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Por uma pegada menor em 2019

por Catarina, em 11.01.19

Um dos objectivos deste ano vai ser continuar a minha auto-consciencialização sobre a pegada ecológica.

Este é um tema sobre o qual não nos falta informação, mas para mim pelo menos, o mais difícil parece ser quebrar com os maus hábitos enraizados até aos antípodas!

No final do ano comecei a fazer pequenas mudanças nesses hábitos, que ainda não estão à prova de bala, mas vão dando uns baby steps num caminho mais verde.

 

#1 Desplastificar

Eu sou aquela pessoa que a maior parte das vezes deixa os sacos das compras em casa, ou no hall da escada onde tenho os caixotes de reciclagem, ou na mala do carro, quando lá chegam. Já percebi como os dobrar em pequenino para ter na mala, se bem que os maiores não dá para fazer o mesmo, e ainda assim lá dou por mim na fila do supermercado sem saco, e compro mais um, e levo mais um para casa, e é mais um que fica em casa porque me esqueço dele numa próxima vez. Este é sem dúvida um dos pontos onde vou ter de trabalhar mais, porque não há desculpa para comprar sacos...mesmo!

Ainda dentro do plástico acabei com as palhetas do açúcar no café; Já quase não bebo café fora de casa, mas se beber, só mexo se for com colher, e como quase nunca é optei por não colocar sequer açúcar, o que me faz matar dois coelhos numa cajadada só, porque não gasto a palheta nem consumo o açúcar! (by the way...esta do matar os coelhos já me soa um bocado mal, mas ainda faz parte do espólio...)

Outra coisa que passei a recusar são as palhinhas, bebo bem do copo, e se conseguir recuso também aquela tampa de plástico dos refrigerantes. Ainda consumo algumas garrafas de água, mais se tiver fora em viagem ou quando almoço na rua, porque nos dias de semana tenho uma de vidro, que me obriga também a beber água, já que fica mais fácil de carregar se eu beber o conteúdo! (mais dois coelhos....)

Também passei a analisar melhor quando vou comprar alguma coisa como é a embalagem...por exemplo, um pacote de bolachas tem uma caixa de cartão, mas depois lá dentro tem embalagens individuais, que dão muito jeito para transportar mas triplicam o plástico usado. Compro caixas sem embalagens e vou usando tupperwares. Quem diz as bolachas, diz cosméticos e tudo o resto... deixei praticamente de encomendar comida num serviço de entregas vegetariano que ADORAVA porque aquilo vinha em tanto saco e embalagem que me afligia... 

 

#2 Menos resíduos dispensáveis

Eu sou uma ranhosa-nata, e se há coisa que não vivo sem, são lenços de papel. E neste ponto ainda não estou preparada para lhes dizer adeus, mas em abono deixei-me dizer que os reutilizo ao máximo e estou longe de obedecer aquelas normas higiénicas anti propagação de germes e micróbios que dizem para usar e deitar fora! Mas pronto, os ditos ficam em casa e somos família. Outra coisa que não vai entrar lá em casa tão depressa é o dito copo menstrual. Nada. Zero. Já li bastante sobre o tema e .....não!

O que ando agora a combater neste campo são os discos de algodão! Antes do natal comprei um conjunto de 5 mini-toalhas-paninhos para tirar a maquilhagem e até agora correu-me bem. Ainda só tenho dois a uso, dá para umas duas ou três vezes (dependendo da quantidade de porcaria que ponho na cara num determinado dia) e vou lavando alternadamente, mesmo à mão sem grande stress. O algodão fica reservado para os primeiros socorros lá de casa, que pelo menos não são diários!

 

#3 Comprar com consciência

Sou uma consumidora assumida, e sei que não me consigo mudar inteirinha e parar de vez algum consumismo rápido e acessível que faço, mas também começo a usar mais a cabeça em cada compra, e algumas são mesmo suprimidas. Tenho a preocupação de ver se as embalagens são recicláveis, avalio quanto tempo a coisa vai durar, no caso dos cosméticos procuro os mais sustentáveis sem testes em animais e coisas que tais; Sempre que posso vou à praça ao sábado e compro os legumes, as frutas, queijo, ovos, pão. Na praça ou no supermercado procuro produtos locais, para reduzir o impacto que tiveram em chegar até mim! Aguardo com ansiedade o dia em que vamos ver sacos de papel nestes espaços para colocar as coisas, mas como ainda deve demorar vou reutilizando os que trago de plástico para casa. Ainda me falta dar um pequeno passo e comprar aqueles sacos para ter na mala, muito giros e que se encolhem todos, para evitar alguns sacos de loja que entram em casa e vão direitinhos ao caixote do papel!

 

#4 Eficiência

Sim, a conta da luz será sempre uma preocupação, especialmente no inverno. Para além dos básicos de ter tomadas com corte de corrente e electrodomésticos eficientes adoptámos umas alternativas. À noite aquecemos a sala com o aquecedor, mas baixinho porque temos uma lareira onde usamos velas e alguns troncos de madeira pequeninos que aparecem lá por casa, nada de lenha que faz muito fumo e não aguentamos com os olhos e o nariz a secarem. Embora aquilo não dê calor suficiente para aquecer a sala toda ajuda a dar ambiente, e conseguimos reutilizar a cera das velas, tirando da gaveta onde fica em placa e trazendo para cima para arder novamente. Como fica sem pavio é aqui que entram os paus, seja do loureiro, da cameleira, o que for que seque por lá! Outro hábito que ganhei é ter saquinhos de cereais quentes, que me fazem dispensar por exemplo o aquecedor no quarto. Entre o saco, o cobertor, o edredão e o pijama polar estou bem servida!

 

#5 Cosmética e Higiene pessoal

Embora esteja espalhado um pouco pelos outros temas achei que fazia sentido abordar um ângulo mais particular: os sólidos! Não os geométricos, mas a substituição de campô, gel de banho e pasta de dentes por exemplo pelas versões sólidas. Já me estreei com a pasta de dentes e o champô, até agora sem grandes problemas a não ser perceber a quantidade exacta a consumir de cada vez! Podemos colocar num frasco ou caixa e é menos uma embalagem de plástico.... pensando bem, o avô disto é o sabonete, e foi esse que resolvi introduzir também! 

 

Esta será uma lista crescente, à medida que a cabeça pesa mais os prós e os contras de tudo vou caminhando para uma existência mais verdinha!

Têm dicas para partilhar?! Please, please, please!!!

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A teimosia da embalagem

por Catarina, em 07.09.17

Eu sou contra o desperdício; Reutilizo tudo o que posso e mais um par de botas; O que não posso reciclo, o que posso dou. Dou para onde acho que faz mais falta...tanto entrego livros escolares para a junta de freguesia mais perto como se forem mais antigos os dou a uma associação que os envie para países onde ainda tenham utilidade.

Gosto disto; gosto de pensar que ao arranjar um destino para as coisas que têm de sair, lhes dou o melhor destino possível e não contribuo para uma pilha monumental num aterro algures. Claro que tenho o reverso da moeda e sou uma consumista desgraçada, mas isso fica de fora agora!

Como sou contra o desperdício deixa-me fula da vida que algumas marcas de cosméticos provoquem isso para gerar mais vendas portanto, eu sou aquela pessoa que espreme a pasta de dentes até o material não ter mais por onde torcer.... O mesmo com o resto das embalagens.

Há duas semanas o creme das mãos ameaçou acabar; eu não vivo sem ele já que tenho muitas vezes a pele seca, seja verão ou inverno.

Disse para mim "meu menino deves estar a gozar com a minha cara....ainda tens muito para dar!"

E fui torcendo...

Ora para um lado, ora para o outro;

Agora dobrando, agora fazendo uma segunda dobra,

Agora torcendo mais em cima da dobra....

E por aí fora.

O creme durou mais duas semanas, e olhem que o uso diariamente, várias vezes!!!!

Hoje deitei-o fora finalmente. Ia a parecer uma daquelas harmónicas de papel do carnaval de tão espremido e dobrado e redobrado...um autêntico origami.... mas como costumo dizer, eu ganhei ao pacote!

Agora já abri a embalagem nova...e já sei que ameaças de acabar significam mais duas semanas para dar conta do resto antes de comprar uma embalagem nova.

É só ter paciência...

Os produtos cosméticos já são causa de poluição suficiente, não custava nada arranjar umas embalagens anti-desperdício; ou melhor custava... Custava porque quem não tiver paciência simplesmente deita fora e arranja outra e assim a marca, seja ela qual for porque o mal é comum a todas, lucra antes do esperado. 

Depois de ter visto dois episódios do documentário Amanhã (Demain, le film) esta embalagem tocou-me mesmo nos nervos!!! (Já agora se alguém souber o que a RTP fez com a terceira parte...eu gostava muito de ver o resto que desapareceu da RTP play.... )

 

 

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A saga dos livros

por Catarina, em 01.09.17

Como já referi noutras vezes, a minha mãe é professora. Cresci numa casa recheada a estantes de livros e dicionários, de dossiers e cadernos, de tudo e mais alguma coisa.

Se há coisa que sempre houve de sobra eram manuais escolares; A polémica não é nova, todos os anos de adopção de manuais as editoras enviavam às escolas e aos professores os manuais para analisarem e escolherem; No final claro que ninguém os recolhia de volta, ficavam com o professor assumindo que ia ser utilizado como manual da turma, mesmo que o escolhido fosse de outra editora; mas não é sobre isto que quero falar, até porque depois desta polémica parece que há efeitos positivos e a avalanche de manuais foi menor!
 
Isto tudo à conclusão que todos os anos se acumulavam mais e mais livros, mais e mais papel… não admira portanto que as traças fossem os nossos animais de estimação.
 
O ano passado por esta altura a minha mãe fez uma escolha (fazia uma quase todos os anos, mas esta foi maior) e libertou tudo o que não utilizava;
 
Encheu dois sacos que ficaram à porta à espera de melhor destino: a reutilização!
 
Fez vários contactos para saber onde entregar os livros, ou se os poderiam ir buscar… afinal aqui tinha um peso medonho; Ao fim de várias tentativas a Junta de Freguesia disse que os recebia…mas eles não iam sozinhos;
 
 
“Catarina tens de ir levar os livros à junta!”
 
“Oh filha, vá lá, isto está aqui a empatar o hall de entrada”
 
“Oh Catarina quando vais levar estes livros à junta?”
 
“É verdade, ainda lá estão os livros para ir levar à junta”
 
“Olha lá, quando é que te dá jeito ires levar os livros à junta?”
 
 
Estão a ver a ideia certo? A Catarina encanou a perna à rã até não poder mais… A verdade é que não dava jeito… a Junta é ao pé da minha mãe mas só abria às 9h e o meu trabalho ficava longe.
 
Ante-ontem a minha mãe usou a palavra mágica:
 
“Catarina, estes livros têm de sair daqui… apareceram aqui traças!!!”
 
 
E a Catarina? “Vou já buscá-los amanhã! Entrego na junta aqui ao pé do trabalho, ou na biblioteca, logo vejo!!!”
 
 
Moral da história…. não valeu de nada pedir com jeitinho; O que me fez mexer mesmo o rabo foi a ideia das traças em casa, portanto com um bocadinho de vontade resolvi tudo em menos de 24 horas!
 
De bónus ainda descobri que a biblioteca/centro de recursos aqui da freguesia recebe outros livros sem serem escolares e portanto já sei onde aliviar as estantes lá de casa!
 
 

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