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Reading #10

por Catarina, em 12.05.17

História de Quem Vai e de Quem Fica, Elena Ferrante

 
Aviso à navegação: talvez esteja a ser repetitiva mas adoro esta mulher! Elena Ferrane entrou para o meu top de leituras e não há-de sair de lá jamais. 
 
Spoiler Alert! Vou continuar a deixar escapar coisas…
 
 
Em relação aos anteriores acho que este livro tem uma camada maior de história política e deixa definitivamente os limites de Nápoles.
Passamos a saltitar entre cidades: Nápoles, Milão e Florença, como se em cada volume a autora fosse alargando a área e introduzindo uma nova cidade.
 
N' “A História do Novo Nome” vemos Elena sair do bairro e deixar para trás a sombra das influências de Lila, mas neste acabamos por assistir a uma recaída acentuando a dicotomia de amor/ódio da sua amizade. Lentamente volta quase a ser a “velha” submissa Lenú mas consegue parar antes de cair totalmente.
 
Sabemos que casou com Pietro sem o amar verdadeiramente, mais não seja porque sabemos que ama Nino desde as primeiras linhas e não irá nunca esquecer essa ligação. Só não esperava ver o concretizar desse amor infantil e adolescente assim de repente. Achei de facto que iria ler o acalentar desse sentimento até à última linha sem que a protagonista o vivesse. Gostei que assim não fosse porque é mais um sentimento com que me identifico: o da “espera recompensada”, e não há nada melhor do que viver algo que se desejou por tanto tempo, independentemente do resultado, tudo é melhor que a incógnita de não o viver; Porque há histórias que simplesmente têm de ser vividas.
Embora esteja a adorar esta reviravolta inesperada não confio em Nino, e receio que a qualquer momento Elena dê um trambolhão com isto tudo. 
 
Quanto a Lila senti que deixou que Elena a ajudasse, a sugasse ao desespero em que vivia mas depois sentindo-se diminuída tornou-se novamente má, vingativa. Quase nunca bem doseada, a amizade das duas vive daquilo que não dizem, que calam e guardam, numa constante competição imposta doentiamente por Lila.
 
Vou fazer um esforço para ler o próximo mais devagar, para saborear e reflectir com mais tempo, porque esta loucura que me leva a consumir os livros como se não existisse mais nada no planeta deixa-me infeliz quando chego ao fim e vejo que acabou. 
 
PS: Ando desdo o dia 2 de Maio para publicar isto mas esqueci-me de tirar a fotografia, e como acabei de ler o livro numa varanda algarvia não vai dar para voltar lá e fazer a foto! Fica para a próxima.

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Reading #9

por Catarina, em 17.04.17

História do Novo Nome, Elena Ferrante

 

 

Spoiler Alert! Estou obcecada com a história e vou dizer tudo o que me vier à cabeça!
 
 
A semana passada mergulhei na “História do Novo Nome” e fiquei presa. Elena Ferrante é genial, pura, genuína; Ler um destes livros é uma explosão de emoções, de sentimentos, de coisas, de tudo. Fiquei em tal estado que tendo lido pouco durante as manhãs da semana passada aproveitei o fim de semana e devorei, sem exagero, os restantes 80% do livro. Foi quase de uma assentada só. Melhor que tudo ainda é ler o Verão passado em Ishia deitada na areia debaixo de um sol morninho e com uma brisa envolvendo-nos no cheiro a mar.
 
Faltam-me as palavras para a forma como me agarrei a esta história e aos anos de juventude de Lila e Lenú; Mesmo sem ter lido os últimos dois livros sei que este é um forte candidato a preferido.
A paixão não correspondida de Lenú por Nino, aquele Verão de ilusão e desilusão dissera-me muito, e levaram-me aos meus anos de adolescência, onde as paixões crepitavam na areia quente, onde as emoções eram explosivas, e tudo começava e acabava com a maior rapidez, quase sem dano. Quem não viveu já um desses verões, ou uma dessas paixões? No caso de Lenú não foi uma paixão nova, fulminante, mas antiga, acarinhada, acalentada. Foi um mergulho entre a esperança, a ilusão e a angústia, o desespero, a impotência sobre os sentimentos dos outros, e pior neste caso, ver Nino escapar-se até Lila,, essa sim, uma paixão inesperada.
Identifiquei-me mais uma vez com Lenú, reservada, discreta, pré-disposta a viver no seu turbilhão de emoções silenciosamente, mas talvez não tivesse a sua calma sofredora ao ver o desenrolar da história. Identifiquei-me também com a necessidade de afastamento que sentiu, e gostei de a ver prosseguir, crescer para além dos “limites” impostos por Lila. Gostei de ler a evolução da sua vida, as suas conquistas, a independência e o esforço recompensado. Quando acompanhamos o seu crescimento vamos passeando também para fora dos limites do bairro, até Pisa e Milão e tomamos noção dos contrastes.
 
Já Lila irritou-me, odiei-a e ao mesmo tempo consigo sentir pena dela, e compadecer-me das suas atitudes. No entanto não acho que se tenha iludido com Stefano, mas sim preferido ignorar o que poderia ver antes de se casar e ascender. Não gostei de a ver roubar Nino, mesmo sabendo o que Elena sentia, mas compreende que a sua vida fosse despojada de sentimentos tão fortes como os que ele lhe despertou. Percebo que tivesse necessidade de viver outra vida que não a sua, mas gostaria de não os ter visto usar Elena. No final entristece-me o caminho que Lila percorre no reconstruir da sua vida mas tenho esperança em qualquer outra reviravolta.
 
Nino, vejo-o pelos olhos de Elena, como figura apaixonante, e custa-me dizer que se comporta como um sacana, que estraga as vidas por onde passa, sem querer, por se deixar levar por todos os seus sentimentos. Não é um sofredor silencioso, mas sim um “gritador” que sente necessidade de expor ao mundo o seu amor, ou diria antes, a sua paixão.
 
As últimas linhas do livro dizem-me que voltará à vida de Elena, e por mais que queira ler o realizar desse amor, sinto que a sua passagem vai ser mais trágica do que benéfica. Mal posso esperar pelo próximo livro!
 
 

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Reading #8

por Catarina, em 04.04.17

O Grande Gatsby, F. Scott Fitzgerald

 

Mixed feelings sobre este livro. Estou sempre a pensar no filme com o Robert Redford de fato cor de rosa e nos cenários do mesmo e fico com pouco espaço para "construir" outros enquanto leio. Visualizo a casa, os jardins, as luzes, as cores, os vestidos de franjas, as torres de taças de champanhe, e fica-me muito pouco para imaginar enquanto leio. Por norma gosto de ler os livros antes de ver os filmes, mas já vi o filme há muitos anos, tenho lá o dvd para repetir a dose um dia destes, e apesar de ter o livro há uns seis anos ainda não o tinha lido por completo. Mea culpa!


Quanto à história, gosto e não gosto. Gosto das personagens do Gatsby e do Nick e da amizade deles, mas a Daisy irrita-me profundamente e não gosto do tipo de personagem pateta, muito "needy" e sempre nervosinha. O Gatsby persegue um sonho que conservou consigo demasiado tempo, e a meu ver não se apercebe de que o timing passou, como acontece na vida real. O livro não é fantasioso por isso, porque é uma visão mais realista e menos romanceada. 
 
O final revolta-me sempre um pouco, para além da morte do Gatsby ser culpa da Daisy ainda penso que ela já não gostava realmente dele como no passado, mas recebeu o que ele tinha para lhe dar por capricho ou divertimento e provavelmente porque estava farta do Tom. 
 
Identifiquei-me muito com o Nick sempre metido no meio da história sem querer lá estar, arrastado para o “lavar de roupa suja” e confidente de todos os segredos. Gosto que ele seja tão escrupuloso, sério e leal e revi-me muito nas suas atitudes.
 
Apesar de já saber a história ao ler ia-me apercebendo dos sinais fatalistas que eram revelados no ambiente, principalmente no calor do último dia, algo que não conseguiria “ver” se já não estivesse à espera de determinada acção.
 
Sou fã de clássicos e este é mais um que sei que volto a reler daqui por uns anos e talvez nessa altura veja tudo de outra forma.
 

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 PS: Adoro esta minha edição com a capa em tons de cinza e azul, é linda!

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Reading #7

por Catarina, em 23.02.17

A Amiga Genial, Elena Ferrante

 

 
Encomendei este livro porque ouvia e lia um burburinho tão grande em volta da autora que tinha de saber quem era. E não como pessoa ou como escritora, porque conheço os autores pelo que escrevem e não por quem são.
Sobre o livro ouvia dizer que era imperdível, genial, muito bom, etc. Fiquei curiosa e decidi-me a comprar, até porque adorava o trabalho gráfico, a capa, a escolha das fotografias e o próprio papel.
 
Esteve muito tempo na estante à espera que eu desse conta dos que estavam à frente na fila e, enquanto não o lia, de tão ansiosa que estava procurava críticas no goodreads. Comecei a ler opiniões muito distantes, ora alguém adorava, ora alguém achava tão mau que não tinha conseguido ler nem sabia o que dizer, e por aí fora; Iam sendo referidos episódios de violência e li muitas críticas de pessoas algo chocadas com isso. Confesso que quando finalmente arranquei com a leitura já levava o pé atrás e o primeiro impacto não foi tão arrebatador quando tinha sonhado. Comecei por achar a escrita muito corrida, quase uma conversa passada para o papel sem tempo para edição; Os episódios e as personagens atropelavam-se e pensei que ia empancar ali, intimidada por uma lista de mais de uma página de personagens, mas não. Pouco depois comecei a mergulhar e depois foi todo um turbilhão e uma ânsia de chegar ao fim como já não me lembrava! Ler antes de dormir até à 1h ou 2h da manhã, ler ao pequeno almoço, ler em vez de ver televisão ou ligar o computador. Ler, como eu gosto, sem horário!
 
Lá para meio do livro percebi finalmente que a história destas duas amigas se prolonga por mais três volumes e percebi que ia ter ali muita página para encomendar.
Das críticas à violência devo dizer que li a realidade, nua e crua, e como acho que deve ser retratada porque nem tudo são contos de fadas e todas as histórias merecem ser contadas. Há que compreender todo o contexto da época, social, cultural e económico porque justifica a forma como a história é contada e a violência gratuita vivenciada pelas personagens. Ainda assim não acho que esse deva ser um ponto relevante, é apenas uma faceta da história e prefiro sinceramente concentrar-me noutras. Gostei das descrições, dos quase devaneios infantis das duas amigas, da relação de amizade explorada em tantos ângulos de amor-ódio, por vezes tóxica, por outras essencial e benéfica. Em alguns momentos identifiquei-me com esta relação de amizade vivida no limbo e na inconstância do egoísmo e da partilha e estou outra vez em ânsias para que chegue a "História do Novo Nome", o nº2.
 

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PS: Gosto de juntar a estes textos uma imagem dos livros, mas não queria apenas a capa mas uma imagem que me dissesse algo mais. Por isso tiro as fotografias assim que os acabo de ler, naquele momento em que fechamos a capa e pousamos o livro, esteja onde estiver; Por isso a probabilidade é que não vão aparecer duas fotos com o mesmo enquadramento sequer, são tão aleatórias quanto possível!

 

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Reading #6

por Catarina, em 05.02.17

The Tales of Beedle the Bard, J.K. Rowling

 

Este livro leva-nos a fazer uma pequena viagem de volta ao mundo de Harry Potter que JKR criou e com o qual cresci. Claro que não é bem a mesma coisa do que ler HP, a magia "é outra", mas não estava à espera de mais por isso não desilude.

É uma leitura leve e divertida, ou não fossem contos infantis, e está cheia de sinais e ligações ao mundo HP; Quem leu os livros e é como eu uma fã incansável consegue identificar muita coisa que se foi "aprendendo" ao longo dos anos. Na verdade enquanto lia estava sempre a lembrar-me de partes dos livros, e de comentários do Ron e da Hermione principalmente...era quase como se os tivesse a ouvir!

Como li em inglês a parte mais chata foi estar constantemente de nariz no dicionário; JKR fez o trabalho de casa tão bem feito que há imenso vocabulário e verbos usados no Século XVI ou mesmo considerados Old English e embora alguns termos dêem para tirar o sentido pelo resto, se não se souber mesmo o significado real há partes essenciais que se perdem.

Sobre este livro há mais uma nota a fazer....é absolutamente lindo! Encomendei pela amazon uma edição hardcover (que me custou uma pechincha de 5€ com portes de entrega!) com um papel fantástico texturado e macio, todo a uma cor e ainda assim com ilustrações fantásticas, deliciosas, indescritíveis. Vale mesmo a pena ter, para mim é daqueles livros "de culto"!

 

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Readings #5

por Catarina, em 14.01.17

"A Pérola", John Steinbeck 

 

Antes de me lançar na Elena Ferrante encontrei este livro na estante e resolvi ler; É pequeno, lê-se em três dias e tem uma escrita muito bonita, quase melódica; em alguns momentos lembra-me os ambientes e temas mais místicos da Isabel Allende.

O livro é baseado num conto popular mexicano e é uma parábola sobre a sorte e a injustiça do mundo; conta a história de uma família indígena de pescadores que no meio do azar é bafejada pela sorte de encontrar a Pérola do Mundo que lhes podia dar um futuro melhor. Mas num instante a sorte vira azar e a inveja alheia precipita o fim dos sonhos construídos em segundos. Tem uma mensagem muito poderosa de humildade, de esperança, de sorte e ao mesmo tempo de como tudo pode desabar quando se quer mais, ou se deseja mais. De certa forma é curioso porque o homem não seria o que é hoje se não tivesse desejado e lutado por mais e acho que  isso não devia ser representado como algo negativo, o que acaba por acontecer no livro, quando é no fundo uma evolução natural.

Gostei muito do livro, da forma como é escrito, da melodia envolvente, da inocência e do amor das personagens e desejava que tivesse um fim mais bonito!

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Reading #4

por Catarina, em 11.01.17

"Faz Acontecer", André Leonardo

 

Comecei a acompanhar a expedição quando o André partiu de Lisboa; Na época eu estagiava na Acredita Portugal, uma associação de apoio ao empreendedorismo e o tema estava sempre presente. Passámos a acompanhar a expedição pelas redes sociais e a comentar entre nós o que ia acontecendo.

Quando acabou desliguei-me do tema, e entretanto viria a afastar-me da associação para perseguir outros rumos profissionais. No entanto ia continuando a ver ocasionalmente os posts do André e há uns meses deu-me para ler no seu site um capítulo do livro que lançou "Faz Acontecer". Não só a mensagem do seu projecto é extremamente válida na nossa cultura de desistência como a história narrada era apaixonante. Era de uma pessoa realmente inspiradora, que deu voltas e mais voltas e chegou "lá", um exemplo para todos, sem excepção.

A ideia de ler o livro cresceu em mim e acabei por encomendar; Quando chegou não resisti a começar logo a ler mas depois convenci-me a ter mais calma para poder desfrutar da leitura!

 

Há uns dias voltei a pegar no livro e então, sem freios nem pausas devorei tudo de uma ponta à outra. Em cinco dias absorvi a história toda, "conheci" as várias pessoas e projectos, umas mais inspiradoras que outras a meu ver, e algumas apaixonantes. Gosto muito do registo viagem e tenho pena que o livro não tenha seguido essa linha cronológica, acho que gostaria se fosse um bocadinho de nada mais crónica de viagem mas esse não era o âmbito do projecto e por isso acho que o formato se manteve fiel aos objectivos. No top das minhas histórias preferidas estão a de Bel Pesce (São Paulo, Brazil) Erick Chrispin (Dar Es Salaam, Tanzânia), Universidade dos Pés Descalços (Tilónia, Índia) e Valentina Quagliotti (Montevideu, Uruguai). Se há livros que marcam, este é um deles!

 

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Reading #3

por Catarina, em 06.01.17

Nota rápida sobre o meu novo vício..

Esqueçam o facebook, o instagram, o pinterest, o medium ou mesmo os blogues...estou viciada no goodreads e não paro de acrescentar livros à lista para ler! Ao mesmo tempo que não paro de acrescentar livros ao cesto da wook, da amazon, do book depository.... já tenho o "The Tailes of Beedle the Bard" a caminho para ler a seguir e fazer uma viagem ao HP world, a ver se limpo a má imagem que o HP and the cursed child deixou.

 

Ontem já comecei o "Faz Acontecer", mentira, já tinha começado a ler no mesmo dia em que o recebi tal era o entusiasmo, mas depois achei que devia respeitar a ordem das coisas, parei e prometi só voltar quando pudesse ir de prego a fundo até ao fim. Esse dia foi ontem, recomecei e os níveis de entusiasmo continuam lá em cima!

 Não só é uma viagem à volta do mundo, com todas as aventuras e desventuras que isso acarreta, como está escrito de forma super acessível, como se estivéssemos a ler um diário do André, ou mesmo a conversar. Sabe bem para "quebrar" os padrões. E depois os projectos e as pessoas que ele apresenta são extraordinários.

A quem quer descobrir mais do mundo recomendo vivamente!

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Reading #2

por Catarina, em 05.01.17

Finalmente vi-me livre d' "O Amante de Lady Chatterly" e agora estou livre que nem um passarinho para me atirar às escolhas que fiz no Goodreads! Já acho que voltei a exagerar no objectivo e não vou conseguir ler dez livros, mas não vou alterar de novo, vou andando a ver no que dá, até porque noutros tempos os mesmos dez eram digeridos em seis meses!

Nesta lista estão alguns que já tenho em casa, outros que até já subiram à arrecadação e outros que estão no cesto de compras da amazon... agora que tenho tantas possibilidades, não sei por onde começar!

 

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Reading

por Catarina, em 04.01.17

Este deve ter sido o meu ano mais vergonhoso de leituras. Desde que me lembro que estava sempre a ler um livro: lia um e quando acabava lia logo outro e assim continuava, mesmo que lesse livros que já tinha lido 15 vezes estava sempre a ler. Mas este ano fui uma preguiçosa de primeira... pus tudo à frente dos livros, adiei, deixei andar e ficar para depois.

Tenho livros imaculados à espera na estante e outros guardados no "cesto" de compras da amazon e da wook!

 

Acabei por ler novamente os HP quase todos (a partir do terceiro vá...)para poder ler o último (ou isso ou foi só uma desculpa para ler a colecção novamente...) que no final desiludiu e não foi pouco. 

Li "O Barão" da Sveva Casati Modignani mas sinceramente não me encantou como os outros; já li quase tudo dela e é muito difícil destronar o "Baunilha e Chocolate" e o "Siciliana".

Continuei a ler em inglês que é algo que adoro e li "The Lowcountry Wedding" que foi a cereja no topo do bolo da trilogia Lowcountry Summer da Mary Alice Monroe; Para quem gosta de leituras leves com cheiro a verão recomendo vivamente! 

Ainda em inglês comecei o "Sense and Sensibility" da colecção de obras completas da Jane Austen que a minha mãe me ofereceu, mas por ser muito pesado para sair de casa acabei por interromper pela altura do Verão!

Ainda não acabei "O Amante de Lady Chatterly" porque sinceramente é um pouco parado... e tem diálogos muito chatos mesmo, mas vou esforçar-me para acabar porque não falta muito e detesto deixar livros a meio!

Portanto foi provavelmente o ano mais fraco dos últimos 16 o que me deixa transtornada!

 

Entretanto criei uma conta no Goodreads, uma plataforma de leituras onde é possível classificar livros que lemos e definir objectivos de leitura. Como estamos a dia um achei por bem definir 12 livros para 2017, embora com o panorama do último ano achei que estava a ser demasiado ambiciosa e reduzi para 10.

 

Por agora quero acabar rapidamente "O Amante de Lady Chatterly" para poder passar à "Amiga Genial" e ao "Faz Acontecer" que estão lá em casa em fila de espera.

 

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