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Reading #17

por Catarina, em 02.05.18

A livraria dos destinos, Veronica Henry

 

 

Agora que já aqui contei a minha história, posso confessar porque comprei este livro: não foi a sinopse, não foram as críticas, não foi nenhum ranking.

Foi nada mais do que a curiosidade de ler sobre outras histórias de amor que começam numa livraria, com livros, rodeados de páginas com outras tantas histórias. Foi o reverso da medalha, foi ver no papel o que se pode viver na vida real; Foi ao contrário da maioria das vezes, em que lemos um romance que na maioria das vezes pensamos não ser possível e acontecer apenas no papel.

 

Talvez por isso a expectativa fosse enorme, e nesse sentido o livro tenha sofrido e  não me tenha arrebatado como eu gostaria.

 

Ainda assim a palavra que usaria para o caracterizar é: surpresa.

 

Ao longo do livro senti algumas vezes que a história ia ser algo, e depois era diferente; Isto foi bom, porque a minha tendência de pensamento estava a levar-me a acreditar que a história seria previsível, e no fundo não foi, pelo menos nos pontos chave, e isso para mim já valeu a leitura.

 

É um livro agradável, simpático, relativamente leve, ou não fosse a morte um evento basilar à história, a palavra que me ocorre e não estou a conseguir traduzir: “cosy”. É  aquele livro para ler enquanto está frio e nos escondemos debaixo de uma manta ou dos cobertores, que podemos acompanhar com uma taça de vinho ou uma caneca de chá e ler de seguida.

 

Embora não me tenha identificado muito com nenhuma personagem, o que normalmente me faz gostar mais do livro, apreciei a diversidade das mesmas e das acções que decorriam paralelas; Apenas o tempo que demora a passar por vezes me pareceu tornar algumas partes mais chatas.

 

É um livro que irei reler eventualmente, mas não foi aquele livro que ficou aqui marcado como eu gostaria. Deixou-me sim uma enorme vontade de conhecer os arredores rurais de Oxford onde a história se desenrola, e aquelas “chocolate-box villages” inglesas!

 

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Acabadinho de ler numa esplanada, devidamente acompanhado pelo Sol de domingo!

 

 

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Reading #16

por Catarina, em 16.03.18

Os Três Casamentos de Camilla S., Rosa Lobato Faria

 

Apesar de ter livros por ler em todos os cantos possíveis, em casa, no escritório, e até no carro (malditas mudanças!) o certo é que as minhas leituras andam muito emperradas. Andei a acumular vários livros mais "técnicos" e fui perdendo o entusiasmo, faltava-me uma história, com H maiúsculo, que me agarrasse e me sugasse para dentro do livro.

 

Apesar do estado de caos, não parei de acumular livros novos para ler, e outro dia encomendei um que me estava na ideia desde que li sobre ele aqui. Encontrei-o bem barato na wook e chegou de um dia para o outro. 

 

Nunca tinha lido nada de Rosa Lobato Faria, que me lembre, mas fiquei muito curiosa com a opinião que li, e não me desiludiu, em nada. É mesmo uma história para românticos, para quem gosta de histórias de amor, as felizes e as outras. O enredo prendeu-me rapidamente, gosto dos saltos na cronologia, gostei da personagem principal e gostei da Paca e do misticismo que me lembra as personagens da Isabel Allende.

Foi o livro que estava a precisar para retomar o ritmo, e consumi-o em três dias, sofregamente! É um daqueles que entrou para o coração e que vou ler e reler ainda muitas vezes.

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Bookaholic

por Catarina, em 16.01.18

Depois da Happy ter publicado a sua pilha de livros, eu resolvi partilhar a minha! Embarquei nisto como se fosse um desafio, na esperança de que ao tornar a lista pública isso irá exercer em mim uma certa pressão... simpática, para não acumular mais livros por ler!

Como os meus livros "ongoing" estão espalhados por casa, por casa da mãe, e até pelo escritório (e não são nada leves) foi mais fácil fazer a coisa assim:

 

Livros que comecei a ler e ainda não acabei (e alguns vou demorar a acabar!)

 

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Livros que vou levar uma eternidade a acabar: uns porque leio tipo consulta, todos porque não são prioritários...

 

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Livros que encomendei e que estão em fila de espera, nos quais eu deveria levar choques eléctricos se os tentar ler antes dos outros mas que gritam por mim em altos berros!

 

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Reading #15

por Catarina, em 15.01.18

Carta a Uma Amiga, Inês Pedrosa

 

A primeira leitura de Janeiro foi, sobretudo, improvável.

Na altura do Natal a biblioteca da escola da minha mãe fez uma feira do livro, e eu, não sei se já vos disse, mas não resisto a uma feira do livro!

Acabei por comprar este, com a intenção de o oferecer, mas depois das prendas embrulhadas ele continuou em cima da mesa da sala, e acabei por ficar com ele. Ganhei-lhe afeição, curiosidade pelas páginas, pelas fotografias e por ser um livro bonito. Folheei e li alguns trechos, a curiosidade aguçou-se e na quarta à noite, dei por mim com algum tempo "livre" mas sem vontade de continuar o que andava a ler...

Resolvi tirar as teimas e comecei....só que não queria mais parar. Não conhecia nada desta autora, mas agradou-me a escrita, a fluidez do discurso, e a sensação de familiaridade que o livro me transmitia. Podia ter lido tudo de uma assentada, não era assim tão grande, mas como à meia noite os olhos já queriam fechar resolvi guardar o resto para outro dia, porque achei que esta escrita tinha de ser saboreada, não podia ser consumida às pressas.

Acabei-o na sexta-feira à noite, e apesar do entusiasmo inicial senti que na primeira parte atingi o "pico" e depois comecei a descer; a última parte acabou por ser mais uma reflexão da narradora, num discurso mais abstracto e com menos pedaços da história que me tinha cativado no início, a história de Helena. Teria gostado de ler mais, saber mais; Na verdade tive dúvidas sobre o número de personagens... talvez por ter acabado de ler o livro antes de dormir, com algum cansaço em cima, ficava na dúvida se havia Helena, a narradora, e outra, ou se a outra éramos nós, as leitoras. 

O balanço acabou por ser positivo, e foi bom para arrancar o motor das leituras deste ano. As fotografias são bonitas e a certa altura pensei em como meia-dúzia de fotografias simples mas poderosas podem dar o mote a um enredo, um conto, qualquer espécie de narrativa, um mundo de possibilidades!

Agora que um já foi, toca a ir atacar o resto da pilha! 

 

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Acho que tenho um problema...

por Catarina, em 12.01.18

Compro livros à velocidade da luz.

Ainda não chegou a última encomenda e já encomendei este:

 

 

Há algum tempo que no goodreads este menino me passou pelos olhos; Hoje acabei por pesquisar na amazon, e depois de perceber que me custava apenas 4 libras, não resisti e encomendei, com entrega expresso, por uns módicos 13€. Eu e a amazon temos uma relação sólida, e com futuro, não há como negar.

Quanto a ler...tenho uma bela pilha em fila de espera, vamos ver quem ganha!

 

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Goodreads review

por Catarina, em 27.12.17

Mesmo tendo falhado a minha meta, que corrigi de 10 para 15 livros no princípio do ano encorajada pela velocidade que levava na altura, achei muita piada à review do Goodreads! É uma forma gira de mostrar o que lemos e de recordar momentos e pensamentos sobre cada um dos livros.

No próximo ano não pretendo recuar nem baixar os braços e já tenho vários candidatos à lista!

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A meio ficaram estes:

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Os Contos de Eva Luna é uma questão de dias para terminar, e os Ismos, os Sonetos de Florbela Espanca e o Design et al são livros em que pego de vez em quando mas que não leio continuamente. O Palavras que falam por nós vai pelo mesmo caminho, não é uma ficção e por isso é mais fácil interromper e retomar sem perder o rumo.

Os outros três: Information: a very short introduction, The Design of Everyday Things e o Dear Data são muito específicos da minha área, são quase livros de estudo e portanto acabá-los também é mais difícil. De certa forma são livros de consulta, tirando o Dear Data que tem um fio condutor mais definido e é menos técnico.

Assim sendo migram para a próxima lista que ainda estou a construir... Outro dia alonguei-me numa visita à Bertrand e lembrei-me que já há muito tempo que não passeava pelos livros fisicamente, mas sim de forma digital; foi um momento algo nostálgico... 

 

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Reading #14

por Catarina, em 23.08.17

Primos, Virginia Hamilton

 

Antes de ir de férias, numa ida rápida à arrecadação trouxe de lá este livro da minha infância ou juventude e apeteceu-me relê-lo.

Conta a história de três primas e dois primos pelos olhos de Cammy, uma miúda de cerca de dez ou onze anos, sensível, doce, e que tem um amor enorme pela avó, a mãe e o irmão, e um profundo ódio pela tia e a prima direita, que é simplesmente perfeita! O livro transborda de amor até ao dia em que uma tragédia completamente inesperada obriga as personagens a lidar com a dor e a perda. 

Quando o li em pequena pensei que era um livro triste, mas agora tive outra perspectiva, achei o livro lindo e de uma profundidade emocional que não estava preparada para ler em pequena.

 

 

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A melhor altura do ano para ler...

por Catarina, em 04.08.17

...é no Verão!

Desde pequena que as leituras marcaram os meus Verões; Fazer a mala para ir de férias incluía para além de roupa e coisas essenciais, um saco de brinquedos e uma mochila cheia de livros! Tinha sempre um caderno de actividades para fazer no verão e não esquecer totalmente a matéria, mas o que me entusiasmava era mesmo ler os Cinco, os Sete, as Gémeas no Colégio de Santa Clara, o Colégio das Quatro Torres, o Guarda da Praia, o pack Harry Potter rodo, o livro dos Primos, os livros da âmbar e da presença... Eu ia armada de horas de leitura!

Todos os dias para a praia levava um livro, que lia no barco e depois na praia e depois no regresso. Os meus livros coleccionam areia, papéis de rebuçados, e talvez até migalhas de sandes e não trocaria essa experiência por nada nesta vida.

Depois fui crescendo, os livros foram mudando, outros iam-se repetindo, sempre gostei muito de reler livros, é quase como voltar a um local onde fomos felizes!

Agora que estou prestes a encarar umas semanas de férias levo comigo estes:

 Ando com sede de Isabel Allende por isso resolvi reler o Eva Luna (um dos meus livros favoritos de sempre) antes de embarcar nos contos.

 

 Vi a série espanhola e fiquei encantada! Antes disso a minha mãe já o tinha lido e eu tinha ficado com ele na ideia, outra dia aproveitei e trouxe-o comigo.

 

 A minha compra mais recente. Já li dezenas de livros da Sveva, gosto sempre, de uns mais do que de outros, mas este chamou-me a atenção por ser passado entre Milão e o Lago Como, locais que vi de perto recentemente.

 

No campo dos técnicos levos estes dois debaixo do braço: o primeiro é minorca, livro de bolso autenticamente com letra de lupa, e o segundo uma bíblia que vou ler aos poucos.

 

 

Parece muito?! Eu leio à velocidade da luz e já cheguei a ir de férias e acabar os meus livros e ter de ir comprar outros ou ficar com o que a minha mãe tinha levado! Mas não conto voltar com isto tudo lido...até porque vou ter duas feiras do livro por onde divagar e a probabilidade de adquirir mais algum é elevada!

 

 

 

 

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Reading #12

por Catarina, em 11.07.17

Fernão Capelo Gaivota, Richard Bach

 

Este livro tinha-me sido apresentado como uma metáfora, mas acho que não é apenas uma e sim várias. Conforme ia lendo conseguia identificar muita coisa: feitios e pessoas, formas de vida, formas de contornar os canônes e pré-conceitos estabelecidos. Quando andava na faculdade aprendi esta expressão "pré-conceito" a estudar Antropologia e nunca mais me esqueci que é desses pré-conceitos que nascem coisas como o preconceito.

De vez em quando gosto destes livros que, de forma leve, engraçada e com uma certa doçura de personagens, me façam pensar, reflectir, identificar, pensar novamente, e concluir ou não alguma coisa! 

Gostei muito da personagem de Fernão Gaivota, da sua evolução, da persistência e da forma como explicou tanta coisa. Da luta e da garra que demosntrou, da vontade de regressar, e da forma como enfrentam a passagem do tempo.

Até gostei do quarto capítulo em que tudo o que vimos conquistar nos anteriores parece alterar-se irremediavelmente, e depois percebemos que o livro e a existência daquelas gaivotas é tal como a nossa, vivida em ciclos, e que tudo o que já aconteceu torna a acontecer.

Sinto que este é um daqueles livros que se reler noutra altura, com outra perspectiva ou maturidade vou conseguir encontrar muito mais nestas palavras. Li tantas passagens bonitas e interessantes que poderia facilmente ter sublinhado o livro todo.

Tive a sorte de comprar uma edição recente onde foi publicado o último capítulo e uma nota de autor; Para além disto tenho a dizer que as fotografias e ilustrações ao longo do livro são muito giras!

 

 

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Obrigada J.K. Rowling

por Catarina, em 26.06.17

Faz hoje vinte anos que o primeiro livro da saga Harry Potter chegou ao público; Esse não foi o dia que mudou o fim da minha infância, mas foi quase! “A Pedra Filosofal” foi comprado lá para casa pela minha mãe, e por ela começou a ser lido enquanto eu evitava render-me… O título fazia-me pensar em filosofia, e por mais que não soubesse sequer o que isso era não me atraía; Ainda vivia agarrada aos livros dos Cinco e das Gémeas e achava que nada me ia fazer vibrar tanto. A minha mãe começou a ler e ia-me contando uma coisa aqui, outra ali, uma cena acolá; Por vezes ria-se sozinha e  dizia “Tens que ler isto!”. Quando me narrou a cena em que o Hagrid vai buscar o Harry aos tios e deixa o Dudley com um nariz e um rabo de porco eu percebi que tinha mesmo de ler aquilo tudo.

 
E assim foi, depois de um princípio pouco entusiasmado, que começou a minha relação eterna com a história do rapazinho de 11 anos, que afinal era feiticeiro e tinha um mundo novo na mão, em vez de viver no quartinho das escadas e ser vítima de bullying. A autora não só criou personagens incríveis mas apresentou-nos um mundo de magia como nunca tinha imaginado, contado ao mais ínfimo pormenor; Para tudo J.K. Rowling nos dava uma explicação, mais cedo ou mais tarde, e teve a capacidade incrível de construir uma mesma história em 7 livros sem esquecer nenhum detalhe ao longo dos anos, aguçando sempre a curiosidade do leitor, introduzindo novos temas e personagens quando necessário mas sempre tudo construído em grande dimensão; Não há nada “pequenino” em Harry Potter, nem personagens, nem cenários, nem histórias ou enredo; É tudo simplesmente avassalador! 
Durante muitos anos li a saga completa em loop, apenas intervalando de vez em quando. Ainda hoje se quiser ler um pouco que seja vou começar pelo menos a partir do terceiro livro (o meu preferido, cuja lombada já acusa bastante desgaste, e que guarda certamente areia de muitas praias!), e imagino-me a continuar assim por muitos e longos anos!
 
Ler é fantástico, mas ler algo assim, que nos puxa para outra realidade é brutal! Não há como explicar, só quem tem esta experiência de leitura sabe a que me refiro. A minha infância e juventude não teriam sido iguais sem Harry Potter, cresci com eles, partilhei as suas aventuras, medos, paixões; Estava com eles às compras no Inverno em Hogsmead, bebia cerveja de manteiga quando na realidade comia mentos em Tróia, estava nas mesmas aulas maçudas de História da Magia; Com eles, tinha uma outra “vida” clandestina, que era apenas possível quando abria um livro.
Esta sensação inexplicável é algo que se deseja a toda a gente, e que gostaria muito que um dia um filho meu vivesse, porque crescer assim é infinitamente melhor! Por isso guardo os meus livros com carinho, sei que nunca os vou perder de vista, e espero poder emprestá-los aos meus filhos...mas com carimbo de volta, porque nunca se sabe quando me apetecer ler a história, só mais uma vez!
 

Imagem daqui, via Pinterest

 

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