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A mesma casa, nova vida

por Catarina, em 19.06.20

Há mais de um ano escrevi o último post neste blogue.

Desde então fui ao sabor da corrente, tive alturas em que perdi o bichinho de partilhar, de ler, de escrever; lentamente acabei por deixar morrer este espaço, o meu escape. Houve muitos momentos em que dava por mim a escrever textos mentalmente, o que escreveria naquele dia "se ainda tivesse o blogue"... depois pensava que a ausência já ia longa e deixava-me estar, confortavelmente calada.

No início do ano, e principalmente com a situação de isolamento que vivemos nos últimos meses, senti cada vez mais vontade de retomar. Muita coisa mudou, eu mudei muita coisa em mim, na minha forma de pensar: cresci, aprendi, evoluí. Ganhei novos hábitos, despertei a consciência, ajustei objectivos, refiz os meus planos. 

Tive algumas dúvidas neste regresso por isto mesmo, já não me via a escrever e partilhar o mesmo tipo de conteúdos, mas acabei por avançar porque sinto que tenho algo a dizer que faz sentido, e que posso voltar a aprender com esta experiência tal como no passado.

Continuei a percorrer um caminho que comecei ainda neste blogue, mas dediquei-me ainda mais, aprofundei, li, pesquisei, tomei coragem (há decisões que precisam de coragem!).

Decidi que queria uma vida melhor, em tudo; uma vida mais saudável para mim e para os outros à minha volta. Iniciei uma jornada "verde" como lhe tenho chamado, com o objectivo de viver de forma mais sustentável e ecológica. O caminho não é claro, tenho dado uns tombos, contornado algumas pedras, e aprendido muito. O caminho exige escolhas, que nem sempre estou preparada para tomar, por isso procuro sempre mais informação, para tomar as melhores decisões, para mim. 

Deixei de querer ser aquela miúda citadina, que vive num corre corre louco no meio do trânsito, sempre de um lado para o outro, movida pela energia da cidade. Descobri que afinal queria uma vida mais calma, com vista para fora da cidade; que quero viver mais perto da terra, com menos barulho, mais oxigénio, outro ritmo. Descobri muita coisa sobre mim e o que quero para o futuro.

Este foi o mote para recuperar esta "casa", afinal de contas uma jornada acompanhada é mais agradável do que sozinha, e permite aprender mais!

Não me fez sentido começar do zero outro espaço, mesmo que o conteúdo passado já não esteja tão alinhado comigo hoje, faz parte de mim, de quem sou e de quem fui, por isso muda a vida, mas a casa é a mesma.

 

No topo desta página reina agora uma ilustração da Jo Grundy para me ajudar a focar se algum dia me esquecer para onde quero ir.

 

 

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