo o hábito passa a necessidade.

Começava a controlar melhor o que comia, e a ter mais cuidado, mas a cabeça passava a controlar-me e em pouco tempo a necessidade de vomitar depois de almoçar ou jantar, ou comer porcarias à tarde era muito maior.

Quando ia almoçar a casa estava sozinha, e ao lanche muitas vezes também, apenas depois do jantar era mais difícil faze-lo sem que a minha mãe percebesse. Acho que até hoje nunca soube, e eu aprendi a mentir, descaradamente.

 

Ao fim de um mês e pouco já estava mais do que habituada, e até na escola o fazia, sempre com cuidado para que ninguém percebesse.

 

E depois, ao fim desse tempo, quando percebi que estava viciada em fazer isso fui pesquisar, li sobre os efeitos que o ácido tem no esófago, garganta, dentes; Li sobre as consequências para o estômago enquanto músculo ao fazer contracções exageradas e sobre os efeitos gerais a longo prazo que eram mais do que muitos, e assustadores.

 

Li, matutei, e resolvi-me, parei. Mas soube desde esse momento que o problema estava na cabeça e que portanto tinha que controlar melhor o que comia para não me voltar a ver em posição de o fazer novamente.

 

Passaram mais de dez anos, e não posso dizer que nunca mais o tenha feito, fiz, ainda há dois dias o fiz, e por isso escrevi este texto, porque de repente tudo ficou tão presente de novo.

 

Mais uma vez, sei que o mal está na minha cabeça, e sei que o melhor que posso fazer é controlar a alimentação e fazer mais exercício, pois isso evita a culpa, e não haver culpa previne o resto.

 

Ante-ontem caí na esparrela da minha mente, ontem ensinei-lhe quem manda, só com meia hora de exercício, em casa, na minha paz e sossego, com a minha música.

 

Sei que raras vezes me olho ao espelho e não encontro um defeito; Vou ter sempre as estrias de quando emagreci do 40 até ao 32, vou ter sempre alguma celulite que acho que nem à porrada se consegue eliminar, vou ter sempre uma curva mais ou menos ligeira na anca, e outra na barriga; mas é mesmo assim, não posse redesenhar-me, sou a única coisa que não consigo resolver com um desenho vectorial!

 

Resta-me ensinar a cabeça e portar-me bem.

 

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TAG: Sunshine Blogger Award

por Catarina, em 14.05.18

Deixei esta estreia para começar bem a semana!

 

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Fui apanhada numa curva e aceitei o desafio da letra éme que se lembrou de mim para responder à minha primeira Tag!

 

Confesso que já li as instruções 3 vezes, por isso vamos lá às regras:

- Agradecer ao blogger que te nomeou.

- Responder às 11 perguntas que te foram dadas.

- Nomear 11 bloggers e fazer-lhes 11 perguntas.

- Colocar as regras e incluir o logótipo do desafio no post. 

 

Começo pela primeira, e agradeço letra éme o simpático desafio, fiquei muito contente com a lembrança e o interesse!!

 

Agora as respostas....

 

Agora, vamos às minhas 11 perguntas:

 

1. O que serviu de inspiração para o nome do teu blog?

Queria algo que deixasse transparecer um pouco de mim e pensei em algumas das expressões que mais uso que se adequassem a um espaço onde queria escrever, como um diário.

 

2. Preferes chegar com poucos minutos de atraso ou meia hora mais cedo?

Meia hora mais cedo, sem dúvida; Sou paranóica com a pontualidade, ao nível de um britânico, mas talvez mais louca. Antecipo tudo o que pode correr mal e que me atrase de forma que já aconteceu chegar uma hora antes a um compromisso!

 

3. Chá ou café?

Chá! Apesar de gostar de café, o meu melhor amigo é o chá, quente ou frio, conforme a estação do ano e as necessidades. 

 

4. Qual foi o último livro que leste?

Acabei de ler "A livraria dos destinos" de Veronica Henry.

 

5. O que querias ser quando eras criança e o que mudou entretanto?

Em miúda quis ser muita coisa, desde caixa de supermercado, a cabeleireira, veterinária ou professora como a minha mãe. Já na escola comecei a destacar-me nas artes e a pouco e pouco o caminho foi surgindo!

 

6. Qual é o melhor elogio que alguém te pode dar?

Sou um bocadinho vaidosa do meu trabalho e adoro quando me dizem que sou competente e que entrego o trabalho sempre a horas e sem falhas.

 

7. Gatos ou cães?

Though one. Não consigo escolher esta! Nunca tive animais em casa, e desde cedo desenvolvi algum medo de cães. Ainda assim fico dividida porque nos cães atrai-me a relação com os donos, nos gatos a independência dos mesmos!

 

8. Recebeste uma proposta de trabalho irrecusável na Austrália e tens apenas 24h para responder. O que farias?

Esta é fácil porque a Austrália nunca me atraiu muito de forma que recusava na hora! Se fosse outro país ou cidade específicos aí poderia ter um problema!

 

9. Qual é a tua mania mais estranha?

Tenho um vício horrível de roer as unhas, e a mania de querer controlar e planear todos os aspectos desta vida!

 

10. E o teu maior arrependimento?

Procuro não me arrepender muito das coisas porque como penso muito no que aço e não faço, e fui sempre assim, sei sempre que determinada decisão teve uma razão de ser. Mas arrependo-me de não ter cortado alguns males pela raiz mais cedo, e de ter tentado alimentar coisas que não existem.

 

11. Para terminar: diz três coisas pelas quais te sentes grato/a.

Sinto-me grata pela minha vida, pelas pessoas que me rodeiam e por ter a felicidade de fazer o que gosto todos os dias.

 

Agora as perguntas que deixo:

  1. O que te levou a criar o blog?
  2. Qual o teu maior sonho de criança?
  3. Qual foi a viagem que mais te marcou?
  4. Qual a viagem que ainda gostarias de fazer?
  5. Qual o teu livro preferido?
  6. O filme que vês vezes sem conta?
  7. Aquela música que te muda o dia?!
  8. O que te leva a perder a paciência?
  9. O que fazes quando te sentes à beira de um ataque de nervos?
  10. Qual o teu maior defeito?
  11. E a melhor virtude?
  12. Qual o teu blog "vício" que lês a toda a hora?!

 

E os nomeados são....

 

Chic'Ana

Procrastinar também é viver

João Freitas Farinha Fotografia

Depois dos 30

Mar de Maio

O Quiosque

Maria das Palavras

Desabafos da Mula

Happyness is everywhere

Há mar em mim

Lost in wonderland

 

Quem quiser alinhar no desafio sinta-se à vontade...fico à espera 

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28 and counting

por Catarina, em 13.05.18

 

Mais um ano. Todos os anos, mais um. E eu que desde há alguns anos não acho piada a fazer anos, lá conto mais um, como todo o mundo, com a ligeira falta de entuasiasmo do costume! Principalmente porque a cada ano que passa acho que me começo a sentir uma velha... não sei, mas em vez de ler 28, penso quase 30, e estou onde queria estar? Não sei bem. Depois é isto, dá-me para pensar, e avaliar. Se calhar é melhor deixar essa parte para outro dia, vestir o melhor sorriso e ir fazer aparições à família! Happy B-day to me!

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Constatações sobre dormir na diagonal

por Catarina, em 12.05.18

Ante-ontem fiquei sozinha em casa…

O M. não estava, como não vai estar dentro de um mês.

Avizinham-se mudanças, literalmente, as dele pelo menos, para 400km de distância, 5 dias por semana.

Portanto ontem fiz o “aquecimento” para aqueles que vão ser os próximos tempos, 4 noites por semana, no mínimo, a dormir na diagonal.

 

O que percebi? Se com ele posso dormir de calções e top ou t-shirt, sem ele tenho frio, e preciso de um pijama, ou um casaco, e um par de meias. Ou uma manta por cima dos lençóis e do edredon.

 

Adormecer é mais difícil, em vez de apagar logo consigo ouvir os barulhos todos, na rua, na casa dos vizinhos, no prédio, até ao passar da água pela canalização! Estava a irritar-me de tal forma que a certa altura estava a roer as unhas para adormecer.

 

Como me posicionei mais ou menos a meio percebi que não chego bem a nenhuma das duas mesas de cabeceira, mas não consigo evitar “espalhar-me” pela cama.

 

Acordei de madrugada na diagonal, com a cabeça na almofada dele, a babar-me como quando era criança!

 

De manhã sair da cama é mais complicado; Isto porque não estando lá ninguém para ver se estou muito atrasada ou não, nem a incentivar-me a sair da cama....eu vou ficando, e ficando, e ficando....

 

Depois como passo a ser a última a sair de casa cabe-me a tarefa de arejar logo o quarto e deixar a cama feita antes de sair.... o que me parece que só irá acontecer de vez em quando!

 

Vão ser umas noites muito interessantes estas daqui para a frente....

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Constatações do dia

por Catarina, em 10.05.18

Encerrar uma conta no banco implica assinar quase tantos papéis como para comprar uma casa.

 

Depois de umas 15 assinaturas acho que a primeira e a última são de pessoas diferentes, e que nenhuma se parece com a letra do cartão de cidadão!

 

Já agora, o que é que nos dão a beber quando fazemos os cartões de cidadão?

Na maioria das vezes parecemos serial killers em fuga e a assinatura que lá fica nunca é a forma como assinamos correntemente.... vale mesmo a pena.

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Quebrar a inércia

por Catarina, em 08.05.18

Nas últimas semanas devo ter escrito dúzias de posts....na cabeça, porque na prática foram muito poucos.

 

Não tenho tido vontade...até começo a delinear os pensamentos na cabeça e a organizar textos mentalmente, mas na hora de vir escrever deixo-me ficar onde estou.

 

Não sei bem porquê, não me tem apetecido.... Adorava conseguir explicar, nomear uma razão, até já pensei em algumas, mas não me parecem verdadeiras, e não consigo mentir a mim própria!

 

Nas últimas semanas li mais, consegui estudar um pouco mais, mas nem por sombras na quantidade e qualidade que gostaria. Acho que andei a comer melhor, mas a balança não está muito certa disso.... ainda assim ontem entrei em casa às 20 horas e estive na cozinha até às 21! Jantei uma sopa reforçada e umas panquecas.... o jantar que fiz, já não tive coragem de o comer de tão cansada que estava!

Ainda por cima, eu saio à minha avó.... nós não conseguimos cozinhar sem sujar literalmente todas as superfícies possíveis.... Eu tento, a sério que tento, mas na ideia de ser mais rápida acabo por me atrapalhar toda. A minha mãe diz que é falta de prática, eu umas vezes concordo outras não. Acho que o dia que trazemos em cima também contribui ou não para isso.

No fim de semana fiz uma tarte de requeijão para levar a um jantar com amigos. Nunca tinha feito aquela receita que pedi a uma amiga, e com tempo, calma, sem stress, correu super bem, ficou uma delícia e sujei muito pouco!

 

Dentro de um mês mais ou menos a vida aqui em casa vai dar uma volta de 180º. Vou tentar aproveitar o embate para alterar algumas rotinas que acho que posso melhorar, e tirar algum proveito disso... Let's plan!

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Reading #17

por Catarina, em 02.05.18

A livraria dos destinos, Veronica Henry

 

 

Agora que já aqui contei a minha história, posso confessar porque comprei este livro: não foi a sinopse, não foram as críticas, não foi nenhum ranking.

Foi nada mais do que a curiosidade de ler sobre outras histórias de amor que começam numa livraria, com livros, rodeados de páginas com outras tantas histórias. Foi o reverso da medalha, foi ver no papel o que se pode viver na vida real; Foi ao contrário da maioria das vezes, em que lemos um romance que na maioria das vezes pensamos não ser possível e acontecer apenas no papel.

 

Talvez por isso a expectativa fosse enorme, e nesse sentido o livro tenha sofrido e  não me tenha arrebatado como eu gostaria.

 

Ainda assim a palavra que usaria para o caracterizar é: surpresa.

 

Ao longo do livro senti algumas vezes que a história ia ser algo, e depois era diferente; Isto foi bom, porque a minha tendência de pensamento estava a levar-me a acreditar que a história seria previsível, e no fundo não foi, pelo menos nos pontos chave, e isso para mim já valeu a leitura.

 

É um livro agradável, simpático, relativamente leve, ou não fosse a morte um evento basilar à história, a palavra que me ocorre e não estou a conseguir traduzir: “cosy”. É  aquele livro para ler enquanto está frio e nos escondemos debaixo de uma manta ou dos cobertores, que podemos acompanhar com uma taça de vinho ou uma caneca de chá e ler de seguida.

 

Embora não me tenha identificado muito com nenhuma personagem, o que normalmente me faz gostar mais do livro, apreciei a diversidade das mesmas e das acções que decorriam paralelas; Apenas o tempo que demora a passar por vezes me pareceu tornar algumas partes mais chatas.

 

É um livro que irei reler eventualmente, mas não foi aquele livro que ficou aqui marcado como eu gostaria. Deixou-me sim uma enorme vontade de conhecer os arredores rurais de Oxford onde a história se desenrola, e aquelas “chocolate-box villages” inglesas!

 

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Acabadinho de ler numa esplanada, devidamente acompanhado pelo Sol de domingo!

 

 

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