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Mais da vida

por Catarina, em 20.07.18

Eu adoro o meu trabalho; Mesmo nos dias mais cinzentos, em que os prazos se atropelam e o stress me consome, eu adoro o que faço e sinto-me uma sortida por isso.

Para além disso, gosto da minha segurança, gosto de estar em casa, gosto de ter a família e os amigos perto. 

Mais para além disso, também gosto de viajar, também tenho vontade de conhecer outros lugares, outras culturas; Tenho curiosidade de como será viver noutro país, como seria ficar sem a minha “estratosfera” pessoal.

 

Quando era miúda, e fazia planos na minha cabeça, ou brincava à vida de crescida, imaginava que com 28 anos já teria desfilado até ao altar, e já teria um filho nos braços, ou dois. 

Claro que conforme cresci essas ilusões desfizeram-se, e nos últimos anos nada disso me passou nem perto da vontade.

 

Hoje em dia já questiono tudo novamente; Quando à minha volta vejo todos a casar, a ter filhos, a comprar casas, etc… e eu olho para mim e penso se estou realmente como queria. Por um lado sei que sim, não hesito um segundo na resposta; Mas há sempre outros lados que nunca estão bem onde queremos que estejam.

 

Ultimamente dou por mim a pensar numa nova vertente… e se, tudo aquilo porque lutamos na vida afinal não é o mais importante? E eu sou muito suspeita, porque adoro viver com o meu monte razoável de coisas, mas sei que é possível viver com bem menos… só nunca foi o meu objectivo. Mas penso, na melhor das hipóteses daqui a alguns anos compro uma casa, e fico hipotecada a ela, isso se não comprar um carro antes; Adoro o meu trabalho mas na melhor das hipóteses viajo duas vezes por ano, e há muito mundo para descobrir… quando o vou fazer? 

Sei que não tenho o espírito certo para estes planos, mas e se largasse tudo enquanto não tenho amarras maiores e fosse dar uma volta? Não sou muito ambiciosa, talvez uns meses já me fizessem suficientemente realizada a este nível… mas não sei honestamente se tenho coragem de dar os passos que preciso. Sou uma adepta da segurança, portanto teria que planear tudo muito bem, e negociar uma forma de poder ir e voltar e não perder o emprego! 

E depois quando começo a pensar muito acho que não fui feita para estes planos aventureiros… e fico com uma sensação de incompetência. Mas, a vida devia ser mais do que trabalho-casa-trabalho-férias de vez em quando…

 

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12 comentários

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De CB a 20.07.2018 às 19:22

Penso que todos funcionamos um pouco assim quando as decisões a tomar são extremamente sérias. Gostar do que fazemos é meio caminho andado para a realização pessoal. Reflecte bem e seja qual for a tua decisão não faz de ti uma profissional incompetente. Coragem!
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De Catarina a 24.07.2018 às 16:49

Quando falei em "incompetência" era mais pessoal, porque tenho "medinhos" e não sou muito de arriscar em coisas menos certas!
Obrigada
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De Aniceto Carvalho a 21.07.2018 às 01:51

Eu pensava que tinha algum jeito para escrever. Se calhar tenho... só que não sou só eu.
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De Aniceto Carvalho a 24.07.2018 às 17:43

SAUDAÇÕES AMIGAS. SEJA BEM VINDA. MANDE SEMPRE.
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De #HOTDEVIL a 23.07.2018 às 14:51

Larga tudo e vai !
Antes que seja tarde demais.
Eu não sou apologista de aquisição de bens (já os tive e vendi)
Hipotecas? Deus me livre! Nos dias que correm só temos presente o AQUI & AGORA ! Já tive carros, planos para casar, comprar casa, filhos etc...
Abdiquei de tudo ! Vim para o Alentejo ! Sou do Porto ! Decidi ter uns anos de liberdade a conhecer o N/próprio país e outros sitios… Mas eu sabia que tinha tempo. Nunca quis ser mãe. Nunca quis ter bens (até de heranças que englobassem bens abdiquei). Hoje tenho 38 anos. Talvez a minha vida seja mais vazia; mas seria melhor com montanhas de obrigações às costas?
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De Catarina a 24.07.2018 às 16:53

Obrigada pela partilha, é um incentivo e tanto!
Sou muito "agarrada" ao aqui, mas também ao amanhã; Sou muito cautelosa e não gosto muito de arriscar, por isso sei que me vai ser muito difícil tomar uma decisão;
Mas só posso concordar que foram escolhas, para mim, mais felizes e corajosas do que seguir a vida com a hipoteca às costas!
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De Aniceto Carvalho a 24.07.2018 às 17:48

AOS 38 ANOS PARECE-ME MUITO CEDO...
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De O Triângulo Perfeito a 23.07.2018 às 14:54

Também me apetece muitas vezes "ir dar uma volta". Largar (quase) tudo e ir conhecer o mundo. Acho que deves investir nisso. Quanto mais não seja para depois voltares com mais força e mais convicção em relação ao que realmente desejas.
Abraço!
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De Catarina a 24.07.2018 às 16:54

O meu problema também reside no "quase" tudo!!!
Obrigada!
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De C a 25.07.2018 às 09:52

Gosto muito do que vais escrevendo; acompanho regularmente o blog, embora não comente.

Tal como tu sou muito racional, penso mil vezes antes de decidir uma coisa.
E esta tua decisão merece um milhão de pensamentos/avaliações/discussões!

Não quero de todo desincentivar, mas às vezes é pura ilusão que próprios criamos. Que agora é que vai ser, que agora vamos viver tudo aquilo que até agora não conseguimos/não nos permitimos viver. Que vai ser o expoente máximo do 'livin' on the edge'.
Mas depois vamos ver que continuamos no mesmo, na mesma rotina. Teremos a mesma obrigatoriedade de trabalhar e não escaparemos à rotina casa-trabalho-casa. Não teremos a nossa base, o nosso conforto, o nosso lar e, no teu caso, ficarás muito mais sozinha e dependente do teu companheiro.
Viver fora é duro, não tenhamos ilusões. Eu passei por isso.
Se gostas de viver cá em Portugal, se prezas a proximidades dos teus e adoras o teu trabalho, sinceramente, não arriscaria tudo. Ao voltares, as coisas podem não estar como as deixaste.
Não quero desincentivar, repito. Mas detesto quando as opiniões são só pancadarias nas costas, 'vai, vai'.
Muito força e muita coragem! O que tiver se ser será. Que tudo corra pelo melhor.
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De Catarina a 27.07.2018 às 17:03

Muito obrigada pelas tuas palavras!
O medo do estado em que se podem encontrar as coisas no final, é quase tão grande como o medo de ir e arriscar. Nem se trata de ficar dependente, porque isso é algo que não deixaria acontecer, no fundo todas estas questões são minhas, e são coisas que pensamos durante algum tempo só para nós, mesmo que nem sempre deixem de ser pensamento para serem outra coisa qualquer.
Percebo o que dizes, e não é de todo uma forma de desincentivar,vejo antes como alguém que já deve ter passado aqui pelo sítio onde estou, e com as mesmas reservas que tenho!
Obrigada, mesmo!!

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