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Quick quick slow

por Catarina, em 06.03.18

Desde muito cedo que me lembro que tinha dificuldade em sair da cama de manhã.

 

Não era por dormir pouco ou por me deitar tarde. Não era tanto por sono como pela "fraqueza".

 

O motivo já aqui falei, mas nem sempre o conheci, a anemia.

 

Hoje, que já estamos familiarizadas, eu e a anemia, que já nos entendemos, ainda me levanto a custo.

 

Aprendi a controlar as fraquezas matinais, daquelas que não me davam forças sequer para chegar à cozinha.

Daquelas que me deixavam alagada em suores frios, que me faziam cair ao chão pelo caminho, que não me deixavam forças para nada, nem para chamar alguém que me enfiasse comida na boca à força. É  uma sensação horrível, parece que alguma coisa deixa de funcionar no organismo, parece que nos estamos a desligar a uma velocidade incontrolável; num minuto começo a sentir fome e fraqueza, e no minuto seguinte estou esparramada com náuseas e sem forças para esticar um braço sequer.

 

Acabei por perceber que controlo isto se comer algo antes de me deitar, e nunca, mas nunca me posso deitar com aquela sensação de fome, ainda que ligeira, porque a noite vai acelerar o processo.

Aprendi também que preciso de mais tempo de manhã do que as outras pessoas, e que nunca, mas nunca vou conseguir sair de casa sem comer! A única excepção a esta regra são dias em que tenha de ir fazer análises. Nesses dias evito ao máximo ir sozinha, tenho receio de não me aguentar pelo caminho, e levo sempre umas bolachas para uma emergência.

 

As minhas manhãs acabam por ter de começar mais cedo; Despertador para vinte minutos antes da hora a que me quero levantar, para "avaliar" o estado em que acordo e perceber qual vai ser a rotina. Depois de perceber que estou bem vou para a cozinha, onde normalmente tenho logo à mão o pão e preparo o pequeno almoço rapidamente para me sentar a comer. Gosto de ter tempo para poder ter alguma calma, se começar a stressar muito com horas ou o que seja a coisa pode dar para o torto já que os meus estados de fraqueza por vezes chegam muito depressa.

 

No final das contas o que interessa é aprender e conhecer bem o corpo; saber ouvir o que ele me diz, e dar passos lentos ou rápidos, dançar conforme ele toca!

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