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Welcome to Yoga

por Catarina, em 13.10.17

Ontem experimentei yoga pela primeira vez, e gostei!

Já não ia completamente a zeros, fiz pilates durante alguns meses antes de mudar para barra de chão devido ao horário; Já conhecer alguns dos exercícios e estar minimamente familiarizada com a respiração ajuda muito, não é tudo tão estranho, e no geral consegui resultados bastante bons para uma primeira aula!
 
Escolhi um estúdio novo, o Flow Studio, que me fica relativamente perto de casa e do trabalho e portanto minimiza o meu drama com deslocações, horários e trânsito; Com a minha tendência para o stress o melhor é procurar sempre soluções o mais confortáveis possível, e este é perfeito, até estacionar é fácil e a zona, que já conhecia, é bem simpática!
 
Não me consigo lembrar do nome da professora de ontem (seria Ana?), eu costumo ser boa para nomes, mas dêem-me um desconto que eu vim de lá a flutuar completamente!
 
Como passo todo o dia sentada ao computador sinto sempre estas actividades como benéficas para aliviar a má postura e dores nas costas que por vezes atacam em força. Estava a espera de ficar mais dorida para o final da noite, ou mesmo hoje, mas talvez pelo facto do corpo já conhecer o tipo de esforço isso não aconteceu. Ao mesmo tempo esta é uma aula que permite descontrair tudo, ao máximo, libertar o pensamento e relaxar completamente dos problemas e stress do dia-a-dia, não sendo uma aula extremamente desgastante, pelo menos para já. 
 Do tempo em que fiz barra de chão lembro-me de sair de lá sempre a pingar e totalmente de rastos mas tenho de admitir que num só ano já estava a conseguir transformar o meu corpo em algo mais simpático para ver ao espelho!
 
Acabei por me inscrever antes de vir embora, e agora a minha agenda ganhou mais uma rotina, super saudável e que me incentiva na tarefa de viver melhor e de forma mais equilibrada.
 

Imagem daqui

 

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Cut the crap #5

por Catarina, em 14.07.17

Um dos temas mais complexos que tenho nesta missão é aumentar o consumo diário de água. No meu caso não é tarefa fácil porque desde pequena que não gosto de beber água. Bebo sempre apenas quando tenho sede e pode acontecer passar um dia inteiro sem beber um copo de água que seja, fora dos 2 copos que bebo ao almoço e ao jantar.

Mesmo no verão com o tempo mais quente, para além de ter pouca vontade também tenho preguiça; Por vezes tento "sair pelas laterais" aumentando o consumo de frutos como a melancia que é quase quase só água! Outras vezes fazia chá mas só há pouco tempo é que consegui eliminar o açúcar e adoçantes, e infelizmente sem isso alguns chás são horríveis de beber!

Cheguei a duas soluções rápidas para resolver este problema: a primeira foi comprar chás que se possam usar em água fria e não necessitem de água quente; Têm um sabor mais intenso e agradável sem ter de adicionar açúcar e é muito rápido, basta encher a garrafa de água e deixar lá o pacote dentro que num minuto está feito!

Outra solução mais elaborada é a água aromatizada... aqui acho que vale tudo! Por vezes uso um pacote de chá normal como base, mesmo mergulhado apenas em água fria liberta cor e algum sabor; Depois junto casca  ou rodelas de limão, laranja ou toranja, outras vezes opto pelos frutos vermelhos como mirtilhos e framboesas e também já usei pepino; Os frutos vermelhos uso muitas vezes os congelados e assim servem de "gelo" também! O pau de canela é opcional, e gosto sempre de colocar algo verde: hortelã ou alecrim, aqui mesmo da horta que tenho na varanda!

Recentemente descobri um chá cujo sabor gosto naturalmente: sementes de funcho! Comprei as sementes ao peso e em pouca quantidade com receio de não gostar mas afinal foi dos poucos sabores que gostei logo sem precisar de açúcar. Para melhorar descobri que era um bom aliado para eliminar os gases do intestino, para os quais as frutas e legumes consumidos em grandes quantidades podem contribuir...

Como balanço dos últimos meses posso dizer que o resultado tem sido positivo. Beber água é um hábito que se cria, e eu estou a criar o meu! Comprei uma garrafa de vidro na Tiger, para evitar os plásticos que ganham cheiros e bactérias com o uso, e embora não seja muito grande eu preparo lá tudo e sempre posso ir acrescentando ao longo do dia quando preciso. No mínimo por dia bebo uma garrafa, nos bons dias bebo duas!

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Redu...quê?

por Catarina, em 30.06.17

Enquanto procurava no site da Visão informações sobre o artigo que saíu ontem e que aborda a alimentação biológica e eventuais fraudes com estes alimentos descobri que sou "Reducitarianista"; Ou seja, já há um nome para as pessoas que gostam de carne, mas evitam o seu consumo!

O fundador deste movimento tornou-se vegetariano no liceu, mas continua a comer perú no Thanksgiving! Gosto deste conceito porque nos dá liberdade para não sermos extremistas nas escolhas, mas tomar uma atitude que sabemos ter impacto na nossa saúde e no planeta. Se quiserem saber mais sobre isto podem ler aqui!

 

Eu vou direitinha ainda hoje comprar a Visão para ler o resto do estudo sobre os alimentos bio; Foram analisados e encontrados químicos, pesticidas, e mais um par de botas. Tendo em conta que pagamos mais por um alimento de qualidade supostamente superior isto é muito muito grave e põe em perigo todas as produções cuja qualidade pode começar a ser questionada. Dei uma vista de olhos em algumas conclusões do estudo (ler aqui) e digo já, é assustador.

 

 

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Um caminho mais saudável

por Catarina, em 23.06.17
Há umas semanas atrás, quando o calor começou a apertar que comecei a queixar-me de cansaço, sono, moleza, preguiça, fosse qual fosse o nome a questão é que me sentia de rastos! Levantar-me de manhã estava a custar bastante e sentia-me “mole”; Atribuí isso ao calor, falei com algumas pessoas que se queixavam do mesmo, e achei que era normal da época; Só depois comecei a pensar melhor no assunto e me lembrei de um pequeno problema que trago sempre comigo e que volta e meia deixo esquecido: talassemia. 
 
Este palavrão pouco conhecido traduz uma doença genética hereditária que faz a produção de glóbulos vermelhos ser insuficiente ou deficiente, não oxigenando devidamente.
No meu caso, é uma talassemia minor que gera uma leve anemia à qual se junta uma deficiência de ferro que não é no entanto constante. Esta talassemia é também conhecida por anemia mediterrânea e é muito comum em algumas zonas do país, principalmente na zona do Alentejo, onde a ocupação árabe permaneceu por mais tempo. No meu caso tendo um avô paterno do Alvito não deixou dúvidas da origem da doença que chegou até mim de forma muito suave. 
Tenho poucos sintomas dos muitos que se podem manifestar; Falta de resistência ao exercício físico: sempre fui muito “fraca” a exercícios de resistência como corridas prolongadas e mais de 3 minutos para mim começava a ser complicado, sendo que ao fim de 5 tinha mesmo de parar porque ficava com dificuldade em respirar e falta de ar; Hoje em dia faço exercício de forma moderada e aprendi que tipo de treinos são mais adequados; Caminhadas, passeios de bicicleta, estes sim podem ser de uma ou duas horas, e treino funcional para melhorar a postura e flexibilidade, e transformar alguma gordura em massa muscular.
 
A par disto noto muitas vezes os olhos pouco irrigados, mas nunca tive palidez, e tenho normalmente uma tensão arterial baixa e umas análises ao sangue assim para o fraquinho. Cheguei a tomar suplementos de ferro mas acho que odeio todos e têm o grande defeito de alterar o funcionamento regular do intestino.
 
Com a chegada do Verão e o ter-me recordado mais uma vez que é preciso perder os quilos que ganhei no inverno comecei a criar compromissos: fazer mais exercício, beber mais água, controlar melhor a alimentação, para além de fazer o check up anual que andava a protelar e agora já está em andamento! Mas voltando à alimentação, mais do que controlar, eu queria mesmo era melhorar a qualidade o mais possível; Hoje em dia é muito fácil ter acesso a informações sobre várias dietas, e sobre os alimentos em si, e não é preciso andar muito para saber que estamos rodeados de porcarias comestíveis.
Não estou a seguir nenhum regime em particular, mas estou a fazer mudanças que acho necessárias e que me ajudam a combater a pasmaceira que se apoderou de mim e a moderar a anemia e a falta de ferro. Tradicionalmente para este caso era recomendável comer fígado, mioleiras e beterraba, mas tirando o fígado, de vez em quando, o resto dá-me arrepios; Um dia destes ao pedir um sumo natural enganei-me e não reparei que um dos ingredientes era beterraba….foi um arrependimento do princípio ao fim e bebi-o com o mesmo prazer com que tomo xaropes.
Por agora estou a abolir o mais possível alimentos processados, carne vermelha e reduzir o consumo de carnes no geral, bebidas açucaradas, açúcar que não seja o que vem na fruta e por aí fora. Dá muito mais trabalho pensar e fazer refeições, mas com a prática tudo se consegue. A sensação depois de comer uma refeição mesmo boa é bem diferente, mas tenho mais preocupações com a confecção e o tempero para ser saboroso. Se é mais rápido atirar um bife para a grelha e umas batatas fritas vindas do pacote? É pois! Mas o corpo também se ressente disso em todos os sentidos, e por isso é uma questão sobre onde queremos investir: no mercado e em tempo ou no médico?
 
 
Termino com esta nota: a deficiência de ferro é a deficiência nutricional mais comum em todo o mundo e a anemia afecta um quinto da população portuguesa, por isso é importante estar informado, fazer os rastreios e saber como dar a volta ao assunto. Podem saber mais sobre estes temas nos sites DeficienciadeFerro.pt e no Anemia Working Group Portugal.

 

 

Ilustração de Robert-Sae-Heng aqui

 

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